«Dar aos taleigos»
Qual a origem da expressão «Dar aos taleigos»?Meus agradecimentos.
A regência do adjetivo faminto
Gostaria de saber se é correcto usar o adjectivo faminto seguido da preposição «de» quando o usamos num sentido figurado.Exemplo:
«As crianças, a morrerem de fome, famintas das ideias que já havia aqui e ali, gritaram: "Independência!"»
Uma vez que faminto pode significar, em sentido figurado, «muito desejoso» ou «ávido», não sei qual a regra admitida, se a preposição é de ou por ou se não é admitida preposição.
Muito obrigado.
[N. E. – O consulente escreve correcto e adjetivo, mantendo a antiga ortografia. As formas da norma em vigor são correto e adjetivo.]
Sevilha
Gostaria de saber a etimologia do nome da cidade de Sevilha, e abonações antigas deste topónimo (se as houver).
A conjugação de eclodir
Qual é o presente do conjuntivo do verbo eclodir?
Candango e pau-de-arara
Acessei esta página em Brasília (Brasil), cidade onde moro há tempo bastante para ter tido a oportunidade de conhecer alguns candangos que, se hoje já são falecidos, ainda recebem homenagens dignas dos heróis que enfrentaram os mais variados obstáculos e são lembrados com o mesmo respeito que lembramos dos fundadores de nossas outras cidades, como os Padres José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, que fundaram a cidade de São Paulo há 451 anos. Pois bem, navegando pela página, encontrei o texto "O linguajar uberabense", onde, com certo espanto, li: "(...) candangos (o nome por que são conhecidos os imigrantes pobres oriundos do Nordeste do Brasil)." Tal definição não corresponde ao termo "candango", mas sim ao termo "pau-de-arara". O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa define "candango" como o "nome que designa cada um dos operários que trabalharam nas grandes construções da cidade de Brasília (DF), ger. oriundos do Nordeste do Brasil" e explica que, por extensão, significa, também, "cada um dos primeiros habitantes de Brasília" A definição apresentada por vocês aplica-se ao termo "pau-de-arara", que são caminhões que transportam os retirantes nordestinos e que, por extensão, passou a designar, aí sim, "os migrantes pobres do nordeste do país", que fogem da seca em grandes grupos, viajando nesses caminhões para outras regiões brasileiras, especialmente para a cidade de São Paulo. Uma bela canção, cantada por Luiz Gonzaga, conta, sobre essa realidade da fuga da seca pelo nordestino: "A terra aqui só é ruim, quando não chove no chão. Mas se chover dá de tudo, fartura tem de porção. Tomara que chova logo! Tomara, meu Deus! Tomara! Só deixo o meu cariri no último pau-de-arara". A propósito, cariri é um tipo de vegetação de caatinga, característica da região semi-árida do Nordeste brasileiro. Obrigada por sua atenção.
Sarabanda
"Sarabande" é o título do novo filme de Bergman. «Sarabanda» é um termo que ouço e cujo significado julgo próximo de «ralhete». Será? Existe? Obrigada.
A escrita de biénios
O que aconteceu neste século para agora se escrever 2016/2017, e no século passado escrevia-se p.ex. 1998/99? Há regra, ou foi só bagunça do ano de transição 1999/2000?
A preposição de + oração de infinitivo: «de comer»
Eu li na gramática de Bechara (2018) que orações reduzidas de infinito como:
«Eu estive com fome, e deste de comer.»
«Eu estive com sede, e me deste de beber.»
são orações adverbiais de finalidade, pois é como se dissesse:
«Eu estive com fome e me deste algo para que eu comesse.»
«Eu estive com sede, e me deste algo para que eu bebesse.»
Mas o que eu gostaria de saber o porquê de estas orações reduzidas de infinitivo virem antecedidas da preposição de e assumirem um valor de oração adverbial de finalidade.
O motivo seria por causa do verbo dar + de + (verbo no infinito)?
Seria por causa da antonímia entre as palavras que norteiam o período: fome × comer, sede × beber? Eu realmente não sei.
Desde já, fico agradecido pela resposta.
Implicados em/com
Qual a forma + correcta? "Implicados na toxicodependência" ou "Implicados com a toxicodependência"?
Concordância com «cada um»
Aproveito para desejar um excelente 2025 a todos os que integram esta fabulosa equipa do Ciberdúvidas.
A questão que me traz hoje aqui é alusiva às frases construídas com o quantificador universal cada.
Pelas minhas pesquisas, descobri que designa qualquer elemento de um grupo de forma individual. Também pude observar que, da mesma maneira, se anteceder um nome, também retrata individualmente qualquer elemento de um grupo. No entanto, se houver elementos coletivos numa frase para incluir, o meu raciocínio não está tão claro. Vejamos os seguintes exemplos:
(I) «Os fogos de artifício revelaram-se um espetáculo digno de cartão-postal. Cada um mais colorido que o outro, ofuscava momentaneamente as estrelas e contrastava com as luzes dos colossais edifícios da cidade.»
A minha dúvida surge nas conjugações verbais da segunda oração. Ainda que me pareçam corretas, deveria mantê-las na terceira pessoa do singular? Às vezes, quanto mais leio uma frase mais ambígua me soa. Podiam esclarecer-me esta dúvida, por favor?
Obrigada!
