DÚVIDAS

A regência da expressão «fazer votos»
Gostaria de saber quais as preposições que regem a expressão «fazer votos» ou a sua forma abreviada (?) «Votos». Exemplos: 1. Faço votos de (?) que (?) as minhas acções vão ao encontro das vossas expectativas. (Haverá alguma explicação para o facto de esta frase me "soar" mal?) 2. Votos de (?) um feliz Natal e de (?) um próspero Ano Novo. (E – aproveitando o ensejo – será que se justificam as maiúsculas em "ano novo"?). Agradecendo a atenção dispensada, deixo-vos (?) os meus melhores cumprimentos.
Na Espanha / Em Espanha
Respondendo a uma pergunta de José Carreiras, José Neves Henriques escreve: "Tanto é correcto dizermos na África, na Espanha, como em África, em Espanha. Repare-se, por exemplo, como diz Camões n' "Os Lusíadas": […] c) "Ouvido tinha aos Fados que viria Hua gente fortíssima de Espanha;" (Canto I, 31) d) "Hum Rei, por nome Afonso, foy na Espanha" (Canto III, 23)" Eis as minhas perguntas: Se Camões usou ou usava uma certa expressão lingüística, esta expressão ipso facto deve considerar-se correcta na língua actual? A língua d' "Os Lusíadas" continua sendo um padrão lingüístico para a língua moderna, seja escrita ou falada? "Hua"? "Hum"? "Foy"? Qual é a forma actual mais corrente na língua culta actual: "Na / Da Espanha" ou "Em / Na Espanha"? Muito obrigado.
O plural de cirurgião
Qual o plural masculino de cirurgião? "Cirurgiães", "cirurgiões"? Aprendi que, nas palavras terminadas em ão, o plural se fazia tendo em conta a palavra latina no acusativo plural, caindo o n, substituído pela vogal nasal (leonem, leonesleões; manum, manusmãos; canem, caniscães). Nesse sentido, e considerando chirurgianum, chirurgianes, penso que o correto é "cirurgiães". Mas ouço e vejo constantemente, dizer e escrever "cirurgiões" – até por amigos médicos da especialidade de cirurgia...
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