DÚVIDAS

Deíticos de 2.ª pessoa
Tenho consultado várias gramáticas e verificado que apontam como deíticos pessoais todos os pronomes pessoais e os possessivos à exceção dos que se referem à 3.ª pessoa (ele/ela/eles/elas; seu/sua/seus/suas). Mas, na verdade, os possessivos de 3.ª pessoa não deverão ser considerados deíticos pessoais também? Vejam-se estes exemplos: "Sr. Lopes, o seu irmão ligou-lhe esta manhã." / "Este livro é seu, Sr. Lopes?" Nas frases dadas, "seu" relaciona-se com o "Sr. Lopes", pessoa que, dado o protocolo de tratamento entre o locutor e o interlocutor, se subentende ser tratada por "você/Sr.". Então, "seu" (e as outras formas dos pronome possessivos) não deverão pertencer ao quadro dos deíticos pessoais?
«Está claro» e outros marcadores conversacionais
Algumas expressões aparecem entre vírgulas, nos textos. Mas essas expressões não alteram o sentido do texto no qual estão — as expressões — inseridas. Como, por exemplo: «Algumas informações são arquivadas de uma forma privilegiada, dependendo, é claro, do volume emocional.» Sobre o termo «é claro», como posso chamá-lo? Refiro-me num contexto geral, com relação, é claro, a todas as expressões que possam estar no mesmo lugar do termo «é claro» em outras orações. Como são chamados esses termos que, quando eliminados, não alteram o sentido da oração, e sempre aparecem entre vírgulas?
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