Pôr ‘vs.’ colocar
Na minha opinião, os verbos pôr e colocar têm significados que se podem distinguir um do outro. Por exemplo: «Eu ponho em dúvida o que se vem dizendo nos jornais.» «Pus-me claramente, nesse caso, a favor de uma lei mais estrita.» «Pus qualquer coisa de autobiográfico naquele conto.» «Pôs-se em fuga assim que ouviu o estampido.» «Puseram-se de joelhos e rezaram.» «A possibilidade de terem posto (colocado no porto) um engenho explosivo no porto não será de excluir.» «Ponho uma pedra nesse assunto.» «Pus muitas reservas à sua admissão.» «Pus-me de pé atrás quanto à sua proposta de negócio.» «Aquilo não me interessava: pus-me a andar.» «Puseram-se a gritar: quem nos acode!» Pergunto: em quais destas frases e expressões será de tolerar a substituição do verbo pôr por colocar. A minha dúvida provém da utilização, quanto a mim abusiva, na Comunicação Social (escrita e falada) das formas verbais de colocar – a torto e a direito. Deixo aos especialistas de Ciberdúvidas a tarefa de me esclarecer neste ponto. Muito agradecido.
O uso de experiência e de experimento
Refiro-me à dúvida sobre o uso de experiência e experimento. Quando/em que contextos se usa o vocábulo experimento? É realmente usado?
Obrigada.
Herói épico e herói mítico
O que significa herói épico?
O que significa herói mítico?
Quais as diferenças entre os dois?
Relacionado com Os Lusíadas e Mensagem.
O verbo relevar e a forma “irrelevar”
O verbo «relevar» tem, dentre outras, as seguintes acepções, de acordo com o Houaiss:
1 – dar relevo a; tornar saliente; fazer sobressair; 2 – dar alívio a; atenuar, consolar. Insta assinalar que todos os demais léxicos contêm os sentidos em referência.
Depreende-se que as acepções são antitéticas, e, dependendo da frase em que o verbo estiver inserido, decerto causará perplexidade em leitores, interlocutores etc., dificultando-lhes a escorreita, ou, na melhor das hipóteses, imediata intelecção. A título de exemplo, na frase «você deveria relevar as atitudes impensadas de fulano», o sentido tanto pode ser de «dar importância» como o de «não dar importância». Por outro lado, o adjetivo «relevante» significa «importante», não encerrando a antítese apontada, sendo seu antônimo o verbete «irrelevante».
Indago: malgrado os dicionários não registrem o verbo "irrelevar" (da mesma forma que não listam todos os antônimos formados a partir da mera adição de prefixos de negação, por motivos óbvios), seu uso no lugar de «relevar» (no sentido de «aliviar») não conferiria mais precisão ao sentido que se pretende imprimir a frases escritas ou faladas?
Grato pela atenção dispensada!
Qué-lo e quere-lo
É uma questão que se colocou entre colegas e à qual alguém respondeu que a primeira hipótese está correcta. Gostaria de perceber o porquê.
São ou é nove reais?
É comum no Brasil ouvir-se de vendedores quando indagados sobre preços a resposta, por exemplo, "É nove reais". Sempre considerei esta resposta incorreta, mas para minha surpresa vi em uma apostila a seguinte regra: o verbo ser quando indica medida, valor, etc deve ser usado no singular. O autor usa como exemplo: "É quinze quilos". Isto é correto?
«Ter dois pesos e duas medidas»
«Dois pesos, duas medidas», ou «um peso, duas medidas»? Não será a segunda expressão mais apropriada para significar que uma situação não é julgada com imparcialidade, uma vez que o mesmo "peso" poderá ter duas "medidas"?
Obrigado e parabéns pelo excelente trabalho.
O significado de agramaticalidade e de erro
Gostaria de saber o significado, mais aprofundado, de agramaticalidade e erro.
O dicionário da Porto Editora [em linha] define o termo agramatical, «que não está de acordo com os princípios e regras de uma dada gramática», sem se referir à questão da comunicação em si.
Num site brasileiro define-se o primeiro termo, agramatical: «infração a determinadas regras do sistema linguístico, que impede que a comunicação seja estabelecida.» Acrescenta ainda «quando isso acontece, a comunicação torna-se inviável». Apresenta em seguida o exemplo «Não hoje a criança o viu brinquedo lá».
O mesmo site define erro como «uma inadequação do uso da língua, vinculada a um padrão e à aceitabilidade social de quem fala, mas que não compromete a instauração da comunicação», ou seja, uma "inadequação", diferenciando assim os dois termos.
A minha questão surge, pois no Ciberdúvidas apresentam-se como agramaticais algumas situações que, a meu modesto ver, não me parecem ir totalmente ao encontro da definição encontrada no mencionado site (no que se refere apenas à "impossibilidade" da comunicação).
Quando leio ou ouço alguém dizer «ele está mais melhor», eu percebo que a pessoa em causa quer dizer que «ele recuperou», «está melhor»; ou quando leio «Duvido que o Brasil virá a ser um grande exportador de petróleo», eu entendo que o que se quer dizer é que alguém duvida que o Brasil venha a ser um grande exportador de petróleo.
Não tenho dúvidas de que eu esteja enganado, pois apenas sou um estudante de português, por isso gostava que me explicassem melhor as grandes diferenças entre aquilo que é agramatical e aquilo que é errado (inadequado).
Muito obrigado!
Plural de mel: méis / meles
Gostaria de saber qual é o plural do substantivo "mel". Obrigada pela atenção.
Vistoria / “vestoria”
Sempre pensei que a palavra vistoria era a correcta e que vestoria seria uma deturpação popular dessa palavra correcta.
Porém, alguém, que julgo sabedor, disse-me que vestoria era uma expressão correcta e, talvez, ainda mais correcta por ser mais antiga na nossa língua.
Onde está a razão?
Obrigado.
