DÚVIDAS

Regências de crer e pensar
As regências verbais estão me deixando desesperado! Por favor, ajudem-me! Os verbos crer, pensar, acreditar, gostar, avisar, etc. penso eu que são transitivos indiretos, mesmo quando em orações principais de subordinadas substantivas. Quem «crê», «pensa», «acredita», «gosta»... «crê em», «pensa em», «acredita em», «gosta de», etc. Exemplos: «Ele crê em que você o ajudou», e por aí vão os outros exemplos. Já me informaram de que são transitivos diretos quando principais de subordinadas substantivas. Afinal, em «Eu penso que você é útil a mim», o verbo pensar com o em elíptico continua sendo transitivo indireto, ou não?
O plural de cirurgião
Qual o plural masculino de cirurgião? "Cirurgiães", "cirurgiões"? Aprendi que, nas palavras terminadas em ão, o plural se fazia tendo em conta a palavra latina no acusativo plural, caindo o n, substituído pela vogal nasal (leonem, leones – leões; manum, manus – mãos; canem, canis – cães). Nesse sentido, e considerando chirurgianum, chirurgianes, penso que o correto é "cirurgiães". Mas ouço e vejo constantemente, dizer e escrever "cirurgiões" – até por amigos médicos da especialidade de cirurgia...
Indiano e índio
Gostaria de saber como aparecem as palavras "indiano" e "índio" em português e qual é a relação entre estes termos e as descobertas marítimas portuguesas e espanholas? Esta dúvida surgiu-me depois de constatar que, noutras línguas, os habitantes da Índia e os indígenas da América são designados por um mesmo vocábulo: indien (francês), indio (castelhano). Fiquei também confuso com o termo "hindu", que no vosso sítio (Indostânico ou hindustânico?) afirmam ser reservado aos praticantes do Hinduísmo e que no dicionário Universal da Texto Editora aparece como sinónimo de indiano.
As aspas, outra vez
Com relação à consulta sobre o emprego das aspas com outro sinal de pontuação, creio que se deve observar o seguinte: - O sinal abrangido pelas aspas se mantém, permanecendo o ponto final (ou outro qualquer) após as aspas, que a ele compete encerrar o período, e não às aspas. Trata-se do caso em que a expressão entre aspas é parte do período. Ex.: Marina sussurrou: "Aonde vamos?". Poderia Marina sussurrar: "Aonde vamos?"? Poderia Marina dizer: " Não virei almoçar."? Note-se que, no caso de frase declarativa abrangida pelas aspas, basta um ponto final após as aspas, mas sempre após elas. Ex.: Marina disse: "Não virei almoçar". - Não há sinal após as aspas. Trata-se do caso em que toda a frase ou todo o período são abrangidos por elas. Ex.: "Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la." Justifica-se o exposto pela necessidade de preservar a entonação própria do período e a da oração abrangida pelas aspas.
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