Que e quê (interrogativos)
A norma diz que o quê tónico vem acentuado. Quando é nome ou está em final de frase, é fácil detectar a tonicidade. Mas tenho sempre dúvidas em casos como:
1. «Renúncia: a que renunciamos?» – usa-se que, ou quê?
2. «mas em que pensava eu quando...» (idem)
3. «Em que renúncia me fez pensar o professor?» (idem)
Pesquisei no Ciberdúvidas, mas não encontrei esclarecimento quando em casos como esses.
Os processos de criação lexical
Será que me podiam ajudar relativamente aos processos de criação lexical existentes e se me poderiam descrever e exemplificá-los, por favor?
Abreviatura de grandes e pequenos
Quais são as abreviaturas de grandes e de pequenos?
Obrigada.
Maiúsculas ou minúsculas em grau e faculdade
Obrigada por este instrumento precioso que é o Ciberdúvidas.
Fiz uma busca rápida, mas não encontrei o que queria, por isso vou pôr a questão. Estou a transcrever uma entrevista e à pergunta «Estudou?» a resposta foi «Sim, fiz o 1.º e o 2.º Grau e não fiz Faculdade». Pergunto se "Grau" deve escrever-se com maiúscula e "Faculdade" também, uma vez que "Grau" tem aqui o valor de uma qualificação oficial e tem, penso, o valor de nome próprio; e "faculdade" também, embora não se trate de uma Faculdade específica, estando a palavra a substituir um nome próprio omitindo a restante designação, mas entendo que, como estabelecimento oficial de ensino, assume tal como "Grau" o valor de substantivo próprio.
Mais à frente o informante diz «fiz cursos de pedagogias» e, relativamente à palavra «pedagogias», tenho a mesma dúvida, porque não é dito o título do curso frequentado e porque a palavra no plural não pode adquirir o valor de nome próprio, penso eu.
Podem esclarecer-me?
A diferença entre «por parte de» e «da parte de» + mais-valia
Gostaria de saber a diferença entre «por parte de» e «da parte de».
«Este presente é da parte da minha mãe.»
«O político recebeu uma moção de apoio por parte de um grupo composto por...»
Gostava também de saber o significado de mais-valia quando utilizado nesta situação:
«Saber falar chinês é hoje uma mais-valia para os que pretendem garantir um bom futuro.»
Todas as definições encontradas remetem para o campo da economia.
E neste caso:
«Estás a aprender inglês? Mais valia aprenderes chinês!»
Obrigado!
As orações subordinadas substantivas e adjetivas
Ando no 10.º ano e estou a dar (e já dei) a subordinação. Aquelas mais simples, como as orações subordinadas temporais, causais, finais, condicionais, dentro das adverbiais, identifico bem e não tenho problemas. Mas existem também as orações subordinadas substantivas e adjectivas, e é aí que misturo tudo. Todas têm o que, e é-me muito difícil distingui-las, por vezes. Necessitava de uma explicação simples e boa, que me ajudasse a perceber de vez esta matéria. Pedia também um esclarecimento acerca das formas não finitas das orações, quando se usam, etc.
Muito obrigada.
«Ser praxe» e «ser de praxe»
Tenho dúvidas sobre o emprego da palavra praxe. Como devo usá-la? «É praxe dar presentes no aniversário», ou «É de praxe dar presentes no aniversário»?
Uma vez, certa pessoa, tida como grande conhecedora da nossa gramática, me disse que não se usa essa preposição antes da palavra praxe. Isso procede?
Grata pela atenção.
As funções dos pronomes
Gostaria que me explicassem quando é que os pronomes pessoais me, te, se, nos e vos têm a função de complemento direto ou quando é que têm a função de complemnto indireto.
A diferença entre revogar e rescindir
Existe alguma diferença entre as palavras revogar e rescindir, ou as mesmas são sinónimos?
Obrigada.
O z de flor(z)inha
Li que a letra "z" em flor(z)inha é um infixo. Porque é que uns aceitam isso e outros não?
Obrigado.
