DÚVIDAS

Divisão silábica de polícia
Tenho algumas dúvidas na divisão silábica de palavras que contenham ditongos no final da palavra. Se até há pouco tempo essa dúvida não me surgia, com o meu regresso à atividade letiva, comecei a ver duas versões para a divisão silábica da mesma palavra. Por exemplo, na palavra polícia, eu dividia po-lí-ci-a, mas, consultando o Portal da Língua Portuguesa, na divisão silábica aparecia po-lí-cia. Após pesquisar outras palavras semelhantes, acentuadas graficamente e que terminem em ditongo (dúzia, experiência, relógio, secretária...) tomei como certo que a divisão se faria assim. Entretanto com a entrada em vigor do acordo ortográfico, ao consultar os dicionários da Texto Editora, para os vários ciclos, deparo-me com a divisão como fazia anteriormente (refúgio: re-fú-gi-o). Ora, pergunto, quem tem razão? Será o Portal da Língua Portuguesa de confiança? As gramáticas que consultei são omissas em relação a este tipo de palavras, e os colegas com quem já falei também têm dúvidas.
Os termos consciencialização e conscientização
Gostaria de saber qual a sua posição quanto aos termos consciencialização, termo que vi hoje pela primeira vez num texto português, e conscientização, palavra comum no Brasil e que prefiro por me ser familiar e ter uma sílaba a menos que a outra. Um dicionário brasileiro, o Aulete, não abona consciencialização, e um dicionário português registra os dois termos e diz que são sinônimos. Muito obrigado.
As classes de palavras de mais
Minha dúvida está relacionada com a pergunta já formulada por um consulente: «Estreou nos cinemas mais um filme de vampiro.» No entanto, gostaria de saber qual a classe gramatical da palavra mais. Há diferença de classe dessa mesma palavra quando empregada nos seguintes contextos: «Vamos promover mais uma festa.» «Vamos promover mais de uma festa.» «Não vamos promover mais festas»? Há outros casos em que mais é classificada de maneira diferente das acima citadas? Muito obrigada e parabéns pelo trabalho.
Acerca do uso do verbo comer em «comer a sopa»
Aqui, na China, os chineses costumam dizer «beber a sopa». Os que aprendem português transferem muitas características da língua materna para a língua 2.ª e, assim sendo, quando se exprimem em português e se referem ao acto de consumir a sopa, utilizam o verbo beber. Quando os corrijo e digo que devem utilizar o verbo comer, perguntam-me por que razão, se a sopa é líquida? Respondi que, apesar de líquida, consome-se com uma colher, um utensílio, não se levando directamente a sopa à boca. Mas os chineses também a utilizam quando consomem sopa. Em Portugal, a forma correcta é utilizando o verbo comer, ou também se pode utilizar o verbo beber?
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