«Formatos de anúncio» ou «formatos de anúncios»
Como tradutora, deparo-me muitas vezes com a estrutura "nome singular+nome plural" no inglês, como ad formats e bid adjustments.
Nesta pergunta relacionada, vocês mencionam "nomes contáveis e não contáveis". No entanto, não é explicado se a utilização de singular em vez de plural no segundo nome é efetivamente um erro gramatical na tradução.Ou seja:
1) "formatos de anúnciO" está incorreto em termos gramaticais? É obrigatório ser "formatos de anúnciOS", uma vez que "anúncios" é um nome contável neste contexto?
2) O mesmo se aplica a "ajustes de lance". "de lancE" ou "de lancES"? É obrigatório usar plural se o nome for contável? A utilização do singular é incorreta gramaticalmente?
A resposta dada na outra pergunta indica que os exemplos «máquina» e «refrigerante» "podem flexionar no plural", o que me pode levar a crer que não há uma obrigatoriedade em usar a estrutura "nome plural+preposição+nome plural" quando os dois nomes são contáveis.
Obrigada por esclarecerem esta questão.
Relógio de sol
Estou tentando relembrar uma palavra, em português, que nomeia o "relógio de sol". Esta palavra, se bem me lembro dos tempos do colégio, provém do grego (ou seria do latim?) e significa algo semelhante a "sem sol, calo-me". Devo dizer que já procurei em vários dicionários, inclusive no ótimo dicionário on-line da Priberam, mas não obtive sucesso.
O uso de artigo com topónimos (II): Arruda e Calhandriz
À porta de uma mercearia em Alverca lê-se num cartaz: «Há vinho da Calhandriz e pão da Arruda.»
Em conversa com alguns fregueses, constatei que é costume nas redondezas usar-se o artigo definido a (além das contrações preposicionais da e na) para fazer referência a estas duas povoações, sobretudo entre os nativos e os mais idosos.
Em todo o caso, quaisquer alusões a Calhandriz e Arruda (dos Vinhos) são-nos apresentadas, regularmente, e dependendo do contexto, de forma neutral.
Vejam-se alguns títulos do jornal O Mirante:«Um morto e 34 infetados em lar de Arruda dos Vinhos' (e não «'da' Arruda dos Vinhos»); ou «A Guarda Nacional Republicana emitiu um parecer de segurança negativo à instalação de duas novas caixas multibanco em Calhandriz» (e não «'na' Calhandriz»).
No entanto, e noutra edição, o mesmo jornal destaca: «Ser compositor e músico é ter uma profissão demasiado dura para não se gostar dela. Quem o diz é Telmo Lopes, [...] compositor natural da Calhandriz [....].»
Perante isto, deverão estes fenómenos linguísticos ser encarados como norma ou apenas como meros regionalismos? E qual é, na verdade, o género dos topónimos Calhandriz e Arruda dos Vinhos?
Agradeço à Comunidade Ciberdúvidas o apoio prestado, assim como a eficácia e a assertividade das vossas respostas.
Garantir com indicativo ou conjuntivo
Agradecia que me clarificassem quando «garantir que...» pede conjuntivo.
As seguintes frases não me parecem corretas:
a) «Como vamos garantir que todos os que nos procuram serão tratados com a dignidade e a humanidade que merecem?»
Não devia ser «SEJAM tratados»?
b) «Como garantir que a inteligência artificial será ética e segura?»
c) «Temos agora de garantir que os governos respondem à chamada.»
d) «Como garantir que Portugal ficará pobre para sempre?»
Obrigadíssima.
Bígama
Na peça teatral Três em Lua-de-Mel (uma sátira ao Frei Luís de Sousa) da autoria de Henrique Santana e Francisco Ribeiro (Ribeirinho) em que a protagonista é casada com dois homens, um outro personagem faz-lhe reparo que «isso é um caso de biandria e portanto, pode ser presa».
A minha pergunta é: existe o vocábulo "biandria"?!
Sei que o prefixo indica dois, mas não consigo encontrar a palavra em nenhum dicionário nem na Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.
Obrigado pela vossa disponibilidade.
O Homem e a linguagem
Distinguir as propriedades que são comuns a todas as línguas maternas.
Realidade e verdade
Em todas as consultas que fiz, realidade e verdade são sinónimos. Posso construir a frase: «a verdadeira realidade não é percetível pelos sentidos do ser humano», ou estou a incorrer numa redundância?
O Ciberdúvidas continua um trabalho de excelência.
Obrigado.
Ortografia portuguesa
Gostaria de saber um pouco sobre a "formação" da ortografia portuguesa, a história e os principais pontos ortográficos.
Desde já agradeço.
Divisão de frases (orações)
Na frase «quando me sorria, o que nunca acontecia» (versos de F. P.), o demonstrativo «o», que não tem função sintáctica na primeira oração e, pelo contrário, é o antecedente de «que», sujeito da oração relativa, deve incluir-se na primeira ou na segunda oração? Os meus agradecimentos pela vossa ajuda.
A expressão «mal seria»
Oiço muitas vezes a expressão «Mau era, se isso fosse assim».
Para mim devia ser «Mal seria, se isso fosse assim».
Gostava que me tirassem esta dúvida, porque é uma coisa que se ouve muito e na minha opinião mal dito. Mas se calhar estou enganada.
Obrigada pela vossa atenção.
