A origem da expressão «de uma figa!»
Na sequência da pergunta de Diana Sauer sobre o significado da expressão «de uma figa», o Ciberdúvidas, na pessoa do sr. Carlos Marinheiro, respondeu não ter sido possível apurar a origem da dita expressão. Escrevo para partilhar uma possível explicação que me chegou indirectamente.
Tratar-se-ia de uma derivação de um gesto oriundo da Roma dos tempos antigos e que se chamava em latim mano fico, ou seja, «mão de figo». Este era um gesto obsceno que representava a união sexual como meio de distrair o mal, afastando o mau-olhado.
Nesta expressão latina, o figo representa a vulva por ser associado pelos romanos aos ritos de fertilidade, sendo sagrado para Baco.
Assim sendo, a expressão «de uma figa», tal como o acto de fazer figas, parece uma derivação desta mano fico*.
Gostaria de saber se concordam com a validade desta possível explicação.
Cumprimentos pelo bom trabalho!
* N. E.: O consulente deveria ter escrito manus ficae (ver Textos relacionados).
A regência do verbo incorporar com as preposições a e em
Gostaria de saber qual é a regência verbal do verbo incorporar, a preposição a ou em, para textos que requerem mais formalidade, como provas e relatórios. Ex: «Ele incorporará os vencimentos ao/no salário.» e «Todos foram incorporados às/nas fileiras.»
Obrigado.
Mentorando
Como deve designar-se em português a pessoa integrada num processo de desenvolvimento de competências/conhecimentos sob a orientação de um mentor? "Mentorando" ou "mentorado"?
Com base na definição dos sufixos -ando e -ado, defendo que será "mentorando"; contudo, vejo frequentemente em textos técnicos relacionados com a temática do desenvolvimento de competências o uso do termo "mentorado" referindo o sujeito integrado no processo.
Muito agradeço a vossa clarificação.
Mais mal ou pior?
No domingo, dia 28 de Setembro [de 2003], lia-se em título no jornal “Público”:
«Trabalho faz cada vez mais mal à saúde».
Ora, considerada a minha aprendizagem já um pouco antiquada, eu usaria o adjetivo pior em substituição de mais mal. No entanto, e depois de consultar a vossa página, ainda fiquei mais confusa!
Pergunto: será que, também neste exemplo, poder-se-á dizer/escrever das duas formas? (tenho plena consciência da evolução da língua, mas não se estará a cair em laxismos linguísticos?)
Grata pela vossa ajuda/esclarecimento.
Havia sido frito/fritado? (duplo particípio)
Parece que a regra geral sobre o uso dos verbos que têm duplo particípio passado é a seguinte: – Com os verbos ser/estar, opta-se pelo particípio regular (fritado, imprimido, etc.); – Com os verbos ter/haver, opta-se pelo particípio irregular (frito, impresso, etc.). A minha dúvida surge quando misturamos esses verbos, como por exemplo: O ovo HAVIA SIDO frito/fritado? O ovo HAVIA ESTADO frito/fritado? O líquido TINHA SIDO absorto/absorvido? O homem HAVIA ESTADO absorto/absorvido durante todo o dia? Por eufonia, eu escolheria «O ovo havia sido frito», «O líquido tinha sido absorvido» e «O homem havia estado absorto durante todo o dia», mas não sei se há regra específica quanto a isso. Alguém poderia dar-me uma luz sobre assunto? Muito obrigado.
A regência do verbo resistir
Como é que está correcto: «Não resiste a observar», ou «não resiste em observar»?
Obrigada.
Sobre o feminino de camaleão
Gostaria de saber qual o feminino de camaleão.
Linguagem corrente
Gostaria que me esclarecessem as formas correctas de se escrever imitando a linguagem comum, corrente, em expressões do género: Para: pra (em linguagem corrente) Para ali (prá li) Para mim (pra mim) Para acolá (prá colá) Para aqui (prá qui) Como se escrevem? Obrigado.
A diferença entre cu e rabo
Devido a um familiar que faz questão de dizer rabo e nos corrigir sempre que dizemos a palavra cu, gostaria de pedir que me elucidassem da diferença entre as duas.
Eu sei que o som rabo soa melhor, mas associo-o a animais, por exemplo: «o rabo do cavalo» e não digo o «cu do cavalo».
Poderão ajudar-me?
Fico muito agradecida.
O(s) diminutivo(s) de relógio
Qual é o diminutivo de relógio?
