Lusofonias - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Textos que versam sobre política de língua.
O estatuto de ficção da língua portuguesa na Guiné Equatorial
Cinco anos passados da entrada do país na CPLP

A despeito do compromisso da Guiné Equatorial na adoção do português como terceira língua oficial do país, cinco anos passados da sua entrada na CPLP,  com o estatuto de membro de pleno direito, até a página oficial do Governo de Malabo  continua só em espanhol, em francês e.. em inglês. Quanto à outra condição – a abolição da pena de morte no país –  é o que se sabe

Predicativos, adjuntos e os dois modos de estar
A análise do verbo estar no Brasil e não só

No Brasil, as frases «ele está doente» e «ele está na sala» são analisadas de maneira diferente. Na primeira, está é um verbo de ligação, e doente, um predicativo do sujeito; mas, na segunda, o mesmo verbo é considerado intransitivo, e a expressão «na sala» constitui um adjunto adverbial*. O linguista brasileiro Aldo Bizzocchi revela que o uso intransitivo («ele está na sala») pode ser compreendido no contexto do funcionamento de estar como verbo de ligação, também evidenciando o contraste destas frases do português com as suas homólogas na língua inglesa. Texto do referido autor publicado no seu blogue Diário de um Linguista em 22/01/2019.

* Em Portugal, no contexto da terminologia gramatical atualmente empregada no ensino não universitário – a do Dicionário Terminológico –considera-se que, em ambas as frases, o verbo estar é sempre um verbo copulativo, pelo que tanto o adjetivo como a expressão adverbial desempenham as funções de predicativo do sujeito.

 

 

«Viagem a Nova Orleães a bordo do português»
Sobre a variação histórica e contemporânea da língua portuguesa

Uma perspetiva do tradutor Marco Neves sobre a proximidade e as tendências de afastamento entre o português de Portugal, o português do Brasil e o galego (texto publicado no blogue Certas Palavras em 1/11/2018; todas as imagens provêm do original).

O impasse no Instituto Internacional da Língua Portuguesa
Moçambicana Marisa Mendonça, em fim do mandato, apreensiva com indefinição do IILP
Por Lusa

A 15 dias da realização da XII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), marcada nos dias 17 e 18 de julho de 2018, em Santa Maria, na ilha do Sal, em Cabo Verde, em entrevista à agência Lusa – e transcrita pelo diário digital Observador do dia 11/07/208 –, a diretora executiva do Instituto Internacional da língua Portuguesa (IILP), a moçambicana Marisa Mendonça, mostrou-se apreensiva por não existir, até ao momento, decisão sobre quem a sucederá. Outro problema, este recorrente no IILP: os atrasos no pagamento das quotas por parte dos países-membros, o que  tem obrigado e o instituto a funcionar com 8% do seu orçamento.

Filhos de uma nação ausente
Descendentes dos navegadores portugueses em Singapura

Reportagem publicada no semanário macaense  Ponto Final, de 7 de abril de 2018  sobre o milhar de descendentes dos navegadores portugueses que passaram por Singapura há 500 anos. Texto de Sílvia Gonçalves, fotografias de Eduardo Martins.

Que fazer com esta CPLP?

«A CPLP tem má imagem e muitos falam em impasse ou mesmo em fracasso. Mas as boas iniciativas são ignoradas quando não são travadas por alguns dos Estados membros que ainda não se convenceram da sua pertinência. [Por exemplo, na cooperação linguística.] (...)»

[artigo da jornalista Nicole Guadiola, publicado na edição impressa da revista África XXI de julho de 2017, que se transcreve a seguir, com a devida vénia.]

 

 

«Será em África que teremos mais falantes de português»

«A língua portuguesa é a quarta mais falada no mundo, e se «a língua é poder» não lhe basta ser, é preciso ser reconhecida como tal» – diz a presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Ana Paula Laborinho, em entrevista ao semanário Expresso, de 1/10/2016.

O potencial da língua que maltratamos

«Uma conferência sobre os 30 anos de Português na União Europeia [realizada em Lisboa em 26/09/2016, no Museu do Oriente], não mereceu atenção da imprensa diária, que por acaso precisa dessa matéria-prima para trabalhar. Mas isto é apenas o corolário da falta de estratégia a que nos últimos 40 anos os sucessivos governos têm votado o português. (...)», escreve o jornalista Nicolau Santos, neste artigo publicado no semanário Expresso de  1/10/2016, que a seguir se transcreve na íntegra, com a devida vénia.

«(...) Com a quase certa não adesão do Reino Unido ao sistema da patente unitária (...) discute-se já entre governos e diplomatas quem vai receber a delegação do Tribunal Unificado das Patentes que deveria ficar sediado em Londres. Uns defendem que fique em Bruxelas ou na Holanda, por serem no centro da Europa. Outros sugerem Espanha, assim tentando cativar os Espanhóis para um sistema de que, prudentemente, mas porventura sabiamente, se afastaram.

Ora, mas e porque não Portugal?...)»

Para quando a marca lusófona?

Artigo publicado no jornal Público de 18/05/206, com o título original "Registo de marcas no espaço da CPLP – para quando a marca lusófona?", da autoria do presidente do Grupo Português da Associação Internacional para a Proteção da Propriedade Intelectual.