Estrutura clivada: «é a data da morte de um poeta que...»
Na frase «Em Portugal, é a data da morte de um poeta que protagoniza o nosso momento cívico de unidade mais relevante.» (in Discurso de Lídia Jorge no dia 10 de junho de 2025), qual será a função sintática desempenhada pelo segmento "que protagoniza o nosso momento cívico de unidade mais relevante"?
Poder-se-á considerar:
a) modificador restritivo do nome?;
b) ou o "que" faz parte de uma expressão enfática (tendo em conta a forma verbal "é") e, nesse caso, seria o sujeito seria -"a data da morte de um poeta"-, e o predicado - "é (...) que protagoniza o nosso momento...".?
Agradeço, desde já, a V/ colaboração!
«Desde manhã até tarde» ou «desde a manhã até à tarde»
Considerando-se as frases apresentadas apenas do ponto de vista sintático, tenho dúvidas quanto ao elemento destacado:
«O melhor é que foi tudo na minha casa. Desde manhã ATÉ [à?] tarde houve festa.»
Obrigado
O verbo arrepender numa oração relativa
Agradecia o vosso parecer sobre a sintaxe do verbo destacado:
«Fiz muitas traquinices em criança, mas esta foi a que mais me "arrependi".»
Obrigado.
«Vinha estudando»
Vejo sempre em livros o ensino de conjugação dos tempos composto com o auxílio do verbo ter.
Ex.: «Tenho estudado bastante...»
Nunca vi, todavia, exemplos com o verbo vir, apenas na linguagem falada do dia a dia.
Ex.: «venho estudando bastante nos últimos dias...»
Assim, gostaria de saber se esta última construção é abrangida pela norma culta ou é fruto de coloquialismo.
Desde já agradeço pelo apoio de sempre!
Maiúsculas: «golpe de Estado»
Escreve-se "golpe de estado" ou "golpe de Estado"?
Obrigado.
A história de arrumar e arranjar
Em resposta [de 20/03/2026] afirmou[-se] que o verbo arrumar, com o sentido de «preparar, vestir ou pôr em ordem» [se usa no Brasil e] que os termos mais comuns, em português europeu, são arranjar-se ou preparar-se.
[No Brasil] seja informal, seja formalmente, empregaríamos arrumar, e nunca arranjar, que se usa noutras acepções.
Diga-se, a propósito, que arrumar, com o sentido de «ordenar ou dispor», já aparecia nos dicionários de Cardoso (século XVI) e de Bento Pereira (século XVII). Em Bluteau (primeiro quartel do século XVIII), dá-se exemplo muito semelhante ao do consulente, «arrumar a roupa (Lintea componere)». Moraes (último quartel do século XVIII) traz outro quase idêntico: «arrumar o fato».
Já arranjar não se registra em nenhum dos dois primeiros e surge, em Bluteau, apenas no suplemento de 1727, mas como «termo de tanoaria», e não no sentido geral em que viria a ser sinônimo de arrumar. É também como termo de tanoaria que aparece na edição de 1793 do dicionário da Academia das Ciências de Lisboa. Portanto, arrumar é termo mais antigo que arranjar, pelo menos na acepção de que estamos tratando, e arranjar é que parece ter-se instalado, no português europeu, a partir de uma extensão informal de um emprego originalmente restrito ao ofício dos tanoeiros.
O verbo servir com complemento indireto
No segmento «...uns e outros tantas vezes esquecidos nesse mundo subterrâneo que serve à nossa vida», o constituinte «à nossa vida» é complemento oblíquo ou complemento indireto?
Agradeço, desde já, o esclarecimento.
Preposições: «ficar traumatizado com...»
Agradecia que me esclarecessem se a frase abaixo está correta:
«Fiquei traumatizado "dessa" praia, pois para lá chegarmos andámos muito tempo!»
Obrigado.
Repetição de preposição para evitar ambiguidade
Na frase «Caminhou pela rua. Ao contrário do habitual, não se deparou com o corrupio de crianças descalças a brincar e com as mulheres sentadas a bordar. », devo repetir a preposição com?
Ou simplesmente "'Ao contrário do habitual, não se deparou com o corrupio de crianças descalças a brincar e as mulheres sentadas a bordar. "'
Obrigado!
Adjunto adnominal: «todos nós»
Por favor, frase:
«Todos nós ganhamos pouco.»
A palavra todos é adjunto adnominal?
A palavra nós é núcleo do sujeito ou é aposto?
Obrigado,
