O substantivo míni
"Míni" é como habitualmente nos referimos [em Portugal] a uma cerveja pequena, de 15ml a 25ml. Como devemos formar o plural no exemplo abaixo?
«Dê-me duas míni, por favor!»
Ou «Dê-me duas mínis, por favor!»
Obrigado
Ato ilocutório diretivo indireto: «Agora é tempo de...»
Poder-me-ia esclarecer sempre o ato de fala presente na frase «Agora é tempo de tornar reais as promessas da Democracia», presente no discurso de Martin Luther King?
É possível considerar um ato de fala diretivo? E assertivo?
Muito obrigado.
A expressão «estar a fim de (algo/alguém)»
Na expressão «estar a fim de algo/alguém», e.g., (1) «estou a fim de você» ou (2) «estou a fim de ver um filme», qual função sintática da locução «a fim de» bem como da partícula que a sucede: (1) «você» e (2) «ver um filme»?
Seriam iguais em ambos os casos ou assumiriam funções diferentes?
Desde já exprimo meu sentimento de gratidão e apreço pelo vosso trabalho!
A conjunção que e ênclise pronominal
Gostaria de saber o porquê da Vunesp dar essa frase como correta:
«apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo originou-se do latim "calculus',»
Aquele "que" ali não seria palavra atrativa, puxando o pronome reflexivo ali antes do verbo?
O nome súper e o prefixo super
Deparo-me que a palavra "súper" começa a aparecer com acento, mas que em algumas ocasiões não tem. Qual é a regra?
Sozinha, a palavra tem sempre acento?
Há alguma ocasião em que não tenha?
Quando aparece em palavra composta, nunca tem acento?
Gostaria da vossa ajuda, por favor. Obrigada
O topónimo Cagliari
Como deve ser escrito o topônimo italiano Cagliari em língua portuguesa e qual seria o seu gentílico?
Pesquisando na Internet me apareceram as seguintes formas: "Cálari", "Cálhari" e "Cálher". Caso exista mais de uma forma correta, qual seria a mais usual?
Sobre os topónimos Sande, Sendim e Sinde
A pergunta é se há estudos sobre a hipótese de Sande e Sendim serem topónimos celtas?
Leigamente, parece haver indícios de serem parte do substrato. Estes são topónimos foneticamente próximos extremamente comuns nos territórios da Galécia, como Sande em Lamego, ou mesmo o vizinho de Sendim da Serra, Sendim da Ribeira. Um pouco mais a sul, encontramos Sinde em Tábua. Encontram-se desde as Beiras até ao extremo norte da península. Para Sande especificamente, é comum serem atribuídos à antroponímia (que não poderá vir ela mesma de toponímia)?
Num rápido estudo leigo; no celta insular galês, encontramos dinas para «cidade» e din para «castro» / «forte» (Pierre-Yves Lambert, La Langue gauloise). Sena é nome celta/túrdulo de Seia, mas sem sabermos significado original. Noto que no protocelta sindos seria «isto» – cf. https://en.wiktionary.org/wiki/Reconstruction:Proto-Celtic/sindos e https://en.wiktionary.org/wiki/san. Algo simploriamente, ficaria algo como "sindodin" ou "sandodin", «esta cidade».
Adicionalmente:
Diz-nos Pinho Leal, no seu Portugal Antigo e Moderno: Diccionario, «a todas as freguesias a que hoje se dá o nome de Sendim e Sindim se chamava antigamente Sandim».
Almeida Fernandes e Joseph-Maria Piel teorizam boa parte destes topónimos serem germânicos, Pinho Leal contrapõe com diferenciados arabismos e latinismos para cada localidade.
Predicativo do sujeito: «... é de Carlos»
Na frase «A Internet é de Carlos», «de Carlos» pode ser considerado predicativo do sujeito?
Sinteticamente, entendo que o predicativo pode ser representado por um substantivo. Mas, nesse caso, qual seria o critério semântico, tendo em vista que «de Carlos» não exprime uma qualidade ou informação sobre o sujeito «a Internet»?
Entidades não humanas e o adjetivo simpático
Pode um sítio ser simpático? E um objecto? É a simpatia exclusiva dos seres vivos?
Conheço uma pessoa que regularmente afirma «este sítio é simpático» ou «este jantar é simpático», mas não consegue clarificar exatamente o que isso significa. Gera-se então a discussão do que significa ser simpático e se pode ser aplicável a lugares e objectos inanimados.
O dicionário Priberam define simpático como «que inspira simpatia». Consigo conceber que isso se aplique a um local (mas não uma refeição) até ler a definição de simpatia no mesmo dicionário: «Sentimento de atração moral que duas pessoas sentem uma pela outra.» Esta definição nem dá latitude para animais serem simpáticos (discutível), mas parece de todo fechar a porta a objetos. Isto é, até ler a definição de moral: «Não físico nem material (ex.: estado moral). = ESPIRITUAL.» Um sítio pode invocar uma atração espiritual, mas se formos por este caminho temo que já nos estejamos a afastar demasiado do cerne da questão.
Recapitulando: pode a palavra simpático ser aplicada a seres não vivos?
Uso transitivo do verbo ligar
Gostaria de saber se o verbo ligar pode ser usado como intransitivo na frase seguinte que aparece nas instruções de utilização de um dispositivo médico.
«Desligue o dispositivo e ligue novamente.»
Na minha opinião, nesta frase falta o objeto direto e, por isso, deve ser alterada da seguinte forma: «Desligue o dispositivo e ligue-o novamente.»
Muito obrigada pela resposta!
