DÚVIDAS

Conjuntivo/subjuntivo: pretérito perfeito vs. pretérito mais-que-perfeito
Dos meus estudos, há três usos do pretérito perfeito composto do subjuntivo: (1) Falar de algo que já foi realizado em relação ao passado ou em relação ao futuro. Passado: (a) Nós não acreditamos que ela tenha feito isso. Futuro: (b) Vou dar uma volta e volto às 18h. Espero que você tenha terminado de estudar quando eu chegar. (2) Falar de uma ação que já terminou no passado. (a) Fiquei triste que você não tenha ido ao meu aniversário. (3) Falar de uma ação que não temos certeza se foi realizada. (a) Espero que você ainda não tenha feito a sobremesa, porque o almoço foi cancelado. A minha pergunta é se existe uma diferença entre o pretérito perfeito composto do subjuntivo e o pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo quando se fala do passado em relação ao passado
O verbo fraudar
Acabo de ler um texto escrito por um excelente escritor. Nesse texto, podemos ler que «As eleições foram fraudadas». Uma vez que o referido autor usa várias expressões na variante brasileira do português, pergunto-me se o termo fraudado é próprio do Brasil ou se, por outro lado, pode/deve ser usado na frase em questão. Intuitivamente, diria que se deve escrever fraudulentas, mas não poderei propor uma «adaptação» com base na intuição. Muito obrigado.
O aspeto imperfetivo em «ele pintava uma aguarela»
Após ler em vários suportes sobre o aspeto verbal, continuo com algumas dúvidas: a) quando, por exemplo, se afirma que o aspeto gramatical imperfetivo «apresenta a situação expressa pelo enunciado como ainda em curso e não concluída», por exemplo «O Ricardo pintava uma aguarela» (Aura Figueira, 24 de outubro de 2017, in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa,  consultado em 03-10-2021), parece haver uma contradição; pois pela afirmação «a situação está e ainda em curso e não concluída», depreende-se que está em curso no momento da enunciação, isto é, quando o enunciador pronuncia a afirmação, o que, embora o contexto não seja totalmente preciso, não estará correto, pois tudo indica que a ação já terá terminado antes da enunciação; b) o valor imperfetivo pode combinar-se com outros valores, nomeadamente o habitual e o iterativo? Por exemplo, em «Tenho encontrado gente admirável por todo o lado», temos concomitantemente o valor iterativo e imperfetivo? Seria possível esclarecerem-me? Muito obrigado    
«Fazer (alguém) ficar grávida» e engravidar
Como explicar a alguém que está a aprender português como segunda língua, que o verbo fazer não pode ser usado com o adjectivo grávida? Estão correctas as frases «Ela engravidou», «Ele fez com que ela ficasse grávida» e ainda «Ela está grávida». No entanto, está incorrecto dizer «Ele vai fazê-la grávida», o que o aluno não compreende, porque conhece a expressão «Ele vai fazê-la feliz».
O valor modal do imperfeito: «não sabia que tinha...»
Por que a maior parte das pessoas conjuga os verbos nos tempos errados? Por exemplo: «Eu queria ir ao cinema com você!» [queria é só se desistiu de querer por alguma circunstância ou se não tem mais condições de continuar querendo, porque já não dá mais tempo ou já não dá mais certo, ou seja, é quero nesse caso aí...] «Eu não sabia que você tinha toda essa habilidade!» [tinha é só se deixou de ter por alguma circunstância do destino ou se abandonou o que já tinha, ou seja, é tem nesse caso aí...] Fiz a busca no Google (para ver se esclarecia de vez a respeito das dúvidas...), e isso só tornou o caso ainda mais confuso e desorientado! Pois muito bem, no aguardo de seu retorno!
Suspender e cancelar
Cancelar e suspender são sinônimos? Mais uma vez, leio, vejo e ouço por aí afora bastantes pessoas falando em suspender alguém ou algo de algum(a) lugar ou coisa, porém, o correto não é cancelar? Pois, em meu entendimento (que é limitado de verdade...), cancelar é «acabar» ou «encerrar de vez», já suspender é «paralisar» ou «pausar por algum tempo determinado ou indeterminado e de prontidão».
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