O uso do nome paladar
Agradecia que me esclarecessem se a frase que apresento está correta, atendendo ao segmento destacado:
«No poema há ainda a sensação do paladar.»
Obrigado.
A conjunção mas e as vírgulas
Em relação à colocação da vírgula antes da conjunção mas, pergunto se a mesma é obrigatória ou se, por razões estilísticas, a mesma seja dispensável.
A frase que apresento pertence a um texto de Afonso Reis Cabral e não sei se não terá sido descuido/omissão da editora:
«Ele explica-lhe que era o mesmo MAS não morrera na temporada anterior.»
Neste caso, a vírgula deveria constar?
Obrigado.
Jamais com valor afirmativo
Por gentileza, poderiam responder à seguinte pergunta:
Estava lendo um álbum de figurinhas sobre dinossauros (do início da década de 90), eis que me deparei com o seguinte período: "Tyrannosaurus-Rex, cujo nome significa "Rei tirano dos lagartos", era o dinossauro carnívoro maior que jamais existiu e um dos últimos a aparecer na terra."
A meu ver o uso de "jamais" deve estar equivocado, porque parece que estão afirmando que este referido réptil nunca existiu, ou estou equivocado.
Há uma acepção para o vocábulo que ignoro e não encontrei no dicionário que consultei?
Obrigado.
A expressão «de ponto em branco»
Vejo no dicionário Aulette que a expressão «de ponto em branco» significa «vestido com todo o apuro».
Se não me engano, no dicionário de Moraes (do século XIX), consta também que significa "fortemente armado".
De onde vem essa expressão?
Obrigado.
A classe de palavras de ocupado e enviado
Em frases como:
1. O médico está ocupado.
A palavra ocupado o que é categorialmente (adjectivo, verbo, particípio passado, nome, etc)?
Assim como na frase:
2. Os testes são enviados.
A palavra enviados o que é categorialmente?
Obrigado.
«Ai sim!?» e «Ai não!?»
Nas expressões «Ai sim!?» e «Ai não!?», é obrigatório o uso da vírgula a separar as duas palavras, ou seja «Ai, sim!?», «Ai, não!?».
Notem por favor que não estou a falar das expressões «Aí, sim!»/«Aí, não!», que essas, sim, levam vírgula.
Obrigada desde já pelo esclarecimento.
«Fazer erro», «cometer erro»
Vejo que muitos gramáticos modernos condenam a expressão «fazer erro» (inclusive já vi esta condenação nesta página), que seria a forma francesa para o nosso «cometer erro».
Contudo, relendo o episódio da Inês de Castro retratado por Camões n'Os Lusíadas, deparei-me com: «Sabe também dar vida com clemência A quem pera perdê-la não fez erro.»
Ora, não seria essa uma constatação de uso antigo da expressão na nossa língua, muito antes de o francês começar a influenciá-la tão intensamente? Por que, então, mesmo tendo Camões, o maior nome de nossa literatura, a usado, ela é condenada?
Por último, não pode isso ser uma evidência de que, apesar da semelhança com o francês, ter sido uma forma que surgiu naturalmente no seio do nosso idioma, assim como surgiu entre os franceses?
Muito obrigado.
O nome rooibos
Rooibos é um chá muito gostoso, mas tem havido desencontros quanto à pronúncia.Sendo uma planta de origem africana, as várias línguas pronunciam à sua maneira. Eu pronuncio desta forma ( baseada na grafia)- ro ( como mote), oi ( como um ditongo) e bos ( como cabos).
Gostaria que me esclarecessem como devo dizer dado que a palavra passou a ser referida por mim como «a palavra que não sei pronunciar».
Grata pela vossa disponibilidade e pelos esclarecimentos. Luísa Cordeiro
A expressão «à papo-seco»
No outro dia, ao ler o jornal, deparei-me com esta expressão portuguesa, que eu nunca tinha ouvido: «entrar à papo seco».
Podiam-me dizer de onde surge e o que significa na realidade esta mesma expressão?
Obrigado.
Vírgula e aforismos
Numa frase de caráter aforístico como «Livros que não se leem, é como se não existissem.», a presença da vírgula será admissível para efeito estilístico sem prejudicar a gramaticalidade da proposição?
