A forma verbal entregámo-nos
Estou analisando um poema escrito em português de Portugal nos anos 90, e a colocação pronominal está acentuada da seguinte forma: "entregámo-nos", com acento agudo no "a".
Minha dúvida é: o verbo entregar, escrito dessa maneira, está em qual tempo verbal?
A polissemia do verbo explorar
Gostaria de saber se o verbo explorar no sentido de «pesquisar; investigar» tem a mesma raiz que explorar no sentido de «usar outrem ou algo para auferir algum benefício».
«Pensar/acreditar em....»
vs. «pensar/acreditar que...»
vs. «pensar/acreditar que...»
Nas frases "Ele pensou que ela não voltaria tão cedo." ou "Todos acreditaram que a verdade viria à superfície.", as orações completivas desempenham a função de complemento oblíquo ou complemento direto?
Dado que os verbos "pensar" e "acreditar" selecionam a preposição "em", parece-me que a substituição pelo pronome "isso" resulta agramatical: "Ele pensou isso." ou "Ele acreditou isso." Não deverá dizer-se "Ele pensou nisso." ou "Ele acreditou nisso." ? Inclino-me mais para que sejam complementos oblíquos mas posso estar enganada.
Obrigada.
Particípios passados usados como adjetivos
Gostaria de resolver uma dúvida em relação aos particípios duplos. Geralmente, costuma dizer-se que o particípio regular se usa para a formação dos tempos compostos com o auxiliar ter, e o irregular na voz passiva com os auxiliares estar e ficar, ainda que existam algumas exceções (ganho, pago... etc.).
A minha pergunta é: qual é o particípio que deveria ser utilizado quando a forma funciona como adjetivo?
Por exemplo, na frase «o quadro aceitado/ aceite receberá um prémio de 3000€», qual seria a forma correta?
Muitíssimo obrigada pela atenção.
«Espero que...» seguido de pretérito perfeito composto do conjuntivo
(«tenha corrido bem»)
(«tenha corrido bem»)
Mandei um SMS a uma amiga com o seguinte texto: «Espero que o espetáculo de teatro corresse bem.» Na resposta ela disse que a forma correta era «Espero que o espetáculo de teatro tenha corrido bem».
Eu percebo que a segunda versão é correta, mas podiam-me explicar qual é o problema com a primeira versão?
Obrigado.
A oração não finita de infinitivo
em «Os exercícios são difíceis de...»
em «Os exercícios são difíceis de...»
Quanto à flexão, qual a indicação da gramática normativa quando, a despeito de figurar em construção de voz passiva, o infinitivo servir de complemento a adjetivo e ostentar o mesmo sujeito da oração principal?
A título de exemplo: «Os exercícios são difíceis de ser/serem resolvidos.»
Ainda, passando-se à segunda oração à construção passiva pronominal, devemos enveredar pela flexão do infinitivo passivo ou pela não flexão do infinitivo complemento?
«Os exercícios são difíceis de se resolver/resolverem.»
Predicativo do sujeito com verbos intransitivos
na frase «Candidinha vira o filho casar pobre...»
na frase «Candidinha vira o filho casar pobre...»
Gostaria de saber se, nas frases abaixo, casar, apesar de ser um verbo principal, rege predicativo do sujeito («rico», na frase (1) e «pobre», na frase (2)), como acontece com os verbos sentir (em «ela sente-se triste») ou viver (em «ela vive feliz»).
(1) «Casa rico! casa rico! casa rico!... »
(2) «Candidinha vira o filho casar pobre por esta coisa estúpida — o amor!» (Raul Brandão, A Farsa)
Parabéns pelo vosso trabalho.
Obrigado.
A expressão «ser feito de...»
Gostaria de saber se o verbo ser pode ter objeto indireto. Minha dúvida surgiu após ler o Dicionário de Verbos e Regimes, de Francisco Fernandes,no qual ele diz que o verbo ser pode ser transitivo indireto. Um dos exemplos dele [é]: «À noite serei em tua casa , e de manhã partiremos.»
Na frase «O que seria desses meninos se lhes faltassem os pais», a parte «desses meninos» é objeto indireto do verbo ser?
Grato pela resposta. Parabéns pelo belo trabalho de vocês.
«Fiz cinco anos no Brasil» (português da Guiné-Bissau)
O verbo fazer é impessoal quando se refere ao tempo decorrido. No entanto, ouço as pessoas dizerem «fiz cinco anos no Brasil» ou «fizemos dois meses em Biombo», com o sentido de permanência.
Será que é correto dizer assim, e se não é, como é que se deve dizer?
O valor incoativo de cozinhar em «o frango está a cozinhar»
«O frango está a cozinhar», em vez de «[…] a ser cozinhado». Há aqui alguma figura de estilo?
Obrigado.
