Pronome lhe como realização do sujeito de uma subordinada completiva de infinitivo
No conto Missa do Galo, Machado de Assis escreve: «... e, mais de uma vez, ouvindo dizer ao Menezes que ia ao teatro...» Como se explica esse «ouvindo dizer ao...»? Porque quem diz... diz alguma coisa a alguém, não é? Então, a frase deveria ser «ouvindo dizer o Menezes» ou «ouvindo dizer Menezes»... não é?! Ou a 1.ª opção se justifica? Como?
Aprovisionar e provisionar
Gostaria de saber qual das seguintes palavras, provisionar ou aprovisionar, é mais correcto utilizar, considerando o seguinte contexto:
«A conta depósitos à ordem do cliente deverá estar provisionada/aprovisionada, caso contrário a ordem será recusada.»
Está em causa a conta ter saldo disponível, ou seja, ter provisão financeira.
Obrigado.
A sintaxe de mentir
Qual é a regência do verbo mentir?
Obrigado!
A regência do verbo agasalhar-se
Gostaria de obter uma breve explanação acerca da regência do verbo agasalhar. A razão disto deve-se ao fato de ter encontrado tal vocábulo na seguinte frase de uma oração: «Milagrosa Virgem do Rosário de Pompéia, eu me agasalho à Vossa proteção, entregando-me à Vossa vontade e...» Seria correto o emprego do acento grave após aquele verbo?
Obrigado.
O significado do verbo arrefinfar
Gostava de saber o significado do verbo arrefinfar, termo da gíria, muito usado em contexto informal. Obrigado.
O uso do calão foder = prejudicar
Venho por este meio pedir o vosso auxílio para a resolução de um problema que muito tem suscitado a minha reflexão. A verdadeira inquietação que lhe subjaz é de natureza ética e antropológica, no seu sentido mais abrangente, mas a base que permitirá constituí-lo como objecto de reflexão e análise ulterior é, manifestamente, filológica. Trata-se do seguinte: quão antigo é o uso do calão foder como expressão corrente para designar «fazer mal»? Qual a origem histórica e linguística dessa associação? Qual o contexto da sua criação e difusão? Terá sido importada? Qual o vestígio literário mais remoto a atestar o seu uso em português?
Ciente de que a resposta não será, porventura, fácil, agradeço desde já o seu esclarecimento.
Os verbos visualizar e ver
Está completamente disseminado o uso da palavra visualizar onde poderia estar ver. Há quem diga que são equivalentes. O que não me parece.
A regência do verbo resistir
Como é que está correcto: «Não resiste a observar», ou «não resiste em observar»?
Obrigada.
O verbo sentir-se como reflexivo
A propósito da consulta feita em 9/6/2010 e respondida pela professora Ana Martins, no que se refere aos exemplos dados e à análise feita das frases «O Zé sentiu-se o rei da bicharada», «O Zé sentiu-se insignificante», «As crianças sentiram-se mal», pergunto se não é admissível considerar o verbo sentir-se nesse caso como reflexivo. Nesse caso, teríamos um predicativo de objeto direto, representado pelo pronome se. O verbo sentir é essencialmente transitivo («Sentiu a presença do inimigo»). Assim, na frase «Luísa sentiu o marido desconfiado (sentiu-o)», desconfiado seria predicativo do objeto direto; na frase «Luísa sentiu-se desconfiada (sentiu-se a si própria)», ocorreria o mesmo.
Peço ainda opinião sobre a seguinte frase: «Luísa sentiu o marido junto de si.» «Junto de si» poderia considerar-se predicativo do objeto direto?
Obrigado.
Levar e demorar na expressão do tempo
«Levou (ou levaram?) 55 anos para que a situação retomasse sua normalidade.»
Seria «levou», ou «levaram 55 anos»?
Se alterasse para demorar, a resposta seria a mesma?
