Deputado, mandato e eleito
Em contexto político ou governativo, os nomes deputado, mandato e eleito podem ser termos sinónimos?
Ou será que existem diferenças de significado?
O seguinte texto, extraído do website do jornal Expresso (11/03/2024) parece estabelecer uma sinonímia entre os termos:
«No domingo, a Aliança Democrática (AD), liderada por Luís Montenegro, venceu as eleições legislativas, com 29,49% dos votos e 79 deputados, à frente de PS, de Pedro Nuno Santos, segundo mais votado, com 28,66% e 77 eleitos, e Chega, de André Ventura, com 18,06% e 48 mandatos, de acordo com os resultados provisórios, faltando ainda atribuir os quatro mandatos pela emigração.»
Presente do indicativo com valor de passado
É correto dizer «Morre fulano de tal» no lugar de dizer «Fulano de tal morreu»?
O que me motivou a fazer essa pergunta é o fato de ser, no mínimo, muito comum ver a primeira forma ser utilizada nos noticiários quando uma pessoa famosa falece.
Desde já, grato.
Ato ilocutório diretivo: «Precisamos de descobrir...»
A frase «Precisamos de descobrir a gramática da bondade.», retirada de O pequeno caminho das grandes perguntas. (Porto: Quetzal, p. 77), de José Tolentino Mendonça, concretiza um ato de fala compromissivo ou diretivo?
Obrigada pela vossa atenção.
Formas de tratamento, pronomes pessoais e possessivos
Tenho duas dúvidas diferentes.
A primeira é: quando estou a falar com uma pessoa extremamente mais velha do que eu, uma senhora de 80 anos, por exemplo, posso utilizar os termos “si, consigo” mesmo que eu saiba o nome da senhora? Caso eu não tenha uma relação próxima com a senhora, seria falta de educação perguntar, por exemplo: «Está tudo bem consigo, Dona Maria?» Gostava de saber se é suficientemente formal.
A segunda dúvida é: Quando estou a falar com duas ou mais pessoas, considerando que eu as trato por “você”, um senhor e uma senhora, por exemplo, seria apropriado dizer termos como “convosco, vosso”? Para expressar alguma formalidade, o correto seria dizer: «Está tudo bem convosco?» ou «Está tudo bem com vocês?» Sei que “os senhores” também seria uma opção, mas não estou a referir-me a uma situação demasiado formal.
Agradeço desde já.
Valores da conjunção mas
Vi, numa aula de conjunções coordenativas adversativas, que o valor semântico de "ressalva" é diferente do de "contraste". Contudo, embora a professora explicasse a diferença, ela não ficou tão clara para mim, pois foram me dados poucos exemplos.
Se vocês puderem enriquecer meu material de estudos, ficaria eternamente grata.
Veja abaixo o que a professora me mostrou:
a) «Tentei chegar mais cedo, porém não consegui». No período composto acima, a conjunção "porém" possui valor semântico de contraste, oposição.
b) «Seu discurso foi breve, mas violento». No período composto acima, a conjunção "mas" possui valor semântico de ressalva, compensação.
Vocês poderiam me mostrar mais exemplos?
Atos ilocutórios numa carta de F. Pessoa
Na carta de Pessoa a Adolfo Casais Monteiro, lê-se:
«Foi o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim.»
Gostaria que me esclarecessem em relação ao ato ilocutório aqui presente. Tratar-se-á de uma situação híbrida: assertivo e expressivo? Em caso afirmativo, algum deles tem mais força?
Gostaria ainda de saber se a classificação do tipo de ato sofre alteração nos enunciados seguintes:
1. Foi o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim! (Frase exclamativa)
2. É o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim. (Forma verbal no presente do indicativo)
3. É o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim! (Forma verbal no presente do indicativo; frase exclamativa)
Muito obrigada!
Amor de Perdição: incoerência
Na obra Amor de Perdição, há uma incoerência de datas: no cap. I, assume-se que o nascimento de Simão é em 1784, é preso em 1804/1805 com 18 anos, o que não bate certo...
A que se deve esta incoerência?
Anáforas e polissíndeto
Em «E levantaram-se todos, e deitaram-se todos ao mar, e chegaram todos à porta da gruta onde morava o Polifemo», considerariam a existência de uma anáfora?
Obrigada!!
A tradução do espanhol uno em português
Espanhol – «Uno tiene que pensar bien antes de hacerlo.»
Inglês – «One has to think well before doing it.»
A tradução de uno/one poderia ser diretamente um («"Um" tem que pensar bem antes de fazê-lo") ou deveria utilizar-se a expressão «a pessoa» («A pessoa tem que...»).
Muito obrigado!!
O verbo falar em contexto escolar
Enquanto docente, deparo-me frequentemente com a utilização do verbo falar em numerosos contextos que, na minha opinião, não são, na sua grande maioria, os mais corretos.
Assim, surgem frases, como:
a) «Ele falou que ia ao cinema.» (Influência do português do Brasil)
b) «O texto fala da história dos dinossauros.»
c) «Venho falar sobre a minha opinião sobre a televisão.»
Estes são alguns exemplos daquilo que ouço diariamente, em sala de aula, mas também do que leio nos textos escritos pelos alunos. Apesar de tentar explicar aos alunos que utilizamos este verbo, sobretudo, quando nos referimos a conversas («Ele falou com ela», «Ele falou dela», «Ele falou dos seus problemas»...), vejo que nem sempre percebem a diferença e tenho alguma dificuldade em explicá-la de outro modo.
Assim para as frases acima, sugiro que escrevam/digam:
a) «Ele disse/afirmou que ia ao cinema.»
b) «O texto conta/narra a história dos dinossauros.»
c) «Vou apresentar a minha opinião sobre a televisão.»
Gostaria, então, de saber se há alguma resposta mais adequada que eu possa transmitir aos meus alunos para a resolução desta situação, pois as suas dificuldades de expressão, quer oral, quer escrita, têm vindo a agravar-se e, contrariamente ao que muitos afirmam, não por culpa dos confinamentos a que estiveram sujeitos.
Agradeço, desde já, a sua disponibilidade em responder.
