O uso da palavra não como prefixo de negação
Ultimamente, tenho percebido o uso cada vez mais freqüente (ou frequente, pelo novo Acordo Ortográfico) da palavra não como prefixo de negação com relação a um adjetivo ou substantivo posterior como em: não-nascido (o que não nasceu) e não-ajustamento (ato de não ajustar). O que me chama atenção é a sutil diferença semântica entre usar o não e outro prefixo que indique negação: desajustamento, assim, me parece significar o «ato de fazer com que fique sem ajuste», enquanto não-ajustamento seria «o ato de não ajustar, de deixar de ajustar». Essa percepção estaria correta? De fato há uma diferença semântica entre usar um não e usar, se for possível, um prefixo como in ou des?
Muito obrigado!
Exemplos de registo popular da língua
Pode-se considerar «ardil», «mui leda», «despois de ...», «cousa», «senão ajuntar...» como exemplos do uso do registo popular da língua?
Príncipe e grão-duque
No nosso idioma, um príncipe e um grão-duque de um principado e de um grão-ducado independentes devem ser chamados apenas de «príncipes soberanos», ou também de «príncipes reinantes»? Se as duas denominações forem legítimas, haveria uma terceira?
Caberia o hífen entre as duas palavras? Elas estão sujeitas a flexão de gênero?
Gratíssimo.
Como se diz trofense e bejense
Ouvindo os jornalistas do futebol na rádio e na televisão, oiço-os sempre dizer — mal, na minha opinião — "tròfense", com o "o" aberto. Presumo que seja por se dizer o topónimo Trofa com a tónica no primeiro "a", mas também temos Escócia e dizemos /eskucês/ (e não "eskócês").
Ou /kunimbricense/ (e não "kônimbricense" nem "kónimbricense"); ou /kulumbense/ (e não /"kôlômbense"); ou /turreense/ (e não /tôrreense" nem /tórreense"); ou /furense/ (e não "fórense" nem "forense"); ou /kongulês/ (e não "kongôlês"); ou (/guês/ (e não "gôês"), /mussambikanu/ (e não "môssambicanu"); etc, etc.Já agora: e bejense (também oiço ora com o primeiro "e" aberto ora com o "o" fechado)?
Gostava de saber a explicação fonética para estas pronúncias.
Muito agradecido.
Artesanalidade
Felizmente que desse lado há sempre alguém com quem podemos contar para manter viva a chama da língua portuguesa. Obrigado!A minha questão (que até pode parecer descabida, mas...):Como definir, no seu todo, as características artesanais intrínsecas de um determinado motivo? "Artesanalidade"?
Sobre a aceitabilidade das pronúncias regionais (Portugal)
Sendo de Castelo Branco, ao mudar-me para Évora, fui "criticado" por uma maneira minha de falar que passarei a explicar. Se eu falar lentamente, direi: «A água está quente», p. ex. na oralidade formal. Porém, ao falar numa corrente familiar e com amigos, ao falar mais rapidamente, para tornar a frase menos complicada de dizer (inconscientemente...), direi algo do género: «Aiágua xtá quente.»
Erro ao tornar inconscientemente a frase mais simples de dizer?
Ou, cada vez que falo informalmente, tenho de "silabar" cada palavra dafrase?
Para terminar, gostaria de saber se é correcto que um professor exija que eu diga «Eu vi ú cão» (em vez de «eu vi o cão»), "Hugo" (em vez de "Hugo") e "coalho" em vez de "coelho".
Desde já obrigado e parabéns pelo magnifico estado deste site.
Sobre a formação da palavra preconceito
Queria saber se a palavra preconceito é composta por aglutinação. Obrigada.
Palavra para designar a avaliação ou o nível de literacia
Gostaria de saber se a palavra "info-literacia" existe, para designar a avaliação ou o nível de literacia de uma comunidade na área das TIC.
Se não existe, que palavra poderá designar esse conceito?
Ainda «O homem corria e, todavia, era lento»
Parece-me estranha, na frase apresentada pelo consulente Nuno Pinho Melo em 5/2/2009, a coocorrência das conjunções e e todavia, embora admitida pelos distintos consultores Carlos Rocha e Rui Gouveia. A par da evidente redundância, pois ambas têm valor adversativo, ainda há o empobrecimento do estilo e da concisão.
«O homem corria, mas era lento» ou «O homem corria, e era lento» ou «O homem corria, todavia era lento». Mais simples e mais elegante.
A propósito de lusofonia e lusografia
Porque é que denominam de "lusofonia" escritas que de "phones" ou sons nada têm, sendo exclusivamente grafias?
Não se deveria escrever "lusografia"?
Penso que sim!
É um dos erros sistemáticos dos teóricos da "Língua Escrita" e digo assim porque não têm voz, com frequência de som, sua intensidade e duração cronológica do timbre vocálico que aparece escrito.
Grato por resposta.
