A etimologia do nome comum cachaça
Estou à procura da origem específica da palavra cachaça.
Pelo que consegui achar até agora, entendo que este nome foi dado à bebida pelos escravos africanos no Brasil.
Há uma chance grande de ter origem em uma língua banta. Infelizmente é muito difícil descobrir mais.O fato de que existem várias línguas bantas não me ajuda.
Um professor brasileiro [...] acha que a palavra vem do quicongo. Mas ele não dá nenhuma referência, nem menciona a palavra original.
Eu procurei no dicionário português-quimbundu, mas não consegui aqui achar nenhuma palavra parecida, a não ser um destilado de cana-de-açúcar que se chama kisungu em quimbundu.
Gostaria muito conhecer a origem específica da palavra cachaça (qual língua, qual palavra, qual significado original).
Se puderem ajudar-me com isto, ficaria muito obrigado e feliz.
Obrigado.
O advérbio mó no português do Brasil
Donde surgiu "mó": de mor (maior) ou muito? Por exemplo, «ela é mó linda».
Li em algum sítio de português que isso veio de muito, mas eu discordo.
É normal ouvir também «ele é o maior babaca», então me parece que vem de maior, e não de muito, como dizem alguns.
Evolução fonética: do latim nostrum ao português nosso
Já vi duas versões ligeiramente diferentes da evolução fonética de nostrum para nosso. Diferem nos fenómenos do interior da palavra. Uma considera que houve síncope do /t/ e assimilação do /r/; a outra considera que houve síncope do /r/ e assimilação do /t/.
Gostaria que me esclarecessem, por favor.
Empreendedorismo e computorizado
À semelhança de computorizado em alternativa a computadorizado, pode usar-se "empreendorismo" em alternativa a empreendedorismo?
O plural de nomes terminados -r, -z e -l
As palavras mares, rapazes, fáceis, dores, luzes têm como vogal temática a letra e ou esta faz parte da desinência indicativa de plural?
A etimologia da palavra noite (II)
Qual a etimologia de noite?
Obrigada!
«Faltar alguma coisa para...»
Frases a ter em conta:
(1) Faltavam alguns dias para a Ana casar.
(2) Só lhe falta ser benzida para que a ponham num altar.
Vi, num trabalho em linha, os constituintes «alguns dias» (frase (1)) e «ser benzida» (frase (2)) classificados como «complemento direto». Não serão antes o «sujeito» do verbo «faltar»?
No mesmo texto, classificava-se como subordinadas adverbiais finais as orações introduzidas por «para», nas frases acima transcritas. Afigura-se-me equívoca esta classificação, porque:
1. as orações iniciadas por «para» não me parecem ser modificadores da oração subordinante;
2. é o verbo «faltar» que rege a preposição «para» (à semelhança de esforçar-se para),.
As orações «para a Ana casar» (frase 1)) e «para que a ponham num altar» (frase 2)) não são antes subordinadas substantivas completivas, com a função de complemento oblíquo?
Parabéns pelo excelente serviço público, que é o vosso trabalho no Ciberdúvidas.
Obrigado. AHV
Ditongos crescentes e glides em português
Li numa das vossas respostas que um ditongo crescente é, na realidade, um falso ditongo porque a suposta sílaba é sempre passível de ser dividida em duas sílabas. Parece-me óbvio em história ou em viola, mas não sei como poderei fazê-lo nos ditongos presentes em quota ou quadro.
Outra dúvida tem a ver com uma semivogal entre duas vogais. Por exemplo, gaiato define-se como tendo três sílabas, com um ditongo decrescente: gai-a-to. Contudo, foneticamente, não vejo razão para não dividirmos de forma diversa, com ditongo crescente: ga-ia-to. A que sílaba pertence a semivogal i? À primeira ou à segunda sílaba? Não existe aqui uma ambiguidade natural?
Obrigado.
Sobre a etimologia do verbo destacar
O verbo destacar, a sua regência, quando se emprega pronominalmente, pede a preposição a ou em?
«A Ana destaca-se a Biologia.»
«A Ana destaca-se em Biologia.»
Ambas as construções estão corretas?
Nessa acepção, o verbo destacar é galicismo? A sua derivação regressiva é destaque?
Destaque é igualmente considerado como galicismo?
Desde já muito grato ao vosso excelente trabalho.
Um caso de crase nas cantigas galego-portuguesas
Consultei vários glossários e dicionários e nenhum, dos que possuo, pôde me auxiliar no entendimento dessa contração marcada pelo apóstrofo («que a'm poder tem») nos versos que se seguem.
Trata-se de uma sinalefa? Se sim, como desenvolvê-la e como construí-la na ordem direta?
«(...) Deus nom mi a mostre, que a 'm poder tem,se eu querria no mundo viverpor lhe nom querer bem nem a veer.'»
(Rui Pais de Ribela, ''A mia senhor, que mui de coraçom")
Desde já, agradeço a atenção dispensada.
