Melhoria, melhoramento, melhora
Gostaria de saber em que contextos ou circunstâncias é mais correcto utilizar cada uma das palavras: "melhoramento", "melhoria" e "melhora".
Pêra/peras (antes do AO),
pera/peras (depois do AO)
pera/peras (depois do AO)
Gostaria de saber a razão por que a palavra «pêra» leva acento circunflexo e «peras» não é acentuada. Terá algum fundamento uma explicação, que tenuamente me recordo de ter lido, de que «pêra» é acentuada para não se confundir com a contracção de «per» (arcaico de «por»?) com o artigo «a» («pera»)? Mas, por essa lógica, o mesmo se aplicaria a «peras», que deveria igualmente ser acentuada! E que outros casos similares existem?
Antecipadamente grato pela oportunidade que este magnífico espaço me (nos) proporciona diariamente, aproveito para vos manifestar o meu profundo apreço pelo vosso trabalho e recomendar (quase diria obrigar) a consulta desta magnífica “Gramática virtual” a todos quantos amam a Língua Portuguesa.
A regência do verbo oferecer
Tenho a seguinte frase: «Os modelos intermediários criaram algumas ilhas de prosperidade (como os países escandinavos), possíveis por circunstâncias muito especifícas de sua história e cultura, mas não conseguiram oferecer uma alternativa séria a países grandes e pobres como o Brasil.»
Seria correto eu escrever «... mas não conseguiram oferecer uma alternativa séria aos países grandes...», já que quem oferece, oferece alguma coisa a alguém?
A dupla grafia. Termos aconselháveis em Portugal
Diz-se no texto do Acordo Ortográfico – Base IV:
1. O c [...] e o p [...] ora se conservam, ora se eliminam. Assim [...]
c) Conservam-se ou eliminam-se facultativamente [...]: aspecto e aspeto, [...] dicção e dição, [...] sector e setor, ceptro e cetro [...].
No entanto, no Vocabulário de Mudança – lista da MorDebe das palavras cuja grafia muda com o Acordo de 1990, diz-se:
Ortografia Nova – Notas
aspecto, aspeto – aspecto não é aconselhável em Portugal [...)
dicção, dição – na prática, a situação anterior não muda [...]
sector, setor
cetro.
Pergunto:
1. Aspecto não é aconselhável em Portugal, ou é errado?
2. As palavras dicção e sector têm as mesmas variações da palavra aspecto e, no entanto, de aspecto diz-se que não é aconselhável em Portugal, de dicção diz-se que a situação não muda e de sector não há nenhuma nota. Qual a diferença? Penso não se perceber a coerência nestas notas...
3. Em relação a ceptro, aparece uma única forma na ortografia nova, enquanto o texto do Acordo, conforme acima, aceita as duas formas facultativamente.
«Eu e os meus amigos»
vs. «Os meus amigos e eu»
vs. «Os meus amigos e eu»
Posso dizer «Eu e os meus amigos», ou «Os meus amigos e eu»?
Uma falante da língua francesa disse-me que em francês não pode existir a segunda possibilidade[1], mas na língua portuguesa não me soam mal ambas as hipóteses supracitadas. Estarei errada?
Grata pela vossa atenção.
[N.E. (1/07/2019) – Trata-se de um equívoco, porque em francês, por uma questão de delicadeza, o recomendado é «mes amis et moi» (= «os meus amigos e eu»), ou seja, o pronome de 1.ª pessoa vem depois da referência a outras pessoas – «ma femme et moi» (= «a minha mulher e eu»), e não «moi et ma femme»). Cf. moi na versão em linha do Dictionnaire Larousse)].
Palavra onomatopaica relativa ao som da água a cair
Qual é a palavra onomatopaica que corresponde à onomatopeia "pling" (som da água a cair)?
Qual o feminino de faraó?
Gostava que me esclarecessem esta dúvida: Qual o feminino gramaticalmente correcto de “faraó”? É “faraona”, “faraoa” ou ambos? Antecipadamente grato.
N.E. O consulente escreve segundo a Norma de 1945.
Os vírus
O plural de vírus é viruses ou vírus?
Os verbos aceder e acessar
Como brasileiro, jamais diria “acedo uma página”. Pelo que entendi, “aceder” significa “ter acesso a” e, portanto, é sinônimo ou variante de “acessar”. Eu me sinto à vontade para utilizar o vocábulo que mais me agrada, que me soa melhor. Mas dizer que “acessar” é feio, que é um “mamarracho inqualificável”, é infelizmente subestimar a riqueza de vocabulário da língua portuguesa. Fico até mesmo triste quando um português diz que “acessar” é um “mamarracho”, quando a palavra “mamarracho” não passa de um castelhanismo. Antes se defendam palavras de variantes da língua portuguesa, do que se legitime o uso de estrangeirismos, quando não sejam necessários. Acho também lamentável que não tenha havido por parte dos países de língua portuguesa um esforço efetivo para unificação de termos técnicos, o que na área de informática teria boas chances de sucesso. Em vez de estabelecermos um vocabulário comum (o que talvez tivesse sido possível há uns vinte anos atrás), ficamos então assumindo as influências que recebemos de outras línguas e justificando o seu uso na língua portuguesa. Vejam por exemplo o caso do “ficheiro português” e do “arquivo brasileiro” que se explica através do “fichier” e do “archive”. Voltando para o “aceder” (accéder, accedere) e o “acessar”, quero somente lembrar que “acessão” se encontra em vários artigos do Código Civil Português, confiram o Art. 1325.°, “dá-se a acessão, quando com a coisa que é propriedade de alguém se une e incorpora outra coisa que lhe não pertencia”, apesar de que dizemos como vocês dizem, “local de acesso”. Por curiosidade, enquanto escrevo esta mensagem, reparei na “vossa” página a que “acessei”, o termo “local de acesso”, e isto me agrada, é um termo comum à nossa língua.
As abreviaturas p. p. e P. S.
Gostava de saber o que quer dizer «em fevereiro p. p.» e também no final de texto as iniciais «P. S.» Obrigado.
