Atrás como advérbio de tempo
«Comprei esta TV dois meses atrás.»
Nesta frase como eu classificaria a palavra atrás? Advérbio de tempo? Tenho tal dúvida, pois os dicionários classificam a palavra atrás como advérbio de lugar...
A pronúncia e o significado do adjetivo primevo
Gostaria de saber se a palavra "primevo" se pronuncia com "e" aberto ou fechado.
O verbo fantasmar
Existe o verbo fantasmar? Pode dizer-se: «o mapa de África é fruto do fantasmar do colonizador»?
Obrigada por esclarecer o significado desta palavra.
A grafia e o significado de espírita
Qual a grafia correta: "espírita" (com acento) ou "espirita" (sem acento)?
Ainda a sintaxe do verbo demorar
Em relação a uma pergunta referente ao tema acima, datada de 9/5/2014, a professora Sandra Duarte Tavares respondeu o seguinte:
«1) A única estrutura correta é "Vai demorar um pouco para eu ser profissional". O sujeito da oração infinitiva "para eu ser profissional" deve ter o caso nominativo, pelo que só é legítimo o uso do pronome pessoal eu. 2) Uma frase equivalente à anterior seria: "Vai demorar para que eu seja profissional." 3) Não, o sujeito do predicado "vai demorar" é toda a oração completiva "para eu ser profissional": "Isso vai demorar." 4) O uso de para é correto.»
A minha pergunta é: por que o uso de para nessa estrutura frasal com o verbo demorar (e também com o verbo levar) é correta, se sujeito nunca deve vir regido por preposição? Qual é a particularidade que existe aí?
Obrigado.
Mozarela no feminino ou no masculino?
Parece-me existir alguma falta de concordância nos dicionários no que ao género de «mozarela» diz respeito. Devemos escrever «o mozarela» ou «a mozarela»?
Obrigado.
«Ao meio» e «a meio»
Diz-se «Dobrar uma folha ao meio» ou «Dobrar uma folha a meio»? A segunda formulação parece-me ser a correta, mas ouço quase sempre a primeira.
Muito obrigado!
«Mandar buscar» e «mandar construir» na voz passiva
Com vista à corroboração da conformidade de frases passivas que integrem o verbo mandar com a norma-padrão, proponho a análise sintática de um período de um romance coetâneo, As Viúvas de Dom Rufia, de Carlos de Campaniço: «Uma cadeira foi mandada buscar para a prima Joaquina, (...)».
Por norma, quase todos os verbos transitivos diretos permitem uma formulação ativa e passiva. Contudo, estou em crer que, a despeito da elaboração romanesca, estejamos, provavelmente, perante uma inapropriada identificação, ensaiada pelo narrador, do complemento direto, como se este correspondesse a «cadeira», no lugar de uma oração subordinada substantiva completiva não finita, conforme pode ser ilustrado por uma construção ativa da mesma frase «Ela mandou ir buscar uma cadeira», em que «ir buscar uma cadeira» desempenha a função sintática de complemento direto, podendo ser substituído por isso ou, eventualmente, permutada por uma conjunção subordinativa completiva, procedendo-se, então, às alterações necessárias. Não obstante, não tenho a certeza de que estas cogitações da minha parte sejam completamente consentâneas, pelo que peço o vosso parecer.
Obrigado.
«No final» = «no fim»
Na última década, na televisão e de forma oral, a expressão «no final de...» tem começado a ser utilizada com abundância. Já encontrei artigos contraditórios sobre o uso de final em vez de fim neste tipo de situações. Como referência temos os exemplos de Fim a encerrar livros e filmes. Porque referir «o Final do filme»? Se uma situação tem um final, não deve também ter seu correspondente inicial? «O final do filme» e «o inicial do filme»? Qual é o sentido de se utilizar final de duas formas distintas em comparação com o seu antónimo inicial? Esta expressão deve ter origem no português do Brasil. Há referências para a utilização da expressão «Final do dia» antes do ano 2000 em Portugal?
Obrigado.
O significado de «revolução cultural» e de Revolução Industrial
O que é uma revolução cultural? E uma revolução industrial?
Obrigado.
