«De maneira que» e «de maneira a»
É correcta a locução conjuncional «de maneira a que»? Ou a única forma correcta é «de maneira que»?
Aquicultura e aquacultura
Gostaria de saber se o segundo termo é correcto. Se sim, qual o seu significado, e que é que o distingue do primeiro? (O Dicionário da ACL não me esclareceu inteiramente.)
Obrigado.
Parênteses rectos
A revista do DN utiliza os títulos dos artigos dentro de parênteses rectos. Gostaria de saber que razão ou justificação poderá haver para tal uso.
Os nomes próprios e as famílias de palavras
Surgiu-me uma dúvida relativamente à família de palavras de Natal...
Natal: natalício, natalino, natalidade...
Entram nomes próprios na família de palavras? Por exemplo, Natália?
Aguardo resposta.
A pronúncia de IKEA
A propósito da inauguração da primeira loja da multinacional sueca de mobiliário e decoração IKEA, em Portugal, oiço na publicidade e dito pelos jornalistas da rádio e TV a pronúncia /IKÊ-Á/. Eu, que até visito frequentemente a Suécia, e conheço há anos a referida empresa, sempre ouvi dizer /IKÊA/ (com este A praticamente mudo)!...
A colocação dos pronomes
Minhas saudações à mui dileta equipe de Ciberdúvidas. Confesso-lhes que senti falta, e até saudades, de suas atualizações – nesse período de recesso –, dada a assiduidade com que lhes consulto e tamanho contributo que vem prestando, louvavelmente, ao estudo de nossa língua.
Desta vez, gostaria que me auxiliassem nesse exercício de colocação pronominal. Tive algumas dúvidas sobre esse tema.
I. Assinale a alternativa cuja colocação pronominal está incorreta.
(A) Preciso que venhas ver-me.
(B) Procure não desapontá-lo.
(C) O certo é fazê-los sair.
(D) Sempre negaram-se tudo.
(E) As espécies se atraem.
Obs. 1: Tive dúvida na alternativa (B) e (C). Os advérbios não e sempre não são termos atrativos? Isso não levaria a uma próclise?
II. A frase em que a colocação do pronome átono está em desacordo com as normas vigentes no português padrão do Brasil é:
(A) A ferrovia integrar-se-á nos demais sistemas viários.
(B) A ferrovia deveria-se integrar nos demais sistemas viários.
(C) A ferrovia não tem se integrado nos demais sistemas viários.
(D) A ferrovia estaria integrando-se nos demais sistemas viários.
(E) A ferrovia não consegue integrar-se nos demais sistemas viários.
Obs. 2: Suponho que em (B) deveria ser uma mesóclise. Por que o advérbio de negação não não atraiu o pronome se para perto de si em (C) caracterizando uma próclise? Em (E) situação semelhante poderia ocorrer também? Como seria a norma culta nesses casos?
III. A colocação do pronome oblíquo está incorreta em:
(A) Para não aborrecê-lo, tive de sair.
(B) Quando sentiu-se em dificuldade, pediu ajuda.
(C) Não me submeterei aos seus caprichos.
(D) Ele me olhou algum tempo comovido.
(E) Não a vi quando entrou.
Obs. 3: Deveria ocorrer uma próclise em (A) e (B)? Qual a diferença de atração entre o não da alternativa (A) e (C) ou (E)? Em (B) o advérbio quando não seria um termo atrativo que levaria à próclise?
Gostaria, sinceramente, que me esclarecessem sobre esta questão de termos que exercem atração sobre pronomes em frases.
Modernamente, na linguística, ainda continua sendo essa, a atração, a explicação para a colocação pronominal nas construções de nossa língua? Há outras explicações? Poderiam dar-me algumas referências?
Desde já agradeço!
Os infixos e o radical das palavras
Tentando dissipar a minha dúvida sobre o assunto abaixo descrito, já consultei renomados professores da Língua Portuguesa, porém nenhum deles retornou-me com alguma explicação. Talvez os senhores me esclareçam alguma coisa. Observem o texto abaixo: Estou recorrendo aos seus conhecimentos para tentar esclarecer uma dúvida relacionada ao tema afixação, visto que já recorri a diversas fontes de consulta, porém sem lograr qualquer êxito. Segundo a Nomeclatura Gramatical Brasileira, os afixos, na Língua Portuguesa, são compostos pelos prefixos e sufixos, inexistindo a figura do infixo, um tipo de afixo que aparece no interior do radical das palavras, como no Grego, por exemplo. Todavia, se observarmos as palavras música, lírica, ginástica e métrico, dentre tantas outras, poderemos verificar que o elemento ic aparece no interior do radical dessas palavras e, aparentemente, exercendo o mesmo papel morfológico, ou seja, com o significado externo de «relativo a, referente a, diz respeito». Senão, vejamos: Música = relativo a musa Lírica = relativo a lira Ginástica = relativo a ginasta Métrico = relativo a metro Existe alguma explicação linguística (olha ele aí de novo) para a não classificação desse elemento como um infixo?
A diferença entre dizer e falar
Poderiam traçar de forma completa as diferenças e as igualdades entre dizer e falar, apresentando exemplos em cada caso?
No Brasil, não é raro na linguagem coloquial as pessoas usarem o verbo falar no lugar do verbo dizer, fazendo uma troca infeliz, pois acabam falando errado. Isto aconteceria aí em Portugal, ainda que seja em casos excepcionais?
É verdade que tal substituição ocorria às vezes em escritores antigos e na linguagem antiga, talvez medieval?
Muito obrigado.
Implicitações convencionais e conversacionais
O que são implicitações convencionais e conversacionais?
Pérgula e pérgola
Podem usar-se indistintamente os termos pérgola e pérgula?
Obrigado.
