DÚVIDAS

A existência de formas convergentes e divergentes dentro da língua
Qual é a explicação histórica para a existência de formas convergentes e divergentes dentro de uma mesma língua, como o português? Qual é a importância do conhecimento destas formas para o professor e o aluno da língua materna? Transpondo estas ponderações para o ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras, qual é a importância do conhecimento de formas convergentes e divergentes para o professor e o aprendiz de línguas aparentadas como o espanhol e o português? Obrigada.
Sobre a história da letra s no Brasil e em Portugal
Estou concluindo um estudo comparativo entre um dicionário português, de 1806, e o primeiro dicionário brasileiro, de 1832. Este brasileiro é, inegavelmente, um plágio do português, quase apenas com a diferença de que usa o s curto, e o português, o s longo, também chamado "s visigótico". Pelo que pude pesquisar, o s longo deixou de ser usado em Portugal na passagem do século XVIII para o XIX. Este fato ocorreu por mera casualidade, ou decorreu de alteração ortográfica oficial? No Brasil, apenas um livreto foi impresso clandestinamente, em 1747, com uso do s longo.
Espanha e Allende
O nome do nosso país vizinho é escrito lá assim: España, com um ñ. E nós escrevemos nh para que a pronúncia seja a mesma. Não faria sentido escrever "Alhende" em vez de Allende? Sim, eu sei que «não se traduzem os nomes próprios». Mas eu não estaria a traduzir o significado do nome mas apenas a manter a sua pronúncia. Se não podemos mesmo mexer nos nomes próprios, então um nome árabe teria de ser escrito com grafia árabe, certo? Obrigado pela vossa resposta!
Sobre a história da colocação do til
Gostaria fosse mais bem esclarecida uma questão que, na minha opinião, não foi muito bem tratada em perguntas já feitas anteriormente: http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=20712 http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=21126 Lembro-me de que desde a escola primária que frequentei no Brasil as professoras sempre chamavam a atenção dos alunos para a não colocação do til no ditongo nasal (ão, ãe e õe) sobre a primeira vogal, e não entre as vogais como era comum alguns assim escreverem. Tal fato ainda pode ser observado de forma não rara na escrita manuscrita dos brasileiros, embora isso seja taxado como uma ignorância das pessoas de baixa classe social... Quando me mudei para Portugal fiquei intrigado pelo assunto ao me deparar com esta mesma característica, não só na escrita manual como também nas publicidades das lojas. O que me deixou ainda mais curioso por isto foi constatar que numa nas poesias escritas no mausoléu de Alexandre Herculano no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, também lá estava o til colocado entre as vogais do ditongo... Já observei tal fato também em alguns textos manuscritos portugueses do século XVII que tive a oportunidade de ter acesso. Por favor, poderiam sanar esta minha dúvida se haverá alguma razão plausível para esta característica encontrada em Portugal e no Brasil. Muito obrigado pela atenção. Coloco algumas ligações de exemplos sobre este assunto: Placas no Brasil: http://www.placaserradas.com.br/fotoshtm/foto_088.htm http://www.placaserradas.com.br/fotoshtm/foto_191.htm http://www.placaserradas.com.br/fotoshtm/foto_154.htm http://www.placaserradas.com.br/fotoshtm/foto_088.htm Placas em Portugal: http://www.flickr.com/photos/47703573@N02/ Poesia de Alexandre Herculano: http://www.flickr.com/photos/47703573@N02/4371253147/sizes/l/
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa