O consultório regressa depois da Páscoa, em 28 de março
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O consultório regressa depois da Páscoa, em 28 de março
1. Durante o período da Páscoa, o consultório faz uma pausa, e fica desativado o formulário para envio de perguntas. Apesar disso, as atualizações regulares já têm regresso marcado para 28 de março p. f. Como sempre, além de não deixarmos de pôr em linha conteúdos que ainda aguardam divulgação, continuaremos a acompanhar no espaço mediático, para a selecionar e disponibilizar nas nossas diferentes rubricas, a atualidade que diga respeito à língua portuguesa nas suas múltiplas...
Para escrever corretamente «a fim de» e o substantivo contacto
1. No Pelourinho, detetam-se dois erros com temporalidades diferentes. Um é bem antigo, devolvendo-nos à época em que a preocupação não eram os anglicismos, mas, sim, os numerosos galicismos que saturavam o discurso. Um texto de Filipe Carvalho capta um eco desses tempos na atualidade: a troca ainda insistente da locução «a fim de» pela forma incorreta «"afim" de». Outra confusão é bem recente e, em Portugal, decorre de uma generalização apressada, segundo a qual qualquer c antes de...
Um uso literário vicentino e o latinismo vale
1. Começando no século XVI, uma pergunta disponível no consultório foca a função literária que o chamado pai do teatro em língua portuguesa, Gil Vicente, deu ao grupo preposicional «à barca» no Auto da Barca do Inferno (1517)*. Já que se fala do período do Renascimento, uma outra questão aborda o curioso latinismo vale, que, em português clássico e não só, ocorre por vezes a encerrar os textos. Segue-se um salto até à atualidade, para abordar o funcionamento da língua oral e escrita: é...
A ortografia, de ontem para hoje
1. Em Portugal, encontramos por vezes espaços cujo nome é ou inclui a palavra "páteo". Representará esta forma alguma coisa muito diferente da que pátio significa e refere? Parece que não... Então, porque ocorrerá ela como denominação de lojas e espaços de lazer? Indo ao encontro desta questão, uma das novas respostas do consultório sonda o passado de "páteo" para entender as motivações do seu uso presente*. A história da língua vem igualmente a propósito no esclarecimento de...
A língua entre a formalidade e a informalidade
1. Deverão as regras e os critérios da língua culta impor-se a tudo o que se diz? Se a resposta é afirmativa e categórica, as variantes fora da norma-padrão estarão sempre incorretas: qualquer regionalismo será uma tremenda asneira, quaisquer vocábulos ou giros populares têm de ser erradicados. Porém, como tudo em sociedade, há ocasiões para marcar solenidade ou distanciamento na comunicação, enquanto, entre amigos, em família, na intimidade, as liberdades na atitude e no trato se repercutem e fixam...
Conectores, regionalismos, interjeições e estrangeirismos
1. Três novas perguntas preenchem a atualização do consultório:
– A expressão «por isso» é uma locução conjuntiva, ou um conector?
– O que significa o verbo acadar, que se emprega em certas regiões do Norte de Portugal?
– A forma verbal agarra é também uma interjeição?
2. Na rubrica Acordo Ortográfico, (subtema Critérios a rever – propostas e sugestões*) um artigo do consultor D'Silvas Filho propõe alguns critérios...
Passado e presente da mudança na língua de Camões
1. No consultório, a atualização deste dia foca a mudança de palavras e expressões no passado e no presente:
– Como é que, do ponto de vista semântico, a palavra cumprimento pôde passar a ocorrer como fórmula de despedida – «cumprimentos» – no discurso mais formal, sobretudo em mensagens escritas?
– Porque terá Camilo Castelo Branco (1825-1890) classificado como galicismo certo uso do verbo comprometer?
– Para referir a reação de embaraço que em nós...
Literariedade em português
1. Quando falamos de texto literário, referimo-nos a um tipo de discurso que tira partido de certas potencialidades da língua para oferecer as palavras à sua fruição. Perante um poema ou uma criação em prosa, somos chamados a decifrar expressões e frases, atividade a que a ideia de literariedade dá rumo, abrindo campo para a busca da coerência do conteúdo e da forma. No consultório, a presente atualização centra-se justamente nesses usos tão especiais em três novas respostas, que interpretam o valor da...
Da correção de início ao "decasseguês"
1. Sem negar o papel da intuição na fala e na escrita, os juízos de correção linguística têm sustentação frágil quando simplesmente baseados na maneira como a cada qual soa esta palavra ou aquela frase. É frequente resvalar para apreciações difíceis de generalizar ou confirmar; e, curiosamente, esta atitude não é alheia à doutrina e à tradição prescritivas, com autores e visões por vezes em conflito. Por isso, vale a pena refletir um pouco – como se faz na presente atualização do consultório –...
Aspas, hífenes e a palavra folclore
1. Ao consultório, chegam três novas questões:
– Aspas direitas, encurvadas, inclinadas... Afinal, como havemos de escrever as aspas?
– «Janelas de cor azul anil», «janelas de cor azul-anil» ou, simplesmente, «janelas de cor anil»?
– Como surgiu o substantivo folclore em português? Que significado e que conotações tem hoje a palavra?*
* Na imagem ao lado, A Volta da Feira (1905, Coleção Millennium-BCP), de José Malhoa (1855-1933).
2. Entre...
