Filho único e filho primogénito
Se um homem e uma mulher tiveram três filhos, dos quais dois morreram, só lhes sobrando um vivo, este pode ser chamado de filho único desse homem e dessa mulher, ou filho único aplica-se apenas ao filho unigênito de um casal?
Se um casal tem uma filha, não tendo além dela nenhuma outra filha e também nenhum filho, devemos dizer que esta filha é filho único do casal ou que é filha única? A primeira hipótese fica um tanto estranha, mas desconfio que é a correta; já a segunda se me afigura como uma afirmação de que ela é a única filha do sexo feminino que o casal tem, nada afirmando quanto à existência ou não de filhos homens, mas dando a entender que pode existir pelo menos um deles.
Se uma filha é filho único e nascida em primeiro lugar, deve ser chamada de primogênito, ou primogênita de seus pais? Já se uma filha é o primeiro filho nascido de um casal, tendo depois nascido outras filhas e outros filhos, devemos dizer que esta filha nascida antes dos demais é a primogênita ou o primogênito de seus pais? Exemplificando: «Carla é o filho primogênito de Carlos e Mônica», ou «Carla é a filha primogênita de Carlos e Mônica»?
Ainda se um casal teve somente três filhas e nenhum filho, a primeira filha a nascer deve ser chamada de «filho primogênito», ou «filha primogênita» do casal?
Braille e braile
Tenho uma pequena dúvida em relação à forma como se deve escrever "braille", a língua táctil para invisuais. Poderá escrever-se "braile"? Ou terá de ser "braille", com um duplo l?
O predicativo de complemento direto e o complemento direto
Na frase «Acho-os grosseiros e enfadonhos», considerei o sujeito nulo subentendido (eu); o predicado, «Acho-os grosseiros e enfadonhos»; «-os», complemento direto, e «grosseiros e enfadonhos», o predicativo do complemento direto.
A minha dúvida é a seguinte: o predicativo do complemento direto faz parte do próprio complemento direto? Se assim fosse, o complemento direto seria «-os grossos e enfadonhos»?
«Orientar para ...»
Antes de mais, gostaria de agradecer o vosso trabalho em prol da língua portuguesa. Tenho uma dúvida relativamente à regência do verbo orientar. Deve dizer-se «orientar para» ou «orientar a»?
Agradeço antecipadamente a vossa atenção e continuação de um bom trabalho.
Diferença semântica entre os verbos provar e experimentar (comida)
Sou professora de Português no estrangeiro e após ter feito uns exercícios sobre a utilização dos verbos tentar, provar e experimentar alguns alunos questionaram-me acerca das diferenças entre os verbos provar e experimentar quando se fala de comida.
Como exemplo, utilizei alguns exemplos do caderno de exercícios do livro Português XXI, 2:
«Este arroz está uma delícia. Não queres provar?»
«O senhor já provou bacalhau à Gomes de Sá?»
A minha explicação foi que, quando se trata de alimentos, o mais correto é utilizar provar em vez de experimentar, mas eles disseram-me que uma professora anterior tinha-lhes dito para usarem experimentar.
Existe alguma regra para o emprego destes dois verbos?
Obrigada.
Vírgulas antes da preposição com
Gostaria de saber se eu posso ou não usar vírgulas antes da preposição "com".
Vou citar algumas frases de exemplo, que sempre me confundem.
«João me encarou, com os olhos abertos.»
«Leslie segurou a corda enquanto falava, com os olhos brilhando de entusiasmo.»
«Rose lançou um olhar furioso, com sua cabeça balançando.»
Na literatura inglesa, esses casos são mais difíceis de acontecer, pois eles costumam remover o com e deixar a frase intacta. Levantei uma dúvida sobre isso e me foi dito que o com deixaria as frases mais genuínas, pois, caso contrário, soaria a tradução.
Ou seja, o "com" é ou não necessário?
Formas presas, livres e dependentes
Como posso apresentar o conceito de formas presas, livres e dependentes, utilizando como exemplos: a, de, que; azul, lei, luz; desfazer, predisposto, felizmente?
Grata pelo atenção.
Interjeições para impor silêncio
Venho solicitar, por gentileza, uma opinião sobre o diminuto "sh", usado para criar silêncio. Ocorreu-me a dúvida, e estou dúbia quanto a isto.
Aplicando em relacionais contextuais, deve ser feita a refração do s ou h? Em inúmeras obras literárias, é utilizado “shhhhhh”, mas na maioria das representações escritas de interjeições, o uso de tal forma é correto? O h não é mudo, no alfabeto latino? Sendo assim, não deveria ser “sssssh”, constatado que a refração consonantal do “h” seria de ínfima importância e representação prosódica? É correto “shhhhhh” ou “ssssssh”?
"Shiu" é considerada uma interjeição?
Grata pelo retorno.
Os sinónimos cara e rosto
Qual a diferença entre “cara” e “rosto”? Sou professora de Português em França e vi-me confrontada a essa dúvida, visto que em francês só existe a palavra "visage" para os dois termos em português. Agradeço, desde já, o interesse que prestar à minha pergunta
Suspenso/suspendido
Gostaria de saber qual a forma mais correcta, se "ter suspenso" ou "ter suspendido".
