A pronúncia de circuito, fortuito, gratuito e intuito
Cada vez mais oiço na rádio e na televisão as mais diversas pessoas – jornalistas, comentadores, políticos, até médicos – dizerem "circuíto", "intuíto" e "fortuíto". Pelo andar da carrruagem, o muito vai passar a "muíto" – sabido, como se sabe, como é o rolo compressor da televisão na propagação do erro!...
Pergunto: a que se deve esta onda arrasadora da prolação tradicional do ditongo ui?
Muito obrigado.
A preposição para na frase
«O mais importante para se levar numa viagem é uma boa ideia»
«O mais importante para se levar numa viagem é uma boa ideia»
Na frase «O mais importante para se levar numa viagem é uma boa ideia», o vocábulo para é uma preposição simples, ou é uma conjunção subordinativa final?
Obrigada.
Um modificador do grupo verbal na frase
«Os pátios ressoavam com o bater das armas» (Eça de Queirós)
«Os pátios ressoavam com o bater das armas» (Eça de Queirós)
«Com o bater das armas» desempenha a função sintática de complemento oblíquo na frase «os pátios ressoavam com o bater das armas»?
Obrigada.
Os plurais de imperador e príncipe
É correto utilizar o plural de um título nobiliárquico masculino para se referir a pessoas de ambos os géneros que detenham o mesmo título?
E se não, há alguma forma de assim o fazer sem ter de repetir o título em sua versão feminina?
Por exemplo, «Imperadores Constantino e Helena» (em vez de Imperador e Imperatriz), «Príncipes Luiz, Fernando e Maria» (em vez de Príncipes e Princesa).
Particípios passados verbais e adjetivais
Por favor, esclareça a minha dúvida nas seguintes frases:
1) Fui convencido de como deveria viver a partir de então, sem recursos, na miséria.
2) Estou convencido de onde devo morar.
3) O gramático ficou rodeado de admiradores.
Qual o critério para identificar se as palavras destacadas são verbos ou adjetivos?
O uso de falar na expressão «o texto fala de...»
A expressão "A obra fala sobre...", "O livro fala sobre", "O texto fala de" existem/estão corretas ou não na língua portuguesa?
A expressão «se P, então Q»
É comum observar-se a expressão "Se ocorre P, então ocorre Q", tanto na linguagem coloquial quanto em contexto técnico.
Neste caso, ocorrem-me duas possíveis classificações, que parecem ser, em princípio, conflitantes.
1) A oração «Se ocorre P» é subordinada adverbial condicional, e a oração «então ocorre Q» é a oração principal, em que «então» desempenha função de advérbio. Observa-se que a omissão ou troca de "então" não resulta em qualquer diferença nas sentenças.
2) A oração «Se ocorre P» não parece assumir o papel de oração coordenada sindética. Contudo, é possível omitir-se a partícula se e manter-se a sentença «Ocorre P, então ocorre Q», de sorte que ocorram duas orações coordenadas, sendo a segunda uma oração sindética conclusiva.
Parece-me razoável concluir que a ocorrência de se na primeira oração implica a classificação obtida em (1), dado que não é possível atribuir a se outro valor morfológico senão o valor de conjunção.
Gostaria, por gentileza, de vossa opinião a respeito do assunto.
Grato.
A expressão «atento o parecer»
Usa-se a expressão «atento o parecer», quando alguém se pretende referir a um parecer que é ponderado ou tomado em consideração no sustento de uma decisão.
Em que género fica o verbo atentar quando o substantivo é feminino? Por exemplo, com informação, ficaria «atento a informação» ou «atenta a informação»?
«Ah, fadista» e «há fadista»
Após um fadista cantar, normalmente o público manifesta o seu agrado pelo artista.
Em bom português escrito, o público exclama: "Há fadista!" ou "Ah, fadista!"? Ou será de outro modo?
Agradeço a ajuda. Obrigado.
Corresidente e corresidência
Preciso de encontrar um termo na língua portuguesa que sintetize a ideia de «partilha de casa» e, já que corresidente se apresenta como uma palavra correta, poderia considerar o conceito de "corresidência"?
Encontro esta palavra em estudos de origem brasileira, mas não nos dicionários ou estudos portugueses.
Em caso negativo, que outros se afigurariam mais adequados?
