DÚVIDAS

O plural de vilão
Quase todos os dias consulto o vosso “site” e não me canso de o elogiar e recomendar a amigos. Como já me habituei, venho apresentar-vos mais uma questão: Li, há dias, num livro com alguns ensinamentos sobre a língua portuguesa, a palavra vilãos como plural de vilão. Sempre tenho ouvido pronunciar e pronuncio vilões. Será que estou errado ou terá as duas formas? Gostaria também que me informassem de qual a regra para formação de plurais das palavras terminadas em "ão". Muito grato.
O presente histórico ou narrativo
Sou estudante de Letras e frequente usuária dos serviços do Ciberdúvidas. Recentemente comecei a trabalhar como estagiária em uma editora e tenho a árdua missão de revisar uma tradução clássica do livro “Napoleão Bonaparte” de Octave Aubry, que será editado novamente. Ao iniciar a revisão notei uma "característica" no texto: a narração começa no passado, mas em um certo ponto passa a oscilar entre presente e passado. Fiquei bastante confusa e decidi recorrer aos renomados especialistas que desenvolvem um maravilhoso trabalho neste ‘site’. A primeira frase do livro é esta: «Tudo estava perdido: sua velha Guarda, cercada pelos corpos prussianos ou ingleses, fazia-se despedaçar, ao grito de 'Viva o imperador!', tão alto ainda que dominava o canhão.» A narração inicia-se no passado, mas no decorrer da leitura encontrei o seguinte trecho e a partir dele ela passa a ser feita no presente (voltando ao passado posteriormente e assim sucessivamente): «Caulaincourt esperava-o no portão. Corre para Napoleão, ajuda-o a apear-se. O imperador sobe penosamente a escada...» Peço encarecidamente que ajudem-me neste dilema: tal oscilação de tempo verbal é uma questão de estilo do autor ou a tradução está completamente errada? Agradeço desde já a paciência e o espaço cedido para a exposição de minha dúvida.
Défice e "deficit"
1. Aceito «défice» como aportuguesamento de «deficit». Há décadas que o leio. Mas qual será então o aportuguesamento de «superavit»? «Superave»? 2. Já agora: certas palavras latinas, como «item», «idem», «amen», «quorum», «forum», etc. (que é «et coetera»), têm mesmo que ser aportuguesadas? Usá-las atenta contra o patriotismo ou contra a inteligibilidade? Um abraço, e parabéns pelo vosso trabalho.
Quem de direito
Tem estado na moda nos últimos anos a expressão «quem de direito», utilizada no sentido de «quem é responsável por» ou «a quem concerne uma questão». Ouço recorrentemente frases como «pergunta a quem de direito» e outras do mesmo estilo. Apesar de perceber o significado da expressão, não percebo a sua construção (sem verbo) nem sei se estará correcta em português.  Queiram por favor fazer a gentileza de me esclarecer estes dois pontos.  Muito obrigada.
O uso da maiúscula e da minúscula com nomes de especialidades médicas
As palavras neurocirurgia, ortopedia, traumatologia, oftalmologia, cirurgia cardiovascular e cirurgia do aparelho digestivo se escrevem com inicial maiúscula ou minúscula?Tenho quase certeza que é com maiúscula, pois se trata de nomes de especialidades médicas e principalmente considerando a seguinte resposta que encontrei no Ciberdúvidas:«Um substantivo é comum se nomeia as coisas, as pessoas e os animais de uma forma genérica sem os individualizar, sem lhes conferir uma importância especial, como, por exemplo, homem, astro, cão, gato; e é próprio se se escreve com uma inicial maiúscula, por designar um elemento individualizado ao qual se confere uma importância particular: um homem pode chamar-se Francisco, um astro, Sol, um cão, Fiel, uma gata, Bia. Francisco, Sol, Fiel e Bia são substantivos próprios.»
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