A oração temporal de uma frase de Nélida Piñón
Vi uma entrevista de Nélida Piñón, notei alguns trechos e resolvi cá transcrevê-los: Nós nos empenhamos para construir uma cultura, uma sociedade que quando estejamos* liberados, sejamos* soberanos de nós próprios, tenhamos uma literatura; e tenhamos uma Academia como a nossa, de Machado de Assis. 1) É possível e correto usar o presente do subjuntivo com valor de futuro? (Estejamos → estivermos; sejamos → formos) 2) Depois das conjunções "se" e "quando" é obrigatório o uso do futuro do subjuntivo, ou são possíveis outras construções? "Se alguém vir esta carta..." Ou Se alguém ver esta carta..."? "Se o sol se pôr" ou "se o sol se puser"? 3) A pontuação está corretamente empregada? Tenho um pouco de dificuldade em transcrever certas falas.
O uso do verbo gravitar
Congratulo o sítio pelo trabalho extraordinário que tem vindo a realizar e agradeço antecipadamente qualquer comentário e informação sobre o que apresento.
É correto dizer «gravitar em redor / à volta desta história», ou trata-se de um pleonasmo desnecessário, uma vez que gravitar significa «à volta de»?
Será mais adequado «gravitar nesta história»?
«Fazer de alguém tolo» vs.«fazer-se tolo»
O gramático Júlio Moreira [1854-1911], nos seus Estudos da língua portuguesa, volume I, pág. 140, alerta-nos para a diferença de registo entre «faz de nós tolos» e «faz-nos de tolos»; pois bem, gostaria de saber que diferença há entre «O Joaquim faz-nos de tolos» e «o Joaquim faz-se de tolo».
Seria correto analisar o verbo fazer nessas frases como transitivo-predicativo, em que os complementos nos e se são complementos diretos e «de tolos» e «de tolo» nos respectivos exemplos são predicativos do complemento direto?
No caso de esses exemplos serem equivalentes, porque é que em Portugal e no Brasil também, mas entre pessoas escolarizadas, se usa o verbo fazer como transitivo direto e indireto em frases como estas?
(1) «O Pedro fez de nós tolos.»
Porque não se diz «Pedro fez-nos de tolos», já que também se diz «O Pedro fez-se de tolo»?
Obrigado.
A sintaxe do verbo constar
O verbo constar pode usar-se como sinónimo de compreender na frase «No que consta as atividades do Plano Anual de Atividades, os alunos da turma participaram em todas elas com muito empenho»?
Os tempos verbais nas atas de reunião:
«disse que deveriam....» vs. «disse que deverão»
«disse que deveriam....» vs. «disse que deverão»
Solicito que me informem qual das versões, do parágrafo que se segue, está correta.
Muito obrigado.
Versão A:
No quarto ponto da ordem de trabalhos, outros assuntos, a presidente da reunião disse que os diretores de turma deveriam, dentro do prazo que considerassem razoável, tendo em conta as especificidades das turmas, proceder à eleição dos delegados e subdelegados de turma. Deveriam, também, reunir[-se] com os encarregados de educação, até quatro de outubro, convocando-os através da caderneta do aluno. Nessas reuniões, deveriam prestar informações sobre a turma, e funcionamento da escola, nomeadamente, horário e professores da turma, horário de atendimento do diretor de turma, apoios, clubes e projetos, ocupação plena dos tempos escolares, projeto de educação para a sexualidade, plano de turma, regras e procedimentos a cumprir. Era importante, também, reforçar, junto dos pais a necessidade de estes alertarem os respetivos educandos para a importância do seu bom comportamento na escola. Nas mesmas reuniões deveria, ainda, proceder-se à eleição, por voto secreto, dos representantes dos pais e encarregados de educação de cada uma das turmas. Os diretores de turma deveriam, posteriormente, comunicar à direção os nomes dos delegados e subdelegados de turma, assim como os dos representantes dos pais e encarregados de educação, se possível, com a indicação, também, dos respetivos e-mails.
Versão B: No quarto ponto da ordem de trabalhos, outros assuntos, a presidente da reunião disse que os diretores de turma deverão, dentro do prazo que considerassem razoável, tendo em conta as especificidades das turmas, proceder à eleição dos delegados e subdelegados de turma. Deverão, também, reunir[-se] com os encarregados de educação, até quatro de outubro, convocando-os através da caderneta do aluno. Nessas reuniões, deverão prestar informações sobre a turma, e funcionamento da escola, nomeadamente, horário e professores da turma, horário de atendimento do diretor de turma, apoios, clubes e projetos, ocupação plena dos tempos escolares, projeto de educação para a sexualidade, plano de turma, regras e procedimentos a cumprir. É importante, também, reforçar, junto dos pais a necessidade de estes alertarem os respetivos educandos para a importância do seu bom comportamento na escola. Nas mesmas reuniões deverá, ainda, proceder-se à eleição, por voto secreto, dos representantes dos pais e encarregados de educação de cada uma das turmas. Os diretores de turma deverão, posteriormente, comunicar à direção os nomes dos delegados e subdelegados de turma, assim como os dos representantes dos pais e encarregados de educação, se possível, com a indicação, também, dos respetivos e-mails.
O uso do verbo vidrar na aceção de «ficar encantado»
O verbo vidrar, com o significado de «ficar encantado, apaixonado ou muito interessado», é apenas aceite como português do Brasil?
O uso do verbo indemnizar
A frase «os danos devem ser indemnizados» é válida? Deparei-me com ela recentemente e causou-me estranheza, porque penso que quem é indemnizado é "alguém", relativamente a esses danos... e não os próprios danos.
Já agora, reparei que o acordo ortográfico manteve o m no verbo indemnizar, embora, penso eu, quase toda a gente, mesmo em Portugal, diga "indenizar", "indenização"... Alguma razão para não termos adotado a grafia brasileira neste caso?
O verbo estrear com um modificador do grupo verbal
Na frase «Estreado em 1843, "Frei Luís de Sousa" é ainda hoje um drama romântico.» Pretendia saber se o constituinte "em 1843" desempenha a função de modificador ou de complemento oblíquo.
Muito obrigada!
«Advertir de que...» e «advertir que...»
Foi já colocada uma pergunta, que teve resposta cabal, sobre a regência de advertir (alguém) de ou para alguma coisa.
Todavia, se o verbo for utilizado de forma "impessoal" numa frase do tipo «As conclusões do relatório advertem [que/de que] a natureza está em declínio a nível mundial», qual a regência correta?
Muito obrigado.
A classificação semântica do verbo acusar
Acusado é um verbo de ação ou processo?
