O barroco literário
Em que consiste o barroquismo na Literatura Portuguesa?
Gracioso = gratuito
Na introdução da vossa página inicial refere-se que este serviço é gracioso.
Creio contudo que deveria ser dito gratuito em vez de gracioso.
Dessacralizar
Como é que se deve escrever o composto do verbo sacralizar com o prefixo des-: des-sacralizar ou dessacralizar? Se em ressacralizar a ausência ou presença de hífen não afecta a fonia, o mesmo parece não poder dizer-se do primeiro caso. Obrigado.
«Meu/seu estúpido»
Na frase «estás a ver, seu estúpido?», não deveria o pronome possessivo seu (2.ª pessoa) concordar com o verbo estar na 2.ª pessoa, ficando «Estás a ver, meu estúpido»? E, se não houver alteração do pronome, a frase não deveria ficar «Está a ver, seu estúpido»? Qual das frases é a correcta ou ambas o são?
Grato pela resposta.
«Assumirem a direcção da empresa para...»
Veja-se a seguinte frase: «Assumirem a direção da empresa para destruí-la foi o desejo inconfesso dos herdeiros». Como se analisa essa frase no que respeita à subordinação que ocorre entre as orações? Há uma oração principal, cujo predicado é «foi o desejo inconfesso dos herdeiros». A minha dúvida se prende a como se dá a subordinação das outras duas orações em relação à principal. «Assumirem a direção da empresa para destruí-la» são duas orações que, juntas, dão um sentido único: não é o simples fato de «assumirem a empresa» que «foi o desejo dos herdeiros», mas assumirem-na com o propósito de destruí-la. A meu ver, o período acima comporta-se em matéria de análise sintática diferentemente deste: "Assumirem a direção da empresa foi o desejo inconfesso dos herdeiros, para destruírem-na. Já, neste período, vemos claramente que uma oração funciona como sujeito e outra como adjunto adverbial, ambas subordinadas à principal. Gostaria, então, de saber como deve ser feita a análise do primeiro período. Obrigado.
Santiago de Cacém
Como se chamam as pessoas de Santiago do Cacém?
A negação: «... e não diria que qualquer um não te fique indiferente...»
O que é que se depreende da seguinte frase: «e não diria que qualquer um não te fique indiferente, mas se não fica, devia ficar»? Esta construção frásica leva a crer que se não fica indiferente, deveria ficar, ou que se fica indiferente, não deveria ficar?...
É esta a minha talvez estranha mas sincera dúvida.
Obrigada.
Anos "sessentas", de novo...
"É evidente que não é correcto dizermos «anos sessentas», porque também ninguém diz «sessentas anos». Realmente, não se compreende tal maneira de dizer, tanto mais que sessenta já indica pluralidade. Do mesmo modo, diremos anos oitenta, etc.. Cf. Anos sessenta, outra vez e Anos sessenta, de novo. José Neves Henriques." Desculpe-me, mas gostaria de fazer uma observação a respeito de sua resposta acima. É o seguinte: Se temos sessenta e um, sessenta e dois, etc., não temos aí vários "sessentas"? Isso não explicaria, então, a forma "anos sessentas"? Números também vão para o plural, não vão? É o caso de prova dos noves... Grato por sua atenção e comentário.
A expressão «coisa bondosa»
Está correto o uso do adjetivo bondosa com o sentido de bom, na frase seguinte?
«Ele costuma fazer o que ela pede. E ela pede só coisa bondosa.»
A etimologia de reino
Gostaria de saber qual/quais (o) processo(s) fonológico(s) que se verificaram na evolução do latim REGNU- para reino.
Tenho dúvidas sobre se terá havido apenas uma vocalização do g ou, pelo contrário, uma síncope do g e uma ditongação do e por influência de rei.
Agradecia muito que me esclarecessem.
