Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório Campo linguístico: Negação
José Garcia Formador Câmara de Lobos, Portugal 406

Relativamente às palavras destacadas, agradecia que me indicassem se a frase é aceitável:

«Deseja que possa brincar sem ser criticada por NINGUÉM ou por ALGUÉM que a menospreze.»

Obrigado

Rivaldo Sade Ié Professor Bissau , Guiné-Bissau 1K

Li na Gramática do Português de autoria de Clara Amorim e Catarina Sousa que o advérbio não pode modificar grupo verbal (1) ou frase (2) e que, neste último caso, «o advérbio não forma unidade sintática com o verbo».

(1) «Não desvies a conversa, Armando.»

(2) «Não quero sorriso de esperança.»

Para ser sincero, não dei por nenhuma diferença no que diz respeito à função sintática de não.

Podem-me clarificar esse assunto?

Obrigado.

Maria Oliveira Técnica de Reinserção Social Sintra, Portugal 634

Em conversa, há dias, com um habitante da Beira Baixa, este usou uma expressão que eu já não ouvia desde a minha infância, «nada não», utilizada em resposta negativa a uma pergunta que lhe foi formulada.

Ex: P – Tem algum filho a viver aqui na aldeia?

      E – Nada não, estão todos na Alemanha.

Gostaria de saber a origem dessa expressão, tão usada antigamente, pelo menos na zona da Covilhã.

Grata.

Ausse Saide Professor Cairo, Egito 846

Sou escritor, verto livros de árabe para português, e às vezes me deparo com situações, como, por exemplo: «eles supõem erroneamente que jamais morrerão!»

A minha questão é como posso discordar? Será que digo: «Sim! Por Deus que vós morrereis»? Ou: «Pois não! Por Deus que vós morrereis»?

E quando posso usar: «pois não!»; «pois sim!»; «claro!»; «sim!»?

Agradeço o que o Ciberdúvidas tem feito para a melhoria do nosso português.

Francis Gouve Professor Luanda, Angola 2K

«Não vi o Miguel.»

Na frase em apreço, não, de acordo com a Nomenclatura Gramatical Portuguesa (NGP) é complemento circunstancial de negação?

Afinal, existe essa nomenclatura na NGP? E de acordo com o Dicionário Terminológico?

Obrigado!

Carlos Herrero Professor Portugal 3K

Nem associa-se em geral ao significado «e não», como no exemplo «Não tenho peras nem maçãs».

No entanto, como se justifica o uso de nem na seguinte frase: «Viajar é bom, mas nem todos temos dinheiro para isso»?

Elisabete Ramos Moreira Professora 2.º CEB Viseu, Portugal 37K

Como sabemos, os advérbios 'nunca' e 'jamais' pertencem, agora, aos advérbios de tempo. Será que podemos dar como exemplos de frases com polaridade negativa aquelas que incluem estes dois advérbios? Como explicar aos alunos que é uma frase com polaridade negativa, se não está presente um advérbio de negação? Não vejo, nos projetos editoriais, esta questão muito clara! Muito obrigada.

Armando Dias Reformado Lagos, Portugal 2K

Há dias, num artigo de jornal, tropecei na seguinte frase:

«Não há dia que passe sem que a corrida presidencial nos Estados Unidos nos ponha o coração aos pulos. Nuns dias agarramo-nos ao mais ligeiro sinal positivo, noutros somos realistas: a economia deve garantir a Trump o seu segundo mandato.»

A minha dúvida: «... sem que a corrida presidencial nos Estados Unidos nos ponha o coração aos pulos», ou, antes, «... sem que a corrida presidencial nos Estados Unidos NÃO nos ponha o coração aos pulos» ?

Os meu agradecimentos.

Luceni Cristina Rocha Professora Conceição do Mato Dentro, Brasil 10K

Elaborei uma questão sobre o advérbio nunca que gerou duplicidade na sala de aula.

A questão é baseada numa tirinha onde o rapaz dizia para a moça: «Abrace-me! Beija-me! Nunca deixa-me!», e a moça responde: «Tudo bem, mas antes dá para acertar o pronome?».

O humor consiste na moça fugir do rapaz quando ele erra a colocação pronominal, pois cortou o clima que havia entre eles. Compreendemos claramente que há um erro de colocação pronominal, uma vez que deveria ser uma próclise, e não ênclise, devido à palavra atrativa, que é um advérbio.

A dúvida é a seguinte: o nunca, nesse contexto é advérbio de negação ou de tempo?

Ajudem-me por favor!!!! A maioria dos professores de língua portuguesa acham que é uma negação e poucos concordam comigo que é tempo.

José de Vasconcelos Saraiva Estudante de Medicina Foz do Iguaçu, Brasil 11K

Gostaria de saber quando usar de e mais, por exemplo, «já não tenho ganas de o fazer», «não tenho mais ganas de o fazer».

Júlio Moreira refere que é erro usar de mais em lugar de . Mas a que situações é que esse uso se aplica? Em que casos é que se emprega «já não» e «não mais»? Lendo José Luís Peixoto, tenho vindo a observar a presença de já não, embora noutras passagens ele se valha de não mais. Quando é que se deve usar «não mais» e quando «já não» de acordo com a norma culta portuguesa?

Reconhecido imensamente ao vosso trabalho.