DÚVIDAS

O pretérito perfeito e pretérito imperfeito
O que nos permite misturar os pretéritos perfeito e imperfeito quando contamos uma estória e, ainda assim, entendermos tudo que se passa? Por exemplo: «Quando eu era criança, eu nadei muito.»/ «Quando fui criança, eu andava de bicicleta.» «Comi pamonha e bebia suco.» Quando devo obrigatoriamente usar o pretérito imperfeito? Outra pergunta: por que quando digo «Todas as vezes em que ia a Angola, gostava de passear pelas ruas» e «Todas as vezes em que fui a Angola, gostei de passear pelas ruas», na primeira frase eu tenho um sentido implícito de que já não vou mais a Angola? Espero ter sido claro. É difícil mesmo usar a língua, e o desafio é algo fantástico. Obrigado.
Os complementos do substantivo medo
Li em algum lugar que, na sentença «O medo do professor chamou a atenção de seus alunos», a expressão «do professor» seria um complemento nominal, uma vez que o sentimento de medo nos remete a um valor passivo (i. e., o professor estava sentindo medo). Entretanto, no caso de «A filha sentia medo do pai», tenho a impressão de que [relativamente a] «do pai» se trata de adjunto adnominal, porquanto quem está padecendo do sentimento de temor é o sujeito «a filha». O raciocínio está correto, considerando a gramática prescritiva? Obrigada!
«No dia 20 de outubro» vs. «dia 20 de outubro»
Na frase «O evento acontece* no dia 20 de outubro (...)», é correto dizer-se também «O evento acontece dia 20 de outubro* (...)», omitindo a contração no? *[N. E. (29/10/2018) – Dado que «o evento acontecer» é uma redundância – porque evento é acontecimento e acontecer equivale a «ser/tornar-se evento» –, teria sido preferível escrever «o evento realiza-se no dia 20 de outubro» e «o evento realiza-se dia 20 de outubro».]
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa