Alternativa, outra vez
A minha dúvida já foi objecto de resposta anterior, mas que não me esclareceu inteiramente.
É sabido que o espírito da língua nem sempre está de acordo com as implicações decorrentes da análise lógica em sentido estrito. Penso (mas não tenho a certeza) ser este o caso da utilização da palavra "alternativa" em certos contextos. Por exemplo, é frequente ouvirem-se expressões do tipo: "o caso é muito grave e a única alternativa é operar o doente". Ora, em frases deste género parece que não estamos perante alternativa nenhuma. Não há dois termos entre os quais possa escolher-se, como necessariamente decorreria do uso lógico do termo "alternativa". No nosso exemplo o doente tem que ser operado e ponto final. A única alternativa significa aqui que ele, afinal, não tem alternativa.
Todavia, embora logicamente incoerente, não me parece que frases deste tipo sejam linguisticamente incorrectas. Qual a Vossa opinião?
Interoperabilidade
É já com alguma frequência que verifico a utilização deste vocábulo em contextos informáticos, quando se pretende referir a possibilidade de partilha de informação independentemente do software utilizado. Todavia, em nenhum dos dicionários consultados consigo obter um significado exacto porque se trata de uma palavra desconhecida nos mesmos. Gostaria de ser informado se se trata de um neologismo ou simplesmente é um vocábulo inexistente no léxico português?
Manhã e amanhã
Existe parentesco entre a palavra manhã e amanhã?
Sobre o nome Crono
Pode-se escrever "Kronos", ou tem de se escrever sempre Cronos?
Obrigado.
A análise interna do nome próprio «Invasões Francesas»
Como classificamos as palavras «Invasões Francesas», nome próprio ou nome comum + adjetivo qualificativo?
Ainda os complementos circunstanciais
Nas frases «A Maria continua na faculdade» e «A Maria conheceu o Augusto na faculdade», a expressão «na faculdade» não pode ser complemento circunstancial de lugar nas duas frases. Que funções tem então?
As locuções «em lugar de», «em vez de» e «ao invés de»
Tenho uma dúvida sobre o uso e a semântica (significado) das locuções "em lugar de", "em vez de" e "ao invés de".
Meu principal interesse é a faceta fraseológica das locuções: a forma e o significado cristalizados.
Ocorre que nos dicionários gerais que normalmente nos esclarecem dúvidas quanto ao emprego das locuções acima, apresentam definições circulares (circularidade lexicográfica). Por exemplo, dicionários como Aulete, Houaiss, entre outros, definem a locução em lugar de = em vez de = ao invés de. Por que isso ocorre? É por falta de abonação que os dicionários têm essa circularidade na definição das locuções? Estão ainda estas locuções em processo de gramaticalização? Há realmente sinonímia fraseológica nas três locuções?
Aguardo ansioso sua resposta.
O substantivo desbarramento
Gostaria de saber se existe o advérbio "desbarramento" para dizer que se quer tirar a barra a um cartão que está barrado.
Obrigada pela resposta!
Daesh, Daexe, Daixe
A propósito do acrónimo Daesh, relacionado com a organização jiadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS), queria saber:
1) Sendo que Daesh chegou até nós por influência da grafia inglesa Da'ish, a sua pronúncia em português não devia ser /daixe/, tal como sucede com Al-Qaeda – /alkaida/?
2) E quanto à grafia aportuguesada: "Dáesh" (forma sugerida para o espanhol pela Fundéu), ou "Daexe", como se regista na Wikipédia?
Os meus agradecimentos.
«Tornar todos eles personagens»
Causou-me estranheza parte dum texto com que me deparei hoje:
«Lisboa era visitada por gente de todo o mundo e para ela convergiam pessoas ilustres e foi difícil deixá-los de fora: embaixadores, aristocratas, pobres, prostitutas, amas, até um macaco. Não resisti a tornar todos eles personagens numa Lisboa protagonista absoluta.»
Não deveria ter sido usado o pronome clítico os em vez de eles como complemento do verbo tornar («torná-los todos personagens»)?
Aproveito o ensejo para parabenizar a equipe do Ciberduvidas pelo inestimável serviço que presta ao nosso querido idioma.
