DÚVIDAS

A diferença (gráfica e eventualmente fonética)
entre precisamos e precisámos
O jornal Observador envia por mail um anúncio para subscrição que começa com o seguinte título: «Nunca como agora precisamos tanto de si.» A perceção que tenho é que não só faltam vírgulas a separar a oração «como agora», como falta um acento em "precisamos" (precisámos). O facto parece enquadrar-se numa pandemia fonética que alastra e que consiste na pronúncia igual de tempos verbais diferentes cuja grafia é distinta: entramos/entrámos, compramos/comprámos, etc. Creio que essa pronúncia está errada pois o acento está lá para se acentuar a sílaba. Ignorá-lo, não só prejudica a comunicação verbal, gerando equívocos de ordem temporal, como parece estar a contaminar a comunicação escrita, até junto daqueles com responsabilidades óbvias no seu uso correto. Estou certo? Obrigado.
O regionalismo manaxo (Douro e Beiras)
Estou a fazer uma releitura das obras de João de Araújo Correia, conhecido pela sua correcção na escrita do português, e encontrei no livro "Terra Ingrata" no conto "A mulher do Narciso", a seguinte frase: «No tanque onde as mulheres sujas procuravam desencardir os manachos em água estagnada...» Procurei nos dicionários online, mas não encontrei significado para a palavra "manachos". Será que me podem esclarecer? Obrigado.
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