A grafia do plural de açúcar
Sabendo que o conjunto das palavras graves (ou paroxítonas), que terminam em -l, -n, -r e -x, são acentuadas na penúltima sílaba (ex.: açúcar, afável, éter, túnel, etc.), gostaria de saber se a palavra açúcar no plural se escreve "açucares" ou "açúcares".
Grau centígrado, representação
Num artigo aqui publicado encontrei a abreviatura de graus centígrados da seguinte forma º C (ou seja 100 º C, por ex.), no entanto, no dicionário da Porto Editora a abreviatura surge como sendo °C. Qual a forma correcta e, já agora, é 100ºC, 100 º C ou 100 ºC?
«Além disso» e «além do mais» vs. «além de»
Tenho uma dúvida em relação à classificação da expressão «Além do mais», nesta frase: «Além do mais, eu entrei aqui.»
Se considerar que «além do mais» equivale a «além disso», segundo um esclarecimento vosso que li, trata-se de um conector adicional. Mas fica a dúvida: classifica-se como locução adverbial conectiva, ou não?
Obrigado pelo vosso tempo.
Parabenizar=parabentear
Existe, em português, o verbo "parabenizar" ou é um verbo "brasileiro"?
Expressões como " quero parabenizá-lo..." são válidas em português?
Tal como outros verbos: registrar, planejar, podem ser utilizados, quer oralmente quer por escrito, em português?
Ainda o «sobretudo, eu imagino que...»
A propósito da resposta «Sobretudo, eu imagino que...», recordo que sobretudo significa aqui acima de tudo. Deverá preceder o verbo, pois é como que um ponto prévio que diz respeito a toda a frase (e não apenas ao predicado), não devendo colocar-se entre o predicado (imagino) e o complemento directo (a oração integrante que se vai seguir, iniciada por “que”). Se se quiser colocá-lo após o verbo, então deverá ser isolado por vírgulas, de modo a que o predicado não fique separado do complemento directo. Sendo assim, ao contrário do que responde Maria Regina Rocha, acho que a frase do consulente («Eu imagino sobretudo que...») pode ser considerada correcta. O próprio Ciberdúvidas (in «Expressões adverbiais e o uso da vírgula», resposta de Teresa Álvares) cita Sá Nogueira: «Os advérbios pospõem-se em regra aos verbos, mas também podem antepor-se, e, quer num caso quer no outro, nunca se separam por vírgulas, a não ser quando haja alguma intercalação.» Na frase em questão, penso que o uso (ou o não uso) da vírgula dependerá daquilo que se quiser dizer. Como não temos contexto, não saberemos qual será a melhor forma, pelo que dificilmente poderemos avançar com algumas «formas correctas» e excluir dessa adjectivação outras formas que poderão ser igualmente correctas. Assim, é possível encontrar situações em que o uso da vírgula que nos sugere a Regina deturpa a ideia que se quer passar. Exemplos: Se eu quiser dizer que há algumas pessoas a imaginar um mundo melhor, mas que quem se destaca mais nesse sonho sou eu, digo: «Sobretudo eu imagino que o mundo pode ser melhor.» O José não liga muito a isto, a Ana interessa-se um pouco, mas sou sobretudo eu (sem vírgula) quem imagina que o mundo pode ser melhor. Outro exemplo: Há pessoas que crêem que o Benfica vai ser campeão; outras desejam que o Benfica seja campeão; outras rezam para que o Benfica seja campeão. Eu faço um pouco disso tudo, mas há uma coisa que eu faço mais que isso: «Eu sobretudo imagino que o Benfica vai ser campeão.» Faço muitas coisas, mas sobretudo imagino. De novo sem vírgulas. Não pode ir entre vírgulas, como se fosse assessório, pois sem ele a frase não faz sentido. Aqui, o advérbio entre vírgulas admitia-se apenas se se quisesse enfatizar. Agora vamos supor que imagino muitas coisas. De todas as coisas que imagino, há uma que me ocupa o espírito mais frequentemente que as demais. Então, poderia dizer-se: «Eu imagino sobretudo que Portugal vai longe neste Euro 2004.» Também imagino que Portugal vai jogar melhor que nunca, imagino que a lesão de Figo vai ser debelada, sim, imagino isso tudo, mas imagino sobretudo que Portugal até nos vai pregar uma enorme surpresa. Novamente sem vírgulas. É a diferença entre «tocar muitas vezes à campainha» (sem vírgulas = tocar 854 099 284 vezes à campainha) e «tocar, muitas vezes, à campainha» (com vírgulas = tocar frequentemente à campainha). Por tudo isto, considero que a frase da consulente não estará necessariamente errada, sobretudo porque não se sabe que ideia se pretende veicular (e repare-se que este sobretudo que acabei de usar também não seguiu entre vírgulas). Ou estarei, afinal, errado, eu?
«Ao contrário» e «pelo contrário»
Quando é que devemos usar «ao contrário» e «pelo contrário»?
E qual é o valor das preposições a e por nas expressões?
Muito obrigada!
As contrações e variantes de para: pra, prá, pro, etc.
A forma reduzida da palavra para não deveria tornar-se "prá" (com acento), visto que as monossílabas tônicas terminadas em a são acentuadas: pá, vá, cá, má...? E «para o» não deveria tornar-se "prô" (também com acento), como "vô", "pô"...?
Nenhum/algum
Quando é que se utiliza "qualquer", "algum" ou "nenhum" nas orações negativas:
- Não tenho livro algum?
- Não tenho livro nenhum?
- Não tenho qualquer livro?
Qual é a correcta?
Qual é o coletivo de raposas?
Qual o coletivo de raposas?
Maiúsculas com sol, terra e céu
Deverei escrever “sol”, “terra” e “céu” em letra maiúscula ou minúscula?
