Como distinguir uma oração completiva de uma oração relativa sem antecedente
Gostava que alguém me pudesse esclarecer numa dúvida em relação a orações. Ando no 9.º ano.
Tenho tido muitas dificuldades em conseguir distinguir orações subordinadas substantivas completivas e relativas sem antecedente. Será que alguém pode ajudar-me a distingui-las melhor?
Coesão lexical e coesão gramatical
A fronteira entre a coesão referencial e a lexical nem sempre é fácil! Surgiu-me uma dúvida em relação ao tipo de coesão que o termo «livros» configura no seguinte enunciado:
«Esta publicação do autor inclui várias poesias cuja escrita corresponde ao tempo de publicação dos seus livros, desde Peregrinação até Exorcismos e Conheço o Sal, mas que não foram incluídos neles.»
Tratando-se de um hiperónimo, o vocábulo «livros» aponta para uma coesão lexical, mas não poderá considerar-se uma catáfora lexical, tendo em conta que há uma clarificação dessa realidade logo a seguir, quando se explicita os títulos dos livros? Neste sentido, tratar-se-ia de uma cadeia de referência, pelo que já não se poderia tipificar como coesão lexical.
Qual a vossa opinião?
Crase. Baile a fantasia
Gostaria de saber se a expressão "baile à fantasia" possui ou não crase. Se possuir crase, peço a gentileza de me explicarem o motivo, pois não consigo compreender o uso da crase nessa expressão, já que " baile a rigor" não requer o uso do artigo masculino (ao rigor!).
Desde já agradeço a ajuda.
«Carne de peixe»
Será que é correcto dizer «carne de peixe»?
O neologismo “eruptir” (verbo)
No dia 4 de Julho de 2005 foi publicada uma notícia onde se dizia: «Um vulcão eruptiu nas águas do oceano Pacífico». Esta expressão confundiu-me um pouco, pois nunca a tinha ouvido. Pesquisando no Google o verbo “eruptir”, encontrei apenas duas referências em sites brasileiros. Esta expressão existirá mesmo, ou o correcto é dizer «entrou em erupção»?
Por conseguinte
Certa vez, compus uma redação e pedi para minha amiga, que faz faculdade de história, ler. Ela tomou um susto, quando usei "por conseguinte" em uma das sintaxes, argumentando que era errado usar este termo.
Gostaria de obter algum esclarecimento a respeito.
«A entidade emissora» e «a entidade emitente»
Uma vez mais solicito esclarecimento (que desde já agradeço):
Estará correcto dizer-se «a entidade emissora do documento x...»?Ou deverá escrever-se «a entidade emitente do documento x...»?Ou emissor é sinónimo de emitente; e nesse caso poderá escrever-se de ambas as maneiras?
Consultado o Novo Dicionário Lello da Língua Portuguesa, fiquei com a ideia de que será relativamente indiferente usar uma ou outra palavra. Contudo, já me referiram que estará mais correcto emissor quando nos referimos à produção radiação («Emissora Nacional»; «emissor de energia»), utilizando-se emitente quando nos referimos à produção de documentos.
Brócolos / «bróculos»
Apesar da explicação de João Carreira Bom sobre a emenda de bróculos para brócolos, fiquei com dúvidas sobre a formação desta palavra, pois em espanhol escreve-se com u.
Muito obrigado.
Sobre o verbo mudar
O verbo mudar, na acepção de «trocar de alguma coisa» (por exemplo, de casa), é reflexivo? Ouve-se muitas vezes a expressão «Ele mudou-se de casa», mas segundo dá a entender o Dicionário Sintáctico de Verbos Portugueses, de Winfried Busse, não se trata, neste caso, de um verbo reflexivo, mas sim de um verbo transitivo indirecto não pronominal. Isto significa que a estrutura correcta é «Ele mudou de casa». Confirmam esta minha conclusão?
Grato pela atenção pronta que sempre dispensaram às minhas questões.
A sintaxe de pedir, consultar e enviar
Tenho sempre dúvidas quanto à regência de certos verbos e qual a situação em que é exigida a preposição ou artigo a, passando a utilizar o lhe ou o/os.Ex.: 1) «Peço-lhe o favor de me explicar.»
Seria correto afirmar que eu peço alguma coisa (sem preposição, portanto objeto direto) a alguém (com preposição, portanto objeto indireto)?
2) «Venho consultá-lo a respeito desse assunto.»
Seria correto afirmar que eu consulto alguém (sem preposição) a respeito (ou sobre, com preposição) alguma coisa ou assunto?
3) «Tenho lhe enviado várias cartas.»
Sendo correto afirmar que eu enviei a alguém (com preposição) alguma coisa (várias cartas, sem preposição).
Por ser um assunto recorrente, mas que quase sempre resta dúvida, se houver outra forma prática para se descobrir a regência, conforme acima exemplificado, gostarei que me expliquem com situações concretas.
Grato!
