Sobre o rotacismo na história e na dialectologia do português
Prezada equipa do Ciberdúvidas, agradeço-lhe pelas respostas sempre esclarecedoras e por verdadeiramente manter um intercâmbio entre as diferentes variantes da nossa língua portuguesa. Estou a fazer um trabalho na escola sobre alguns fenómenos fonéticos. Gostaria que, se possível, auxiliassem-me nesta tarefa. Minha professora passou um livro, A Língua de Eulália, de Marcos Bagno, que descreve com uma novela sociolinguística o tema proposto para o trabalho, o rotacismo. Procurei num outro livro, Preconceito Linguístico, de Marcos Bagno também, que descreve apenas o dito fenómeno num ponto que visa apenas o preconceito e a discriminação. Gostaria de uma explicação linguística adequada e uma descrição do fenómeno na língua portuguesa. O que ele é? Ele ocorreu no passado, logo no início da língua? Ocorre hoje? É adequado à língua moderna? Como é a relação deste fenómeno com o preconceito e a discriminação?
Desde já, adianto-lhes meus agradecimentos.
A sintaxe de mentir
Qual é a regência do verbo mentir?
Obrigado!
A palavra auferição
A palavra "auferição" (de auferir) é legítima? Soa-me mal e não a encontro dicionarizada, mas disse-a espontaneamente, juntamente com salário, remuneração e vencimento, quando uma colega me perguntou por sinónimos de ordenado...
Obrigado pela atenção!
«Comprar por» e «comprar a»
«Comprei um sabonete a R$1,00» ou «comprei um sabonete por R$1,00»?Que preposição usamos quando informamos o preço de um produto?
«Se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha»
Deve dizer-se «Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé», ou «Se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha».
As expressões «o que se passa aqui não se passa no Vaticano» e «algo vai mal no reino da Dinamarca»
Podiam-me explicar de onde surgem, e o que significam na realidade, as seguintes expressões idiomáticas, muito utilizadas em Portugal, e que eu não consigo entender correctamente: «o que se passa aqui não se passa no Vaticano» e «algo vai mal no reino da Dinamarca»?
Agradecido pelo comentário possível.
A regência do verbo agasalhar-se
Gostaria de obter uma breve explanação acerca da regência do verbo agasalhar. A razão disto deve-se ao fato de ter encontrado tal vocábulo na seguinte frase de uma oração: «Milagrosa Virgem do Rosário de Pompéia, eu me agasalho à Vossa proteção, entregando-me à Vossa vontade e...» Seria correto o emprego do acento grave após aquele verbo?
Obrigado.
A palavra pessangas (canção de Rui Veloso, Portugal)
Apesar de estar a escrever do Brasil, sou nascido e vivi boa parte da minha vida no Porto, Portugal. Na minha infância e adolescência, em brincadeiras de rua, usei muitas vezes a palavra "passangas", junto com os companheiros de brincadeiras. Ela aparece na letra de uma canção de Rui Veloso, numa variante que eu desconhecia, "pessangas", mas com um significado implícito igual, isto é, referindo-se a um pedido de tréguas, de interrupção ou pausa na brincadeira. Não encontro nenhuma referência a esta palavra em dicionários ou enciclopédias. Será que me poderiam dar alguma orientação sobre a etimologia da palavra? Antecipadamente agradeço, enviando os meus cumprimentos pelo site e sua inequívoca utilidade.
A classe gramatical de que em «Poluída que estava, a praia foi interditada»
Na oração «Poluída que estava, a praia foi interditada», qual seria a classe gramatical da palavra que?
Ainda sobre o advérbio nomeadamente
A respeito da questão intitulada O advérbio nomeadamente como «muleta da linguagem», não é este advérbio anglicismo de namely, perfeitamente dispensável e substituível?
