O recurso aos bordões linguísticos, a expressão «luzes do norte», a diferença entre abono e subsídio e o Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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O recurso aos bordões linguísticos, a expressão «luzes do norte», a diferença entre abono e subsídio e o Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa
O recurso aos bordões linguísticos, a expressão «luzes do norte»,
a diferença entre abono e subsídio e o Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa
Por Ciberdúvidas da Língua Portuguesa 205

1. «As pessoas não falam, pronto, a gente não consegue falar sem usar basicamente umas bengalas, ou lá o que é… Tás a ver?». A frase ilustra bem o recurso aos bordões linguísticos – "pronto", "ou lá o que é", "[es]tás a ver" – e dá o mote para um novo apontamento da professora e linguista Carla Marques que, no O nosso idioma, mostra como é importante tomar consciência destas expressões e evitá-las numa comunicação mais eficaz.

2. As notícias sobre a detenção do ex-presidente destituído do Sporting Cube de PortugalBruno de Carvalho, retomam uma velha confusão, a de mandado e mandatoJosé Mário Costa  lembra essa destrinça no Pelourinho.

3. Qual a diferença entre abono e subsídio? O possessivo seu pode ser um deítico – mas o que é um deítico? Que significa «luzes do norte»? Qual a classe de palavras de cujo? E que vem a ser um walk-in closet em língua vernácula? As respostas estão todas no consultório.

4. Uma chamada de atenção para os textos da língua medieval, que não perde atualidade. Mencione-se, portanto, a descoberta em Toledo de um pergaminho galego-português, uma tradução do século XIV das Sete Partidas de Afonso X (1221-1284), rei de Leão e Castela, e avô de D. Dinis (1261-1325), rei de Portugal. Refira-se igualmente a oficina de trabalho Que faremos com este texto?, que se realiza em 16/11/2018, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade em Lisboa. Este encontro é dedicado à análise linguística do Livro de Linhagens do Conde D. Pedro (1287-1354), conde de Barcelos, e de outros textos historiográficos portugueses (ver programa e resumos).

5. Comemora-se em 15 de novembro o Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa. A Língua Gestual Portuguesa está incluída na Constituição da República como uma das línguas oficiais portuguesas desde 1997*, e o seu primeiro dicionário, publicado há oito anos, está agora disponível na página da Infopédia, onde é possível aprender, através de uma explicação e de um vídeo, os gestos de mais de 5300 palavras.  Como já é tradição, a data é assinalada por várias atividades em diferentes pontos de Portugal. Recorde-se o que tem sido esta festa com um vídeo que alunos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto realizaram em 2016:

* mirandês é  outra das linguas oficais em Portugal, assim reconhecida oficialmente há 20 anos. Quanto à Lingual Gestual Portuguesa, entre artigos e respostas em arquivo, leiam-se "Língua Gestual Portuguesa" (2007), "Língua Gestual Portuguesa" (2010) e "Língua gestual na sala de aula" (2012).

6. Como acontece em qualquer língua, há erros, lapsos, incorreções que se manifestam tanto no discurso oral como na escrita. É caso para dizer que estamos sempre a ir de encontro a eles. Ao encontro, também. E "comprimos" ou "comprimentamos" e pouco cumprimos uma lisura de concordâncias, canelando a língua. No programa Língua de Todos, que vai para o ar na RDP África, na sexta-feira, dia 16 de novembro, pelas 13h15* (com repetição no sábado, 17/11), entrevista-se a consultora linguística Sara de Almeida Leite a propósito do livro que acaba de publicar –  Para acabar de vez com o mau português. No Páginas de Português, emitido pela  Antena 2, no domingo, 18 de novembro, às 12h30* (com repetição no sábado seguinte, 24/11, às 15h30), Maria Antónia Barreto, e Clara Carvalho, investigadoras do Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa, falam sobre a língua portuguesa na Guiné-BissauSão Tomé e Príncipe e Cabo Verde.

Os programas Língua de Todos, e Páginas de Português  ficam  disponíveis posteriormente aqui e aqui. Hora oficial de Portugal continental.