Relativa sem antecedente, conjuntivo e coesão temporal
Li a seguinte frase: «O que tiveres feito para a enfurecer, sugiro que pare agora.»
A minha dúvida é se é correto mudar o tempo verbal para : «O que tivesses feito para a enfurecer...» ou «o que tenhas feito para a enfurecer, sugiro que pare agora».
Se não me engano, o uso do verbo ter no futuro do conjuntivo (tiveres) refere-se a uma ação que pode ou não acontecer no futuro, mas acho que a frase no exemplo acima, «O que tiveres feito para a enfurecer, sugiro que pare agora», tem sentido passado.
Muito obrigada antecipadamente pela ajuda!
Tradução da Odisseia: «"oucos" manes»
Olá! Encontrei numa tradução antiga de Odorico Mendes da Odisseia de Homero a expressão "oucos manes".
Pesquisando, encontrei essa mesma expressão usada por Leonor d'Almeida Portugal [Marquesa de Alorna]:
«As terríficas sombras, oucos manes/ Ante ela lugar dão a seus furores.»
Mas "oucos" não existe em nenhum dicionário que consultei.
Há uma nota relacionada a esse verso, em que o editor diz acreditar que seja "ocos manes", pois também não encontrou a palavra "oucos".
"Oucos" poderia ser a grafia de "ocos" dos séculos XVIII ou XIX?
Obrigado!
Regência do verbo trazer
O assunto que me traz é relativo à regência do verbo trazer.
Se pretendermos trazer algo à tona – algum assunto – ou despertar alguma emoção: «A postura sisuda, com a qual ela chegou, trouxe-o de novo para a realidade.»
Ou será «A chegada sisuda dela trouxe-o de novo à realidade»?
Portanto, a minha dúvida é se, de facto, esse verbo pode ou não estar sujeito a uma regência.
Obrigada!
Sintaxe e locuções prepositivas
Na frase «Mais de uma mulher foi eleita para a câmara», qual a função sintática da palavra mais?
Qual o núcleo do sujeito da oração?
Obrigado.
Uma hipálage de "O sentimento de um ocidental" (Cesário Verde)
Gostaria de saber se no verso «Um cheiro salutar e honesto a pão no forno», do poema "O sentimento dum ocidental", de Cesário Verde, estamos perante uma hipálage.
Os meus agradecimentos, desde já.
O adjetivo senil
É correto dizer que uma pessoa de idade avançada é senil?
Ou a senilidade tem de ser associada a perda de capacidades mentais ou físicas?
Obrigado.
Vírgula e advérbio não duplicado
Leio constantemente a construção do tipo «Não vejo problema em discutir o tema, não» ou simplesmente «Não há problema nisso, não».
Mas qual seria a justificativa para a vírgula antes do segundo não?
Grato!
Preposições: «Qualificação de/em informática»
Diz-se «concluiu a qualificação de informática» ou «concluiu a qualificação em informática»?
Maiúsculas iniciais em compostos: «Major-General»
Depois da publicação do novo acordo ortográfico, as palavras compostas nos postos militares deixam-me imensas dúvidas. Por exemplo: tenho visto escrito "Major-general" e "Major-General" quando aplicado a uma pessoa em concreto: «Major-general Bento Soares» ou «Major-General Bento Soares».
Não tenho dúvida na utilização do posto major-general quando não associado a uma pessoa em concreto, por exemplo: «vi um major-general a passear na minha rua».
Em relação ao primeiro caso, associado a um nome concreto, qual é a forma mais correta de escrever?
Será "Major-general" ou "Major-General"?
Gostava que me esclarecessem sobre esta dúvida.
Obrigado
A classificação do Sermão de Santo António aos Peixes
Como se pode classificar o "Sermão de Santo António aos Peixes"?
Pergunto isto porque, estou na dúvida entre três aspetos, nomeadamente: o texto é um sermão, é uma alegoria e é um texto argumentativo. Como tal, qual ou quais das opções será a que classifica corretamente este texto?
Obrigado.
