DÚVIDAS

O demonstrativo o numa frase de Júlio Dinis (II)
Quanto à resposta dada à consulta de Fernando Gaspar, em 30/9/2019, inclino-me a ficar com a impressão do consulente, em detrimento do parecer da consultora. Se não, vejamos: o pronome o, a meu juízo, deve retomar um termo ou uma oração já referida, mas a oração já referida, no caso em tela, é «a irritação ditava-lhe uma violenta resposta», e não «dar uma violenta resposta» (a análise se deve fazer com o que está escrito, e não com ilações; do contrário, cada um poderia ter a sua e usar o pronome que lhe interessasse). Assim sendo, é impossível a substituição por causa do risco de ilogicidade. A forma lha se impõe, então; sendo a o pronome vicário de «violenta resposta». Distração de Júlio Diniz.
Mozarela
Trabalho como revisor de textos publicitários em São Paulo, Brasil, há onze anos. Autodidata e ávido por novos conhecimentos, estou sempre em busca de informações para esclarecer minhas dúvidas e as de meus amigos. Sei que na Itália denominam um certo tipo de queijo de "mozzarella". Aqui no Brasil, pelo menos em São Paulo e imediações, a maioria dos cardápios de restaurantes e lanchonetes traz grafado o nome desse queijo como sendo "mussarela". Provavelmente chegou-se a essa grafia pela má pronúncia de "mozzarella" pela população em geral. O dicionário conhecido como "Aurélio" (de autoria do falecido Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira) traz a forma aportuguesada "mozarela", com a qual eu pessoalmente concordo e difundo com a maior naturalidade. Porém, o recém-lançado "Michaelis - Dicionário da Língua da Portuguesa", com mais de 2.600 páginas, traz, além de "mozarela", a estranha forma "muçarela", sem maiores explicações. E aí, na terrinha de meus antepassados, como se grafa o nome desse queijo? Grato pela atenção.
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