DÚVIDAS

Função sintática do pronome cujo
Minha dúvida está na seguinte frase: «A casa, cuja demolição causou estrago, já era bem velha.» Surgiram duas dúvidas: uma é sobre a regência do verbo causar, isto é,  não deveria existir uma preposição antes de cuja? Por exemplo: «A casa a cuja demolição...». E a outra é sobre a função sintática. Recorri a meios e disseram-me que a função sintática da palavra cujo é de adjunto adnominal, porém o sentido não parece ser de posse («A demolição da casa...»). Gostaria que sanassem essa dúvida. Desde já, muito obrigado.
Sem-vergonha ≠ sem vergonha + sem-teto ≠ sem teto
É fato que o Acordo Ortográfico nos deixa com a pulga atrás da orelha em certas ocasiões. O tema desta pergunta [sobre o uso do hífen] é um tanto quanto difícil para muitos. Eu, pessoalmente, ainda não entendo o 5.º tópico desse tema: «Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem: além-Atlântico, além-mar, além-fronteiras; aquém-mar, aquém-Pirenéus; recém- casado, recém-nascido; sem-cerimônia, sem-número, sem-vergonha». Tanto no 4.º quanto neste tenho uma certa dificuldade. Como saber se usa-se hífen ou não? Exemplos: «Ele é um homem muito sem-vergonha!» Todos sabemos que se usa o hífen neste caso. «Aqueles são filmes sem censura.» Usa-se hífen? «Ele é sem-teto.» Sabemos que se usa. «Ele é um guerreiro valente! Um homem sem medo!» Usa-se? Enfim, gostaria de vossa ajuda, de entender bem essa nova regra. Os meus agradecimentos.
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