DÚVIDAS

Prefixos e radicais (DT)
Com a nova terminologia surgem algumas dúvidas, nomeadamente na formação de palavras. Algumas gramáticas indicam determinadas palavras como formadas por composição morfológica, outras indicam as mesmas palavras como derivadas por prefixação. Assim, por exemplo, as palavras bicicleta e bisavô aparecem como sendo formadas por composição morfológica, e a palavra filosofia como derivada por prefixação, sendo bi e bis apontados como radical de origem grega, e filo apontado como prefixo. Outras gramáticas referem que as três palavras são formadas por composição morfológica, porque os três são radicais. Agradecia que me esclarecessem sobre este assunto.
Os graffiti = os grafíti = os grafitos
Escreve-se grafito, grafite ou graffiti? Pretendo referir-me aos desenhos ou rabiscos feitos nas paredes, normalmente com "sprays" de cores berrantes. Mas como se escreve? 1. grafito (como surge no dicionário Universal da Texto Editora), 2. grafite (como no Houaiss brasileiro) 3. ou graffiti (como se diz no anexo do dicionário Universal)? E consequentemente, qual o plural da palavra (os graffiti ou os graffitis)? Muito obrigado.
A colocação dos pronomes
Minhas saudações à mui dileta equipe de Ciberdúvidas. Confesso-lhes que senti falta, e até saudades, de suas atualizações – nesse período de recesso –, dada a assiduidade com que lhes consulto e tamanho contributo que vem prestando, louvavelmente, ao estudo de nossa língua. Desta vez, gostaria que me auxiliassem nesse exercício de colocação pronominal. Tive algumas dúvidas sobre esse tema. I. Assinale a alternativa cuja colocação pronominal está incorreta. (A) Preciso que venhas ver-me. (B) Procure não desapontá-lo. (C) O certo é fazê-los sair. (D) Sempre negaram-se tudo. (E) As espécies se atraem. Obs. 1: Tive dúvida na alternativa (B) e (C). Os advérbios não e sempre não são termos atrativos? Isso não levaria a uma próclise? II. A frase em que a colocação do pronome átono está em desacordo com as normas vigentes no português padrão do Brasil é: (A) A ferrovia integrar-se-á nos demais sistemas viários. (B) A ferrovia deveria-se integrar nos demais sistemas viários. (C) A ferrovia não tem se integrado nos demais sistemas viários. (D) A ferrovia estaria integrando-se nos demais sistemas viários. (E) A ferrovia não consegue integrar-se nos demais sistemas viários. Obs. 2: Suponho que em (B) deveria ser uma mesóclise. Por que o advérbio de negação não não atraiu o pronome se para perto de si em (C) caracterizando uma próclise? Em (E) situação semelhante poderia ocorrer também? Como seria a norma culta nesses casos? III. A colocação do pronome oblíquo está incorreta em: (A) Para não aborrecê-lo, tive de sair. (B) Quando sentiu-se em dificuldade, pediu ajuda. (C) Não me submeterei aos seus caprichos. (D) Ele me olhou algum tempo comovido. (E) Não a vi quando entrou. Obs. 3: Deveria ocorrer uma próclise em (A) e (B)? Qual a diferença de atração entre o não da alternativa (A) e (C) ou (E)? Em (B) o advérbio quando não seria um termo atrativo que levaria à próclise? Gostaria, sinceramente, que me esclarecessem sobre esta questão de termos que exercem atração sobre pronomes em frases. Modernamente, na linguística, ainda continua sendo essa, a atração, a explicação para a colocação pronominal nas construções de nossa língua? Há outras explicações? Poderiam dar-me algumas referências? Desde já agradeço!
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