Tanto quanto
Minha dúvida trata-se da concordância ou não concordância das duas partes da conjunção comparativa tanto quanto com o substantivo.
São corretos os exemplos que seguem? Se não, qual é errado e por que? No primeiro exemplo, eu diria tantas (vezes) quanto quiser?
1. [Os dois pintos por Rachel de Queiroz]
São suposições que a gente pode fazer tantas quantas quiser.
2. [a revista Veja] A igreja lhe cede, tantas vezes quanto precise, carros para dirigir e casa para se hospedar.
Superlativo absoluto sintético de fácil
Existe a palavra "facilíssimo"?
Obrigado.
Mais mal ou pior?
No domingo, dia 28 de Setembro [de 2003], lia-se em título no jornal “Público”:
«Trabalho faz cada vez mais mal à saúde».
Ora, considerada a minha aprendizagem já um pouco antiquada, eu usaria o adjetivo pior em substituição de mais mal. No entanto, e depois de consultar a vossa página, ainda fiquei mais confusa!
Pergunto: será que, também neste exemplo, poder-se-á dizer/escrever das duas formas? (tenho plena consciência da evolução da língua, mas não se estará a cair em laxismos linguísticos?)
Grata pela vossa ajuda/esclarecimento.
A origem da expressão «de uma figa!»
Na sequência da pergunta de Diana Sauer sobre o significado da expressão «de uma figa», o Ciberdúvidas, na pessoa do sr. Carlos Marinheiro, respondeu não ter sido possível apurar a origem da dita expressão. Escrevo para partilhar uma possível explicação que me chegou indirectamente.
Tratar-se-ia de uma derivação de um gesto oriundo da Roma dos tempos antigos e que se chamava em latim mano fico, ou seja, «mão de figo». Este era um gesto obsceno que representava a união sexual como meio de distrair o mal, afastando o mau-olhado.
Nesta expressão latina, o figo representa a vulva por ser associado pelos romanos aos ritos de fertilidade, sendo sagrado para Baco.
Assim sendo, a expressão «de uma figa», tal como o acto de fazer figas, parece uma derivação desta mano fico*.
Gostaria de saber se concordam com a validade desta possível explicação.
Cumprimentos pelo bom trabalho!
* N. E.: O consulente deveria ter escrito manus ficae (ver Textos relacionados).
Presente na reunião
Qual a forma certa: «estarei presente na reunião» ou «estarei presente à reunião»?
Acerca da palavra matricida
À semelhança das formas masculinas parricida/patricida, também se pode dizer marricida/matricida?
É que li a palavra "marricida" no Sol, numa notícia sobre um homem que matou a própria mãe, mas não a encontro em mais lado nenhum. Nem nos dicionários, nem na Internet...
Muito obrigado.
Regência dos verbos designar e denominar
Gostaria de saber que preposições regem os verbos designar e denominar. Obrigada pela atenção.
A regência do verbo incorporar com as preposições a e em
Gostaria de saber qual é a regência verbal do verbo incorporar, a preposição a ou em, para textos que requerem mais formalidade, como provas e relatórios. Ex: «Ele incorporará os vencimentos ao/no salário.» e «Todos foram incorporados às/nas fileiras.»
Obrigado.
Vistoria / “vestoria”
Sempre pensei que a palavra vistoria era a correcta e que vestoria seria uma deturpação popular dessa palavra correcta.
Porém, alguém, que julgo sabedor, disse-me que vestoria era uma expressão correcta e, talvez, ainda mais correcta por ser mais antiga na nossa língua.
Onde está a razão?
Obrigado.
A diferença entre cu e rabo
Devido a um familiar que faz questão de dizer rabo e nos corrigir sempre que dizemos a palavra cu, gostaria de pedir que me elucidassem da diferença entre as duas.
Eu sei que o som rabo soa melhor, mas associo-o a animais, por exemplo: «o rabo do cavalo» e não digo o «cu do cavalo».
Poderão ajudar-me?
Fico muito agradecida.
