Venho do Japão, venho dos EUA
Por que dizemos: "Venho dos Estados Unidos", "Venho do Japão, do Brasil, da Espanha, da Inglaterra..." e dizemos "venho de Portugal"? O mesmo acontece com: "venho do Porto" e "venho de Coimbra". Qual é a regra gramatical a ter em conta em se tratando destes casos?
A classificação da oração «quanto quero»
Gostaria de saber qual é a classificação da oração «quanto quero» no período «Tenho tudo quanto quero».
Gentílicos: antilhano e guadalupense
1. Diz-se da literatura das Antilhas — "antilhana" ou "antilhesa"?
2. Diz-se dos habitantes de Guadalupe — "guadalupenses"?
Obrigada.
Água imantada
Em Portugal será correcto dizer-se «água imantada» em vez de «água magnetizada»?
A expressão «ser feito de...»
Gostaria de saber se o verbo ser pode ter objeto indireto. Minha dúvida surgiu após ler o Dicionário de Verbos e Regimes, de Francisco Fernandes,no qual ele diz que o verbo ser pode ser transitivo indireto. Um dos exemplos dele [é]: «À noite serei em tua casa , e de manhã partiremos.»
Na frase «O que seria desses meninos se lhes faltassem os pais», a parte «desses meninos» é objeto indireto do verbo ser?
Grato pela resposta. Parabéns pelo belo trabalho de vocês.
A pronúncia de nh no Brasil
Sei com toda certeza que a pronúncia padrão do dígrafo nh é a consoante nasal palatal /ɲ/ (exatamente igual à pronúncia padrão da minha lingua materna, o castelhano), porém também sei que pelo menos no Brasil a pronúncia mais comum é uma consoante nasal palatal aproximante [j̃], e usualmente nasalizando a vogal anterior a esta mesma (Compare-se a pronúncia da palavra Espanha, padrão europeu [ɨʃˈpɐɲɐ] vs. o padrão brasileiro [isˈpɐ̃j̃ɐ]).
Acaso há outras regiões da Lusofonia onde a pronúncia local do nh seja como no Brasil [j̃]?
Também gostaria que me aclarasse a origem desta pronúncia tão particular. Apenas ouvi por rumores que a influência é possivelmente africana, ameríndia ou que era até a pronúncia primigênea do dígrafo em galego-português (como com a palavra vinho, entre várias outras), mas não o sei com certeza.
Antes de tudo, obrigado.
"Décalage" = desequilíbrio, ruptura
Também ouvi a palavra francesa "décalage" no programa de Maria Elisa ao ministro criticado depois no vosso Pelourinho. Como não percebi o que o ministro queria dizer e o vosso texto também não esclarece o significado da palavra, agradeço mais alguma informação. Já fui ver num pequeno dicionário de francês-português, mas fiquei na mesma.
Obedecer / voz passiva
O verbo obedecer embora transitivo indireto admite voz passiva. Ex.: Os regulamentos são obedecidos. A forma passiva sintética seria correta? Ex.: Obedecem-se os regulamentos.
Revira ou tinha revisto
Sou Revisor no Diário de Notícias da Madeira e, como devem calcular, inúmeras dúvidas se me apresentam diariamente sobre palavras da nossa língua. Socorro-me frequentemente desta vossa (excelente) página mas, infelizmente, muitas vezes, as dúvidas ficam por tirar. Como a resolução do problema deve ser imediata – a edição sai no dia seguinte, não podendo eu ficar à espera da vossa resposta – procuro fazer pelo melhor (no meu entender, claro) e resolvo o problema...
Porém, outras questões há que se prolongam no tempo, ou que repetidamente aparecem, pois mais comummente se levantam. E uma delas diz respeito, exactamente, à função que desempenho profissionalmente e ao verbo que se utiliza para a designar.
Sendo eu um Revisor, a acção que pratico é a de rever...
Rever, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa (Porto Editora, 8.ª edição) e o Grande Dicionário da Língua Portuguesa (Cândido de Figueiredo, Bertrand Editora, 25.ª edição), tem como definição, entre outras, "ver novamente (tornar a ver)"; "ver com atenção (examinar minuciosamente)"; "examinar com cuidado (fazer a revisão de; corrigir)"...
Posto isto, e atendendo ao facto de a conjugação de "rever" se enquadrar no verbo-mãe (se assim se pode chamar) "ver", gostaria de expor algumas dúvidas.
Aquando da conjugação de "rever" como "ver de novo", é lógico que esta se faça como o indicado para "ver", mas quando tal se faz para as restantes definições, ligadas à função de um Revisor, não seria mais indicado que, excepto no pretérito imperfeito e na 1.ª pessoa singular do pretérito perfeito, a desinência verbal, quando iniciada por "i", devesse ser iniciada por "e"?
Exemplo: Pretérito mais-que-perfeito – Em vez de: eu revira; tu reviras; ele revira; nós revíramos; vós revíreis; ele reviram (que dá sempre a ideia de "ver de novo"); fosse: eu revera; tu reveras; ele revera; nós revêramos; vós revêreis; eles reveram.
Não sei se me fiz entender. De qualquer modo fico à espera de uma resposta (nem que seja para dizerem que não perceberam nada...).
Obrigado!
Os nomes carrasco, carrasca, carrasquenha e carrascal
Venho ao Ciberdúvidas da Língua Portuguesa para perguntar a origem da palavra carrascal.
A minha família detém uma pequena produção de azeite no interior do país, distrito da Guarda. O meu avô sempre intitulou o olival de carrascal. Não sei o motivo, pode estar relacionado com a qualidade de oliveiras (carrasquenha) predominante no olival e por toda Beira Alta/Interior.
Estou a desenvolver a identidade/rótulo para o azeite no âmbito de projeto de mestrado e gostava de saber a origem para fundamentar a proposta.
Obrigada.
