Restringido e restrito
Relativamente ao verbo restringir, consultei a vossa resposta em 16/04/2004, mas não fiquei esclarecida.
Restrito é exclusivamente um adjetivo? Ou seja, dizer algo como «o acesso foi temporariamente restrito» está errado?
Muito obrigado e cumprimentos.
«Pelo arco-íris» vs. «por o arco-íris»
Tenho uma dúvida suscitada por um amigo meu brasileiro.
Esse meu amigo referiu há uns dias que, no Brasil, a frase «estou fascinado pelo arco-íris» é considerada pouco apropriada para um texto erudito. Isto por muitos escritores brasileiros considerarem que a contração pelo, que é resultado da aglutinação da antiga preposição per com o artigo ou pronome lo ou resultado da aglutinação de por e o, é informal e deve ser substituída por «por o», ficando: «Estou fascinado por o arco-íris.»
Eu, que sou português, pergunto agora se aqui em Portugal se segue similar ideia. O que será mais conveniente para um texto erudito do português europeu?
«Estou fascinado pelo arco-íris», ou «Estou fascinado por o arco-íris»?
Desde já agradeço a atenção dispensada.
«Até altas horas» e «a altas horas»
Na seguinte frase o uso de preposição a ou em antes de «altas horas» é obrigatório?
«Fotos de alta qualidade até mesmo altas horas da noite.»
«Fotos de alta qualidade até mesmo a altas horas da noite.»
Pergunto, porque acreditava que a elipse da preposição era permitida e recorrente em casos nos quais a circunstância adverbial fica clara pelo contexto, mas fui informada de uma regra que diz que o uso da preposição é obrigatório para evitar ambiguidade entre tempo contínuo e um período determinado de tempo. Essa regra procede e se aplica ao contexto acima?
Hemóstase
Qual a grafia e pronunciação correctas[*]: "hemóstase" ou "hemostase"? Pronuncia-se como metástase?
As referências que encontrei [no dicionário Priberam e no sítio Educalingo] apontam para "hemóstase", mas, tendo em conta a origem da palavra (hemo+stasis), esta acentuação soa-me bizarra.
[* Manteve-se a grafia correcta, anterior à norma ortográfica em vigor.]
Coesão lexical e coesão referencial
No excerto do texto
«A outra circunstância é altamente importante, e modifica radicalmente a maneira como Orpheu tem sido visto. Na verdade, após essa revista e outras igualmente efémeras (ou que não chegavam sequer à informação da grande imprensa e ao público em geral), o Modernismo foi longamente ofuscado pela continuidade literária anterior»
«Orpheu» e «essa revista» podem constituir um caso de coesão lexical por substituição, sendo «revista» um hiperónimo de «Orpheu»? Ou a presença do determinante demonstrativo «essa» inviabiliza esta hipótese. Se assim for, será um caso de coesão gramatical referencial por correferência? Se sim, porquê?
Muito agradeço, antecipadamente, a vossa resposta.
A expressão «(não) faz sentido (para mim)»
Oiço cada vez mais a expressão «faz-me sentido» com a intenção de dizer algo como «penso que faz sentido». Creio que esta utilização não está correcta[*], pois «faz-me sentido» significaria que me teriam feito ou dito algo que me magoou, que me deixou "sentido".
Infelizmente, os meus conhecimentos de gramática e afins estão muito ferrugentos e não consigo justificar a minha opinião na totalidade. Será que me podem esclarecer?
Muito obrigado.
[* Manteve-se a grafia correcta, anterior à norma ortográfica em vigor.]
O neologismo monotético
O termo monotético parece fazer parte do vocabulário do português do Brasil, (significando «uma classificação que utiliza apenas um critério diferenciador»1) assim como da língua inglesa (monothetic: "That assumes or is based on a single essential element or idea"2).
Haverá alguma expressão, no português de Portugal, com significado similar?
1 Dicionário Informal, em linha.
2 Oxford English Dictionary, em linha [tradução livre da frase em inglês: «que supõe ou é baseado num único elemento ou ideia essenciais»]
«De Taiwan», mas «na Formosa»
«Sou de Taiwan»? Ou «sou do Taiwan»?
Obrigada.
As figuras de estilo apóstrofe, metonímia,
na frase «Ó gente ousada, mais que quantas...»
na frase «Ó gente ousada, mais que quantas...»
Nos versos «[...] Ó gente ousada, mais que quantas/ No mundo cometeram grandes cousas”, para além da apóstrofe, posso aceitar [a resposta de] quem colocou metonímia em vez de antonomásia?
Li algures, que esta seria considerada uma variante da metonímia, daí a minha dúvida.
E perífrase, devo aceitar?
«Fascinado com» e «fascinado por»
Gostaria de saber, no âmbito da regência do particípio passado ou adjetivo fascinado, como se deve dizer: «estou fascinado com ela», ou «estou fascinado por ela»?
Estão as duas formas de expressão corretas ou estão ambas erradas?
Desde já, muito obrigado pela atenção.
