DÚVIDAS

Prenda(s) ou presente(s)
Ao ouvir, há dias, o animador de serviço na Rádio Comercial (creio que era o Diogo Beja), ouvi referir qualquer coisa acerca de prendas de Natal, que logo foi corrigida com esta frase, perante a minha estupefacção: «Não, não se diz prendas; presentes.» Daí em diante só se falou em presentes. A minha dúvida é só uma: qual é a regra linguística que determina que não se diz «prendas»? Ou foi o locutor que inventou essa? Ou será uma daquelas parvoíces, tão em voga na sociedade portuguesa, que alguns supostamente bem postos e muito socialmente correctos (tipo Paula Bobone), de vez em quando resolvem lançar como moda para toda a gente ir atrás, como um rebanho, sem sequer saber porque o fazem?
«A entidade emissora» e «a entidade emitente»
Uma vez mais solicito esclarecimento (que desde já agradeço): Estará correcto dizer-se «a entidade emissora do documento x...»?Ou deverá escrever-se «a entidade emitente do documento x...»?Ou emissor é sinónimo de emitente; e nesse caso poderá escrever-se de ambas as maneiras? Consultado o Novo Dicionário Lello da Língua Portuguesa, fiquei com a ideia de que será relativamente indiferente usar uma ou outra palavra. Contudo, já me referiram que estará mais correcto emissor quando nos referimos à produção radiação («Emissora Nacional»; «emissor de energia»), utilizando-se emitente quando nos referimos à produção de documentos.
A sintaxe de pedir, consultar e enviar
Tenho sempre dúvidas quanto à regência de certos verbos e qual a situação em que é exigida a preposição ou artigo a, passando a utilizar o lhe ou o/os.Ex.: 1) «Peço-lhe o favor de me explicar.» Seria correto afirmar que eu peço alguma coisa (sem preposição, portanto objeto direto) a alguém (com preposição, portanto objeto indireto)? 2) «Venho consultá-lo a respeito desse assunto.» Seria correto afirmar que eu consulto alguém (sem preposição) a respeito (ou sobre, com preposição) alguma coisa ou assunto? 3) «Tenho lhe enviado várias cartas.» Sendo correto afirmar que eu enviei a alguém (com preposição) alguma coisa (várias cartas, sem preposição). Por ser um assunto recorrente, mas que quase sempre resta dúvida, se houver outra forma prática para se descobrir a regência, conforme acima exemplificado, gostarei que me expliquem com situações concretas. Grato!
Sufixos eruditos e sufixos populares
Gostaria de saber quais os principais sufixos eruditos (principalmente os provenientes do latim) e seus respectivos sufixos populares. Quais desses sufixos perderam a sua produtividade ao longo dos séculos? Quais mantêm o mesmo significado que se encontrava em latim? Para quais sufixos houve modificações? Gostaria de uma bibliografia atualizada a respeito desse tema. Muito obrigado! Abraços.
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