DÚVIDAS

“Assamaiada” ou “açamaiada”?
Agradecia indicação correcta da ortografia e origem provável da palavra em epígrafe. Sei que a palavra em questão corresponde ao arregaçar, pelas camponesas, das suas saias que, para não prejudicar os seus movimentos de trabalho, as atavam a meio com uma fita de pano ou corda. Isto faziam as minhotas, bem como as “gaibéuas” e “ratinhas” nos campos da Borda d’Água (Ribatejo) e Alentejo.
A construção «que não»
Epiphânio Dias, na sua Sintaxe histórica, pág. 277 [2.ª edição, 1933], considera a conjunção que seguida de não como causal com o valor de e, mas não alcancei o porquê; quer-me parecer que «que não» nos contextos indicados pelo autor equivale a exceto. Pode classificar-se ainda hoje o que que aparece nesse contexto como causal, como pensa Epiphânio Dias? Pode ver-se nesse que um que relativo substituível por o qual? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa