O coloquialismo português tá-se
Surgiu uma controvérsia em torno da expressão «tá-se bem», a que, por curiosidade, fui dar num site de conjugação de verbos onde me surgiu o verbo "estar-se". Está todo conjugado e parece-me correcto, embora tenha dúvidas se tal pode ser chamado de verbo. Apesar da dúvida, penso que se trata de assuntos diferentes.
Portanto, no primeiro caso a dúvida é se o correcto é "tá-se", ou "tasse". No segundo caso, se existe este verbo e se o se é um pronome pessoal reflexo que depois nas diferentes conjugações se ajusta ao sujeito.
Desde já agradeço a ajuda que possa receber.
O significado e a origem do brasileirismo treita
Durante a releitura de Capitães da Areia, do escritor brasileiro Jorge Amado, deparei-me com a palavra treita no seguinte contexto:
«– Tu vai longe, menino. Tu pode enricar com essas treitas» (Capitães da Areia, 2008, p. 45).
Fiquei com a dúvida quanto à acepção da palavra treita no contexto acima e a consulta ao dicionário me levou à palavra treta ou, insistindo na busca do significado, «à treita». No contexto dado, treita, assim ditongada, será alteração fonética de treta com sentido de «ação que se vale de astúcia; ardil, estratagema, manha» (Houaiss, 2009)?
A pronúncia de balaústre e balaustrada
Como se pronuncia balaústre e balaustrada?
«Até que» + conjuntivo vs. indicativo
Gostaria de saber se a locução «até que» sempre é acompanhada do verbo no subjuntivo e, se sim, porque isso ocorre.
«Eu sairei até que tudo passe.»
«O tempo ficará parado até que findem o intervalo.»
«Fico até que todos façam os deveres.»
Obrigado.
«Água é bom para a saúde»: erro de concordância?
Gostaria de saber se na frase «água é bom para a saúde», o adjetivo bom está funcionando como um advérbio, ou se ele continua como um adjetivo.
Cabo (da vassoura) vs. cabo (sobre o mar)
Gostaria de saber se a palavra cabo da vassoura (por exemplo) é homónima da palavra Cabo (de Cabo Verde ou cabo das Tormentas).
Obrigado.
A vírgula depois de travessão
Sei que se usa travessão seguido de vírgula quando a frase o exige. Por exemplo:
«Em se tratando de crime – e disso entendo bem –, não devemos ser lenientes.»
A minha dúvida é se podemos omitir a vírgula em casos como esse. Entendo que ela é gramaticalmente correta, mas pessoalmente acho muito feio. Para 1) uma pontuação visualmente mais limpa, e 2) como os travessões já quebraram a frase de qualquer maneira e separaram a primeira oração («Em se tratando de crime») da segunda («não devemos ser lenientes»), eu creio que não seria uma grande heresia omitir a vírgula. Isso procede?
Muito obrigada!
A sintaxe do verbo irromper
Acabo de ler a seguinte frase: «Ela irrompeu sobre nós de modo ameaçador».
Pergunta: «irromper sobre» faz algum sentido? «Soa-me» francamente mal.
Muito obrigado!
«Notar alguma coisa» vs. «notar em alguma coisa»
Em sentido restrito, gostaria de saber se se deve escrever «É uma sorte que ele nunca note a cor dos olhos dos outros» ou «é uma sorte que ele nunca note na cor dos olhos dos outros». Em sentido mais lato, gostaria de saber quais são as possíveis regências do verbo notar.
Muito obrigado!
«Disparar a matar» e «matar a tiro(s)»
Estou a fazer uma análise de conteúdo do discurso jornalístico sobre o crime. Deparo-me frequentemente com a expressão «morta a tiros de caçadeira» e ainda «disparou a matar». Para além da violência associada às expressões, fico com curiosidade sobre se, do ponto de vista da língua portuguesa, estarão corretamente formuladas.
Agradeço, desde já, a vossa atenção.
