Diferir, pospor ou adiar
Existe a palavra "postecipar"?
Esta palavra foi encontrada no seguinte contexto: "no que se refere ao desconto, deve considerar-se a taxa de juro efectiva, i.e., o valor da taxa postecipada equivalente à taxa de desconto das operações realizadas".
Parlenda
Gostaria de saber a definição de parlenda.
A regência do verbo assestar
Agradecendo uma vez mais o vosso incansável e meritório trabalho, pergunto se se deve escrever «assestar a luz na cara» ou «assestar a luz para a cara». Isto porque o verbo assestar pode significar apontar (apontar para...), mas a primeira expressão ouve-se com mais frequência. É um erro? Muito obrigado.
O neologismo geoestatística
Estou a tentar traduzir a palavra "Geostatistics" do inglês, mas não encontro equivalente em português (nem Geoestatística nem Geo-estatística parecem estar correctas). Obrigada.
Exactidão e precisão
Por favor, gostaria de saber se "exactidão" e "precisão" são idênticas. No português corrente, visto que em linguagem científica não o são. Desde já agradeço a atenção dispensada.
A primeira atestação de currículo
Gostaria de saber quando foi usada pela primeira vez a palavra currículo no sentido de «currículo escolar».
Contrafactual, pretérito mais-que-perfeito do conjuntivo e oração concessiva
Gostaria de pedir mais informação relativamente ao excerto (que transcrevo) da seguinte resposta:
«A consulente apresenta também um conjunto de frases que incluem a estrutura «por mais que», que se pode considerar entre as introdutoras de orações concessivas. Neste caso particular, são apresentados dois tipos de concessivas: as factuais, como em (19) ou (29) , que apresentam o imperfeito ou o pretérito perfeito do conjuntivo na subordinada e o pretérito perfeito na subordinante: (19) "Por maiores que fossem os problemas, ele não desistiu." (20) "Por maiores que tenham sido os problemas, ele não desistiu". Já a frase que apresenta o mais-que-perfeito do conjuntivo é incorreta, porque o recurso ao mais-que-perfeito do conjuntivo na subordinada aponta para um valor contrafactual que exigiria o uso do mais-que-perfeito composto do indicativo ou o condicional na subordinante: (21) "*Por maiores que tivessem sido os problemas, ele não desistiu."»
Gostaria de saber a que se deve o valor contrafactual de «Por maiores que tivessem sido os problemas». Surge-me esta dúvida porque, segundo percebo, o mais-que-perfeito do conjuntivo pode ser usado em concessivas factuais.
Ex: Embora o tivesse visto, não o cumprimentou.
e a estrutura «por maiores que» também, tal como o demonstra a frase (20) da transcrição.
Sendo assim, é esta combinação concreta da estrutura «Por mais que»' com o mais-que-perfeito do conjuntivo que cria o valor contrafactual?
Poderiam indicar-me, por favor, outras estruturas que, juntamente com o mais-que-perfeito composto, criam este valor contrafactual?
Por outro lado, o imperfeito do conjuntivo admitiria, também, uma leitura contrafactual, caso se usasse o condicional ou o imperfeito do indicativo na subordinante?
Ex: Por maiores que fossem os problemas, ele não desistiria/desistia.
É possível afirmar-se que o imperfeito do conjuntivo tem, em geral, valor contrafactual nos mesmos casos em que o mais-que-perfeito do conjuntivo o tem?
Muito obrigado pelo serviço que o Ciberdúvidas presta, ao qual recorro frequentemente.
O anglicismo know-how e os seus equivalentes vernáculos
Desejava saber se o termo know-how ou saber-fazer não poderiam ambos ser traduzidos pelo vernáculo português traquejo. Estou em crer que o termo traquejo significa o conhecimento contínuo por via do uso ou experiência num período temporal por uma pessoa ou um grupo de pessoas num determinado assunto ou matéria.
Obrigado.
Incobrança
Pode-se considerar “incobrança” como a negação de cobrança?
“O mediador de seguros devolveu por incobrança os recibos de prémio à companhia de seguro” ou “O mediador não conseguiu a cobrança dos recibos ao tomador”?
Vírgula e modificador do grupo verbal
Há alguma situação em que a vírgula não seja obrigatória para isolar o modificador do grupo verbal (exceto quando este aparece no final da oração)?
Por exemplo, nos casos em que a oração se inicia com um modificador do grupo verbal e, de seguida, temos um verbo (e não um sujeito expresso), é obrigatório?
E nos casos em que o modificador do grupo verbal surge no meio da oração, há alguma exceção para que a vírgula não seja obrigatória?
Obrigada.
