Oração coordenada adversativa com valor de copulativa
Gostaria que me esclarecessem o seguinte: nas frases «Fernão Lopes foi um bom historiador, mas também foi um excelente cronista.» e «A NASA tem uma vertente científica muito importante, mas preocupa-se também com a preservação da História.», as orações coordenadas são ambas adversativas ou são copulativas, uma vez que "também" adiciona informação?
Complemento indireto não animado
Na frase «Ele aludiu aos assuntos com entusiasmo», "aos assuntos" é complemento indireto ou oblíquo? Eu posso substituir pelo pronome "lhes" (Ele aludiu-lhes com entusiasmo), mas "aos assuntos" não é "a quem"!
Dona sem senhora é possível?
Em que contextos se deverá usar a forma de tratamento "Dona" com uma senhora? E é incorreto/impróprio, em casos de inexistência de proximidade familiar ou com um colega, utilizar apenas o nome próprio, com o verbo conjugado na terceira pessoa? Por exemplo, nas frases: «D.ª Maria, não se esqueça da sua chávena de chá», «Maria, não se esqueça da sua chávena de chá», quando é que cada uma das formas de tratamento é aceitável?
A grafia dos nomes próprios antigos
Como é que se devem escrever agora nomes próprios antigos, por exemplo, Anthero de Figueiredo ou Antero de Figueiredo? Como citar nomes de publicações antigas, "A Illustração Portugueza" ou "A Ilustração Portuguesa"?
Obrigado.
Infinitivo nas orações completivas não finitas
Fiz aqui uma pesquisa e, apesar de este tema ser abordado amiúde, não consegui encontrar um esclarecimento cabal para a minha dúvida.
Na frase "há vários interessados em ser transferidos" o auxiliar 'ser' deve ou não ser flexionado?
Grata desde já.
Adjetivos numerais e adjetivos qualificativos
Na frase «Aos primeiros raios de sol, saí de casa», «primeiros» é um adjetivo numeral ou qualificativo?
Obrigado.
Oração subordinada adjetiva relativa restritiva ou substantiva relativa sem antecedente?
Num manual do 9.º ano de escolaridade, a oração «onde nos vimos pela primeira vez» na frase «Fui jantar com o Pedro ao restaurante onde nos vimos pela primeira vez.» surge classificada como oração substantiva relativa, desempenhando a função sintática de modificador do grupo verbal. Contudo, a oração em análise não é uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva (com função sintática de modificador restritivo do nome)?
«Já que me não querem ouvir os homens»
(Padre António Vieira)
(Padre António Vieira)
Atendendo às frases: «Já que me não querem ouvir os homens» (P.e António Vieira) e «Já que os homens não o querem ouvir», podemos dizer que o pronome me, tal como o pronome o, desempenham a função de complemento direto? Inicialmente, parecia-me inequívoca esta análise, mas, tendo em conta que é possível a construção «Já me ouviram muitos disparates», ponho duas hipóteses: 1.ª – trata-se de um complemento indireto (me); 2.ª – trata-se de um complemento direto e, no último exemplo, a construção exige e admite o complemento indireto (me – a mim) por conter um complemento direto (muitos disparates).
Muito obrigada.
O infinitivo com sujeito acusativo
Na frase «A avó deixava o neto mergulhar.», que função sintática desempenha o grupo nominal o neto, complemento direto da forma verbal "deixava" ou sujeito da forma verbal "mergulhar"?
Como assinalar o refrão
Gostaria de saber como devemos assinalar o refrão de uma cantiga de amigo, quando fazemos o seu esquema rimático. Alguns livros indicam que devemos registar a letra R para identificarmos o refrão neste tipo de cantigas (ex: aaR/bbR/aaR/bbR); outros referem que devemos seguir a lógica da elaboração do esquema rimático e, neste sentido, mudamos a letra do alfabeto conforme muda a rima das palavras, embora a rima do refrão deva ser registada com letra maiúscula (ex: abbaCC/deedCC/fggfCC). Qual destas situações é a correta?
Obrigada.
