Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Patrícia Sanches Vendedora Faro, Portugal 281

Gostaria que me tirassem algumas dúvidas quanto ao uso do indicativo e conjuntivo com verbos de opinião.

As gramáticas indicam que depois de verbos de opinião na forma afirmativa usamos o indicativo e depois da negativa usamos o conjuntivo.

a) Acho que o livro está na biblioteca.

b) Não acho que o livro esteja na biblioteca.

Seria agramatical dizer o seguinte?

c) Acho que o livro não está na biblioteca.

d) Achei que o livro estivesse na biblioteca.

De acordo com a regra, d) não deveria ser «Achava que o livro estava na biblioteca»?

E quanto às seguintes frases?

(e) Não achei que o livro estava na biblioteca.

(f) Não creio que hoje fico em casa.

E uma última questão, o verbo acreditar segue a mesma regra que os restantes verbos de opinião ou há alguma exceção?

(g) Acredito que o livro está na biblioteca.

(h) Não acredito que o livro esteja na biblioteca.

Com este verbo, soa-me melhor ouvir as duas formas, afirmativa e negativa, no modo conjuntivo.

Pedia que me confirmassem se estão corretas as frases.

Caso sejam gramaticais, qual é, afinal, a regra para o uso indicativo e conjuntivo com os verbos de opinião?

Obrigada!

Sávio Christi Papel, chapéu Vitória (Espírito Santo), Brasil 333

Li em algum lugar (não me lembro em qual) que, por razões semânticas, as palavras papel e chapéu não são consideradas como uma rima no idioma português...

Isso procede?

Muitíssimo obrigado e um grande abraço!

Sávio Christi Ilustrador, quadrinista, escritor, pintor, letrista e poeta Vitória (Espírito Santo), Brasil 268

Por que o Acordo Ortográfico de 1990 unificou a grafia de "Cingapura"/"Singapura", e não fez o mesmo com "berinjela"/"beringela"?

Muitíssimo obrigado e um grande abraço!

Luís Pereira Professor Coimbra, Portugal 376

Podiam ajudar-e a confirmar se o constituinte «da comarca de arredores» é complemento do nome pessoas?

A frase é: «E recolherom-se dentro à cidade pessoas da comarca de arredores.»

Parece-me que é porque faz parte do sujeito, mas tenho dúvidas.

Obrigado pelo descanso que nos dão enquanto professores. Felicitações pelo vosso maravilhoso trabalho.

André Luiz de Souza Professor Nepomuceno, Brasil 415

Outro dia, numa conversa casual, certa pessoa disse a seguinte frase:

«A Atena (nome de um cão) anda cheia de quereres!»

Outra pessoa comentou que a frase estaria errada, e que o certo seria «cheia de querer», no singular.

De fato, a expressão conhecida, até onde me lembro, aparece no singular.

Achei exagerada essa acusação de erro, primeiro, porque a língua é viva e pode naturalmente se inflexionar; e, segundo, de nenhuma maneira me parece que o sentido da frase foi perdido no plural; e, finamente, é possível justificá-lo, acredito, argumentando que a pessoa que usou a expressão tratou a palavra querer como um substantivo.

Consigo imaginar perfeitamente uma situação em que quereres sejam contáveis: 1 querer, 2 quereres, 3...

Bom, estou longe ser um entendido da língua e gostaria de saber como se pode elucidar essa questão.

«Cheia de quereres» a mim é totalmente inteligível, mas o que podem me dizer os estudiosos? Como a gramática funciona neste caso?

Desde já agradecido abraço

Antónia Barradas Professora Lisboa, Portugal 312

Na frase «Nas últimas férias, fiz a minha primeira viagem de avião», devo considerar «de avião» complemento do nome ou complemento oblíquo, uma vez que o verbo "fazer", neste contexto, é transitivo direto?

José Garcia Formador Câmara de Lobos, Portugal 269

Li num dicionário acerca da definição de antecedente o seguinte:

«termo a que se refere o pronome relativo

Esta definição está completa? Não se deveria incluir os pronomes pessoais?

Ex.: «Nos debates televisivos falou-se de muitos assuntos. Eles foram pertinentes para o meu conhecimento.

Obrigado.

Geobson Freitas Silveira Funcionário público Bela Cruz, Brasil 177

Qual frase está correta ou ambas estão?

«Ganhei como prêmio um cheque de um mil reais.»

«Ganhei como prêmio um cheque de mil reais.»

Sávio Christi Ilustrador, quadrinista, escritor, pintor, letrista e poeta Vitória, Brasil 194

Aprendi que o pronome quem concorda com a terceira pessoa do singular.

Por que então há exceções?

Exemplo 1: «Quem são vocês?»

Exemplo 2: «Foram eles quem fizeram essa bagunça?»

Muitíssimo obrigado e um grande abraço!

Celso Pereira Professor Portugal 351

Na frase «Todos concordaram com o que você fez ontem», como classificar a oração «com o que você fez ontem»?

Julgo que será subordinada substantiva relativa, mas estou com dúvidas.