Sobre o verbo conseguir
Na frase «Não consigo jogar ténis sem óculos de sol», considera-se o verbo conseguir um verbo auxiliar?
Obrigada, desde já, pela vossa disponibilidade.
O uso da preposição entre com o verbo comparar
Gostaria de saber se o uso da preposição entre é adequado com o verbo comparar nos exemplos a seguir:
«Compare o tratamento dado à mulher, ao homossexual e ao idoso "entre" nossa cultura e outras.»
«Estabeleça comparação "entre" o tratamento dado à mulher, ao homossexual e ao idoso em nossa cultura e em outras.»
Agradeço a atenção.
Outra vez a concordância com expressão numérica
Antes de mais, cumprimento-os pelo excelente serviço que prestam aos falantes da língua portuguesa.
Seguidamente, pergunto-vos se, nas expressões abaixo, alguma está incorrecta, ou se uma é mais correcta do que a outra:
1 — «Cinquenta anos não é nada para mim.»
2 — «Cinquenta anos não são nada para mim.»
Julgo que ambas estarão correctas, mas, ainda assim, gostaria da V. douta opinião, dado que já estive envolvido numa argumentação em que uma das partes defendia que a hipótese 1 estaria incorrecta porque o verbo teria de estar em concordância com o número de anos. Ora, a meu ver, isto não é estanque, na medida em que «Cinquenta anos» pode perfeitamente assumir o carácter de «isso», como no diálogo seguinte: «— Cinquenta anos? O que é isso para si? — Cinquenta anos, na verdade, não é nada para mim.»
Fico a aguardar o V. esclarecimento.
Sobre o modo verbal da completiva seleccionada pelo verbo imaginar
«Apesar disso ainda há gente tonta que imagina que/Se possa continuar a governar/Com as artimanhas da velha política/Quando assumirmos o poder faremos tudo para que...»Cito um extracto de uma tradução de um pequeno texto-brincadeira que circula na Internet. Lido do princípio para o fim, tem um sentido; lido do fim para o princípio, revela sentido inverso. Para tal, deve respeitar-se a mudança de linha e escolher estruturas que permitam a brincadeira em português. A dificuldade está aqui: se se respeita a gramática e se escreve "gente tonta que imagina que se pode governar", ou seja, o verbo imaginar seguido, como é correcto, de verbo no indicativo, a leitura do fim para o princípio não é possível. Pensei assinalar aos meus estudantes que, neste caso, se poderia recorrer ao erro que por vezes é cometido na língua corrente. O que vos parece? Demasiado artificial? Obrigada pela vossa resposta.
Uso do verbo calçar
Por que motivo não temos por hábito dizer «calçar umas calças»? Ou será que é correcto dizê-lo?
Obrigada.
Forma de frase, polaridade de um enunciado e o verbo negar
A frase «A entrada do Fidalgo na barca do Paraíso tinha sido negada pelo Anjo» assume a forma negativa, ou afirmativa? Muito obrigado pelo esclarecimento.
Sobre a transitividade dos verbos acreditar e esquecer
Gostaria de saber qual a transitividade do verbo acreditar e do verbo esquecer e também porque está errada a seguinte frase:
«Acredita-se serem possíveis que as atividades laborais do mercado informal possam, num certo momento, propiciar a transição para o emprego assalariado formal.»
Acerca do verbo eclodir
Surgiu-me recentemente uma dúvida que achei pertinente o suficiente para recorrer uma vez mais ao Ciberdúvidas.
Eclodir significa «aparecer; surgir; rebentar; desabrochar», mas numa situação em que um pinto sai da casca, qual o elemento que eclode: o ovo, ou pinto? Suponho que ambos possam eclodir, mas estarei correcto?
Obrigado uma vez mais.
A análise sintáctica de «O médico proibiu-a de o fazer»
No enunciado: «A Maria está doente e não pode comer carnes vermelhas. O médico proibiu-a de o fazer.»
Como analisar-se sintaticamente o segundo período?
Obrigado.
Atingir e inteligir
Quando alguém não entende um assunto, como é que se deve dizer: «tu não atinges», ou «tu não inteliges»? Ou são ambas as construções admissíveis?
Desde já vos agradeço.
