Maiúsculas em três casos específicos
Sou tradutora e estou a debater-me com uma dúvida terrível quanto ao uso de maiúsculas, nomeadamente nos seguintes três casos:
Cristão, Católico, Judeu? Ou cristão, católico, judeu? No sentido geral e não especifico, i.e., não há dúvida que Igreja Católica seria com maiúscula, ou Concelho Judeu, mas os cristãos, os judeus, etc.?
Português, Francês, Holandês? Ou português, francês, holandês? Novamente, apenas nos casos gerais, referindo-me aos naturais de dado país.
E ainda em relação com a dúvida anterior, quanto às línguas faladas nos diversos países, escreve-se português, inglês, etc., ou com maiúscula?
Desde já agradeço a vossa ajuda pois queria fazer um trabalho correcto e não me consigo desembaraçar disto...
O feminino de confrade
Como é sabido, os membros de uma confraria designam-se, genericamente, por confrades. Há dias surgiu, por brincadeira, alguém referindo que as senhoras, membros destas associações, se deveriam chamar confreiras. Daqui em diante foi o caos, surgindo as mais variadas hipóteses. A pergunta final é esta: a palavra confrade, quando aplicada a uma senhora, tem feminino, em português, como parece acontecer, por exemplo, em italiano?
Acerca do uso do verbo comer em «comer a sopa»
Aqui, na China, os chineses costumam dizer «beber a sopa». Os que aprendem português transferem muitas características da língua materna para a língua 2.ª e, assim sendo, quando se exprimem em português e se referem ao acto de consumir a sopa, utilizam o verbo beber. Quando os corrijo e digo que devem utilizar o verbo comer, perguntam-me por que razão, se a sopa é líquida? Respondi que, apesar de líquida, consome-se com uma colher, um utensílio, não se levando directamente a sopa à boca. Mas os chineses também a utilizam quando consomem sopa.
Em Portugal, a forma correcta é utilizando o verbo comer, ou também se pode utilizar o verbo beber?
Humidade vs. umidade
Tive oportunidade de consultar o texto do novo Acordo Ortográfico, no vosso excelente sítio da Internet. Contudo, continua a subsistir-me uma dúvida, que não consegui ver esclarecida na parte do Acordo Ortográfico que fala do uso da letra «h» no início e no final das palavras. Em Portugal actualmente escreve-se «humidade», com a letra «h», no Brasil actualmente escreve-se «umidade», sem a letra «h». Podiam-me dizer, de uma vez por todas, como é que vai ser escrita a forma normalizada desta palavra: com «h», ou sem «h»?
Agradecido pelo comentário possível.
Vírgulas antes da preposição com
Gostaria de saber se eu posso ou não usar vírgulas antes da preposição "com".
Vou citar algumas frases de exemplo, que sempre me confundem.
«João me encarou, com os olhos abertos.»
«Leslie segurou a corda enquanto falava, com os olhos brilhando de entusiasmo.»
«Rose lançou um olhar furioso, com sua cabeça balançando.»
Na literatura inglesa, esses casos são mais difíceis de acontecer, pois eles costumam remover o com e deixar a frase intacta. Levantei uma dúvida sobre isso e me foi dito que o com deixaria as frases mais genuínas, pois, caso contrário, soaria a tradução.
Ou seja, o "com" é ou não necessário?
«Orientar para ...»
Antes de mais, gostaria de agradecer o vosso trabalho em prol da língua portuguesa. Tenho uma dúvida relativamente à regência do verbo orientar. Deve dizer-se «orientar para» ou «orientar a»?
Agradeço antecipadamente a vossa atenção e continuação de um bom trabalho.
Doutor e professor doutor
Não sei se me podem ajudar a esclarecer duas dúvidas que surgiram numa roda de amigos. Os médicos especialistas (pediatras, dermatologistas, etc...) são equiparados com o grau de doutor, grau esse que só é dado pelas universidades? Ou pelo contrário são licenciados com uma especialização sem que lhe seja conferido o doutoramento?
Quem pode utilizar o título de Professor doutor? Só os professores doutorados do Ensino Superior ou qualquer professor com doutoramento?
Obrigado pela ajuda.
Identificação de algumas figuras de estilo e do sujeito poético
Por favor identifiquem nos seguintes frases algumas figuras de estilo:
«Tinha das mulheres lindas as graças belas, infindas de encantos, encantos mil.»
«E no seu todo brilhava o ar mais doce e gentil.»
Por outro lado aprendi que num texto poético se expressa o eu, sentimentos e por aí adiante. Será possível um texto poético ser descritivo?
Como identificar o sujeito poético dum texto poético? Que metodologia seguir para alcançar esse objectivo?
Diferença semântica entre os verbos provar e experimentar (comida)
Sou professora de Português no estrangeiro e após ter feito uns exercícios sobre a utilização dos verbos tentar, provar e experimentar alguns alunos questionaram-me acerca das diferenças entre os verbos provar e experimentar quando se fala de comida.
Como exemplo, utilizei alguns exemplos do caderno de exercícios do livro Português XXI, 2:
«Este arroz está uma delícia. Não queres provar?»
«O senhor já provou bacalhau à Gomes de Sá?»
A minha explicação foi que, quando se trata de alimentos, o mais correto é utilizar provar em vez de experimentar, mas eles disseram-me que uma professora anterior tinha-lhes dito para usarem experimentar.
Existe alguma regra para o emprego destes dois verbos?
Obrigada.
Nalgum, nalguma, nalguns, nalgumas
Há algumas formas contraídas de dizer as palavras, como «de aí» se transformar em dali (advérbios de tempo). A minha dúvida, neste momento, é se «em algum» se pode transformar em "nalguns".
Por favor, ajudem-me!
