O superlativo absoluto sintético de doce
Existe a palavra “docíssimo”? Sempre me ensinaram a dizer “dolcíssimo”... Existe? A forma correcta é docíssimo? Obrigada.
A maior palavra da língua portuguesa
A maior palavra da língua portuguesa não é "pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico"? A palavra está registrada no novo Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, tendo por definição «estado de quem é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas».
Sobre o duplo plural de gel
Vejo no Dicionário (brasileiro) Houaiss que o plural de «gel» tanto pode ser «geles» como «géis». Será assim também em Portugal? Além de eu evitar o plural, a empregá-lo, optaria sempre por «geles». Terei ou não razão?
A concordância na sequência «uma das razões pelas quais»
Agradecia que me esclarecessem se se diz «uma das razões pelas quais» ou «uma das razões pela qual». Esta é uma estrutura equivalente a: «uma das alunas que foram à visita...», em que o verbo ir tem de ir para o plural, para concordar com o pronome relativo que, cujo referente é plural? Muito obrigada pelo esclarecimento.
Piaçaba ‘vs.’ piaçá
Segundo o Grande Dicionário da Língua Portuguesa, da Sociedade da Língua Portuguesa, ambos os termos existem. No entanto, ficam as questões: qual o mais correcto e qual a razão para a existência de dois termos tão parecidos? Obrigado
Ir e vir como verbos principais na conjugação perifrástica
Durante uma conversa de amigos surgiu uma dúvida relativamente ao uso de «vai vir/vai ir/foi indo/etc.». Tenho o hábito de, perante estas dúvidas, efectuar uma pequena pesquisa no Ciberdúvidas, no entanto desta vez fiquei confuso. Gostaria que comentassem a dúvida que descrevi anteriormente, bem como duas respostas dadas no Ciberdúvidas (embora as perguntas me pareçam similares, as respostas são opostas): Há-de vir/vou «Vai vir chuva»
Obrigado por todo o tempo dispensado.
De onde você é?
Certo dia perguntaram-me o seguinte: de onde você é? Respondi que sou do Brasil, pois moro em território brasileiro. Entretanto, nasci na Argentina. Quando se pergunta "de onde você É?" deve-se responder o local onde moro (Brasil) ou o local onde nasci (Argentina). E se me perguntassem: "De onde você VEM?" – Qual seria a resposta: Brasil ou Argentina? Se me perguntassem: "Qual é o seu local de ORIGEM?" A resposta seria Brasil ou Argentina? Se a pergunta fosse: "Qual é a sua nacionalidade?" A resposta seria Brasil ou Argentina? O certo é dizer que eu sou NATURAL do Brasil ou da Argentina?
Dezenas de milhares, ainda
Vi o programa "Cuidado com a Língua!" transmitido na RTP-1 na sexta-feira 13 de Outubro, o qual tento não perder, pois acho que este é um verdadeiro programa de serviço público, pois é didáctico.
Na rubrica do programa que tratou da forma mais correcta de dizer «Dezenas de milhar/milhares», não pude deixar de pedir esclarecimentos sobre a seguinte dúvida:
O exemplos dados foram todos da seguinte forma: «Dezena/centenas de 'nome/substantivo'». No entanto, a expressão «dezenas de milhar/milhar» tem origem na matemática, sendo «dezena de milhar/milhares de 'quantidade elementar'». Exemplo: «3 dezenas de milhar/milhares» matematicamente escrito é: «30*(vezes)1000». Assim, uma vez que 1000, um milhar é singular, deve dizer-se 3 dezenas de milhar, porque 1000 (um milhar) é singular. Da mesma forma «3 décimas de milhar» (3/(dividir)10*1000) ou «2 centésimas de unidade» (2/100*1).
Gostaria que fosse possível esclarecer esta dúvida.
Condições do uso da crase
[Dizem-me que] na frase «o povo deu crédito à pessoas ruins» não existe a crase. Por que não existe a crase? É pelo fato de que a palavra crédito não admite o artigo a? E se fosse uma palavra que admitisse o artigo a, teria a crase? Ex.: «O povo deu as roupas à pessoas ruins.» E se eu escrevesse dessa maneira: «O povo deu roupas à pessoas ruins», sem o artigo as em «as roupas», estaria correto?
Obrigado!
«Em hipótese alguma» e «em hipótese nenhuma»
Creio que não compreenderam a dúvida do consulente na pergunta A expressão «em hipótese nenhuma». Ele estava questionando a respeito do contraste entre «em hipótese nenhuma» e «em hipótese alguma», que é outra forma bastante usual no Brasil.
