DÚVIDAS

Fora e dentro, advérbios (DT)
Na frase «Desatou a correr pela aldeia fora», o vocábulo fora continua a pertencer à classe dos advérbios? Se assim for, a que subclasse pertence? Não consigo integrá-lo em nenhuma. Aqui o advérbio fora modifica o nome e não o predicado, logo não pode ser um advérbio de predicado, mas também não se encaixa em nenhuma das outras classes. O mesmo acontece com o advérbio dentro na expressão «Pela casa dentro». Na gramática tradicional, eram advérbios de lugar, e na nova terminologia? Pensando melhor, «pela aldeia fora» é uma locução adverbial? Sendo assim, classifico-a naturalmente como locução adverbial de predicado. Será? Não vejo outra hipótese.
Ainda a etimologia de foja
Fiz esta questão, tendo obtido a seguinte resposta: «Etimologia de foja «[Pergunta] Gostaria de obter ajuda na busca da origem da palavra foja, substantivo que dá nome à Quinta e ao rio Fôja, situados entre Montemor-o-Velho e a Figueira da Foz. Terá que ver com o espanhol hoja (começou por se escrever rio Eije)? Ou com foice (já se escreveu depois rio Foixe). Há quem relacione o topónimo com a palavra fôjo, uma vez que existia na mata de Fôja um couto de caça. Porém, estou pessoalmente mais inclinado para que a origem esteja precisamente em folha ou em foice, uma vez que ambas descrevem bastante bem a morfologia que o vale do Fôja evidencia, em forma de folha ou foice. Então será etimologicamente possível a passagem de Fovea a Eije durante a Alta Idade Média, e depois recuperar o f inicial para Foixe? Parece-me um exercício improvável. E qual a sua opinião pessoal? Parecem-lhe improváveis as explicações que estou a seguir? Desde já agradecido pela atenção dispensada. (Leonel Gonçalves, Portugal) «[Resposta] Segundo José Pedro Machado, no seu Dicionário Onomástico Etimológico, o topónimo Foja provém de fojo. O grande etimologista, dicionarista e arabista acrescenta que em 1258 havia Fogia. É no latim fovĕu, por fovĕa, «cova», que assenta o vocábulo fojo. Tudo quanto o consulente diz a mais, portanto, nada tem que ver para o caso, é pura imaginação. (F. V. P. da Fonseca :: 07/12/2006)» Portanto, segundo o sr. F. V. P. da Fonseca, o topónimo Fôja é matematicamente provindo de fovĕu, que passou a fovĕa, seguindo a teoria do ilustre José Pedro Machado, para passar a fojo. Nesse caso, como explicar as formas utilizadas pelos frades Crúzios durante a Idade Média, Eije e Foixe?
Estações, dias e meses: com minúscula inicial
Segundo o Novo Acordo Ortográfico, as palavras que nomeiam as estações do ano, os dias da semana e os meses perderam a letra maiúscula e tornaram-se nomes comuns. Estarei certo ou errado? Na eventualidade de serem nomes comuns, eu concordo mais com a atribuição da subclasse «Nome comum concreto», pois são períodos de tempo específicos. Nas quatro estações do ano decorrem determinados acontecimentos associados às respetivas estações do ano: para os habitantes do Hemisfério Norte, o Natal é no Inverno, a Páscoa é na Primavera e as Férias Grandes são no Verão. Gostaria que me confirmassem a veracidade ou não desta questão, pois já li noutros lados que as estações do ano também poderão ser considerados nomes comuns abstratos.
Análise sintática de frase «Eu permiti aos alunos...»
De antemão, peço desculpas pelas muitas perguntas. Na frase «Eu permiti aos alunos estudar/estudarem Português»: O sujeito de «estudar» é preposicionado, ou a preposição é expletiva? O verbo é transitivo direto e indireto? A expressão «aos alunos» é objeto indireto e sujeito? Gostaria que respondessem a todas as perguntas da maneira mais didática possível, pois tenho certa dificuldade com a gramática da língua portuguesa.
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