O adjectivo chopiniano
Uma vez que os músicos festejam neste ano de 2010 o bicentenário do nascimento de Chopin (1810-1849), pergunto se poderá usar-se o adjectivo “chopiano/a” como referente a este grande compositor. De facto, não encontrei em algum dicionário o termo. E se não existe poderá usar-se como um neologismo entre aspas ou não será necessário usá-las? A frase que desejava escrever é a seguinte: «A "Grande Polonesa brilhante para piano e orquestra, em mi bemol maior" (cfr. http://www.youtube.com/watch?v=_PY0NFC4aEw) é, de facto, uma das obras-primas chopianas.»
Obrigado pela vossa ajuda.
Sobre a grafia de Kinshasa
Como no artigo n.º 141 (Pelourinho) ou na recente resposta A grafia de algumas capitais africanas não foi mencionada a grafia em português de Kinshasa, pergunto se não seria mais correcta a sua transliteração, ou seja, "Kinchassa"?
Agradecendo a vossa resposta, aproveito para chamar a atenção para tantos outros vocábulos toponímicos (e onomásticos) que continuam à espera da correcção das suas grafias.
Governança e "governância"
Gostava de saber se, no novo acordo ortográfico, foi introduzida a palavra "governância".
Caso não tenha sido, a palavra pode ser utilizada num trabalho académico? Em que circunstâncias?
Obrigada.
Aprovisionar e provisionar
Gostaria de saber qual das seguintes palavras, provisionar ou aprovisionar, é mais correcto utilizar, considerando o seguinte contexto:
«A conta depósitos à ordem do cliente deverá estar provisionada/aprovisionada, caso contrário a ordem será recusada.»
Está em causa a conta ter saldo disponível, ou seja, ter provisão financeira.
Obrigado.
O plural do antigo real
Tendo lido recentemente o artigo de Rui Tavares, onde é referida a curiosidade sobre a manutenção do Y do rei D. José, ocorreu-me uma velha dúvida relativa ao plural do antigo real português e brasileiro. Sei que o plural original, reais, se foi fixando em réis durante o reinado de D. Sebastião, começando então a surgir em documentação de meados do terceiro quartel do século XVI até ao início do século passado.
Lendo a resposta de A. Tavares Louro, de Maio de 2007, sobre a mesma questão, fiquei sem perceber se a grafia do plural réis (com o acento agudo, portanto) se deve manter, nomeadamente em trabalhos actuais sobre história económica ou numismática (onde o termo não está de todo obsoleto), ou se se deverá optar pelo plural reis (como «reis de copas e espadas»).
Adicionalmente, também pergunto se na grafia dos nomes de moedas, como o real, o escudo, o franco ou o euro deverão ser usadas as maiúsculas iniciais, ou tudo em minúsculas.
Grato pela vossa atenção.
«Conseguiu com que...»
Tenho uma dúvida nesta frase:«Por estar envolvido no processo de reabilitação, o FCOP conseguiu com que a amostra fosse cortada em troços de 0,60 mm de largura e transportada para o CNDP de modo a ser submetida a ensaios de carga.»A palavra com («conseguiu com que») é descabida? Ou pode ser usada?Obrigado.
A legitimidade da palavra tematização
Parabéns pelo vosso trabalho.
Gostaria de saber se se pode usar legitimamente a palavra "tematização" (no sentido de tratar um tema (ou temática), abordá-lo, dissertar acerca dele). Ligada ao verbo "tematizar", não encontro a palavra nos dicionários, embora me pareça intuitiva e bem construída.
Obrigada desde já.
A capital da República da Macedónia
Será que existe alguma grafia portuguesa para a capital da República da Macedónia, Skopje? Será "Escópia" uma alternativa, como se vê por vezes escrito?
Obrigado pelo esclarecimento.
O significado da expressão «olho por olho, dente por dente»
Agradecia me explicassem a origem e o significado da seguinte expressão:
«Olho por olho e dente por dente.»
Meus agradecimentos.
A palavra gerzeli
(Bela Infanta, de Almeida Garrett)
(Bela Infanta, de Almeida Garrett)
No texto Bela Infanta, de Almeida Garrett, a palavra gerzeli o que significa?
