A origem da palavra sirigaita
Gostaria de saber, se possível, qual a origem da palavra sirigaita.
A regência de necessário
Como se diz? «Dados necessários à simulação», ou «Dados necessários para a simulação»?
Plural de substantivos compostos
Estive a ler as vossas explicações sobre a formação de substantivos compostos e confesso que fiquei baralhada. O Dicionário Houaiss admite o plural de “cidade-estado” como “cidades-estados” e como “cidades-Estado”. Sendo assim como diferenciá-los? Há uma mais correcta do que o outra?
O uso do travessão e da vírgula
Gostaria que me explicassem o uso do travessão e da vírgula nesta frase retirada de um concurso público:
«Em metade dos municípios brasileiros, os detritos são despejados em lixões – pontos clandestinos, ou quase, em que tudo é jogado e nada é tratado, ameaçando a saúde dos catadores e da população em geral com a contaminação do solo e dos cursos de água.»
Eu imaginava que o deveria haver duplo travessão em: «(...) em lixões – pontos clandestinos, ou quase –, em que tudo é jogado e nada é tratado (...).»
O gabarito está afirmando que a frase anterior está correta. Qual é a explicação para este uso da pontuação?
Desconcertado e desconsertado
Qual a diferença entre desconsertado e desconcertado?
Constroem ou "constroiem"?
Qual é a forma correcta: eles constroiem ou eles constroem?
O significado de comproprietário ou co-proprietário
O que é comproprietário e co-proprietário?
«Nunca/jamais... ninguém» e «nem... nada»
É de meu entendimento que uma oração negativa é definida: + ou pela negação do verbo (ou locução verbal) da oração através de um advérbio de negação como “não”, + ou pela presença de um “sujeito negativo” (isto é, um sujeito cujo núcleo ou é um pronome indefinido substantivo negativo como “ninguém”, ou é qualificado por um pronome indefinido adjetivo negativo como em “nenhuma pessoa”). Também sei que essas opções são mutualmente exclusivas, e não podem ocorrer simultaneamente em uma oração. (Isto é, não se deve dizer «Ninguém não foi», e sim «Ninguém foi».)
Além disso, sei que todos os pronomes indefinidos presentes no predicado de uma oração negativa (porém não em orações subordinadas de uma oração negativa) devem ser obrigatoriamente negativos. (Não se deve dizer «Eu não fiz alguma coisa para alguém», e sim «Eu não fiz nada para ninguém».)
A primeira questão é: “nunca” e “jamais” são considerados advérbios de negação (que tornam a oração negativa)? Isto é, quais das seguintes frases estão corretas? + «Eu nunca amei alguém.» + «Eu nunca amei ninguém.» + «Eu jamais amarei alguém.» + «Eu jamais amarei ninguém.»
Uma outra dúvida relacionada é se a presença de “nem” em um sujeito torna a oração negativa. Isto é, quais das seguintes frases estão corretas? + «Nem a Maria fez alguma coisa para o meu aniversário.» + «Nem a Maria fez nada para o meu aniversário.»
Muito obrigado desde já pela atenção.
«Na mesma» e «à mesma»
Desde sempre utilizo a expressão «na mesma» no sentido «... eu explico-te, mas tu fazes isso na mesma...». Ou seja, de habitual e/ou de permanência.
Mas as minhas filhas estão a habituar-se a dizer, no mesmo sentido, «à mesma».
A expressão desagrada-me, não a acho bonita, e não me parece correcta. Embora lhes vá pedindo para dizerem «na mesma», não insisto porque na realidade não lhes sei explicar de que tipo de expressão se trata e porque se deve utilizar de uma maneira em vez da outra.
Agradeço a vossa atenção e felicito-vos por este excelente trabalho.
Tomara e tomara que
A palavra tomara usa-se como interjeição e é equivalente a oxalá, quem me dera. Como se classifica gramaticalmente?
Por outro lado, ao usarmos a estrutura tomara que (expressão de desejo), obriga-nos ao conjuntivo. Pode usar-se «Tomara que seja verdade» e «Tomara que fosse verdade», «Tomara que tivesse sido verdade» dependendo do sentido? Deve usar-se um ponto de exclamação, após este uso? Se sim, podemos classificá-la como interjeição ou locução interjectiva?
