Electropática
Gostaria de saber o significado da palavra «Electropática».
"Tamarin"
Qual é o nome em português correspondente a "Tamarin" ? Em latim "Sanguinus mystax". Trata-se de um pequeno macaco da América do Sul usado como modelo experimental na hepatite G.
Souto da Casa
Vivo numa aldeia chamada Souto da Casa, que pertence ao concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco. Pretendia saber como se designam os habitantes desta freguesia.
Lascagem
Qual o termo que se deve utilizar para o efeito de lascar: lascagem, lascamento ou lasqueamento?
Esperamos tê-lo/la ajudado
Qual a forma correcta de escrever? «Esperamos tê-lo(a) ajudado», «Esperamos ter-lhe ajudado» ou «Esperamos ter ajudado»?
Esperamos ter ajudado
Como seria a forma certa de escrever «Esperamos ter ajudado (a você/ao Sr.ou Sra.)»? E porquê?
Quaisquer
É correcta a utilização numa frase da palavra «quaisqueres», ou deverá dizer-se «quaisquer informação» e «quaisquer informações»?
Abertura (18/04/1997)
«Aqui posso emprestaras palavras mais densas» O escritor guineense Carlos Lopes, no texto que escreveu para a Antologia de Ciberdúvidas, explica uma aparente contradição:«(...) Paradoxalmente é o português que me aproxima da minha dimensão africana, porque ele serve de alimento a uma outra língua - o kriol - que é a raiz da contemporaneidade guineense. (...) Em nenhuma outra língua, nem mesmo em kriol (devido à sua jovem normalização), me sinto tão à vontade. Aqui posso emprestar as palavras mais densas, os verbos mais aristocráticos, as sílabas mais estridentes, as expressões mais amargas, sem qualquer hesitação fonética. (...)»Este guineense, que também se exprime em espanhol, francês e inglês (além do italiano, alemão e grego), diz do nosso idioma comum o que muitos portugueses seriam incapazes de dizer. Apoucando-o, alguns disfarçam mesmo a falta de talento com a apologia das línguas mais diversas: uma porque permite transmitir melhor a oralidade, outra porque é mais adequada às letras das canções ou outra ainda porque tem uma gramática mais simples, todas, perante a nossa, só apresentam vantagens. Não é problema apenas de hoje, nem é complexo que se restrinja a Portugal.A Língua Portuguesa, felizmente, pertence também a mais seis países, e é de lá que muitas vezes nos vem, neste capítulo, o estímulo de que necessitamos.Daí o nosso esforço para alargar a participação de falantes de todos os países que utilizam o português como língua oficial. Na próxima reestruturação de Ciberdúvidas, procuraremos concretizar ainda mais esse empenho. Afinal, uma das melhores formas de responder aos que, com má-fé, como se pode verificar num texto hoje introduzido nas Controvérsias, procuram reduzir o nosso trabalho a um exercício de pedantismo.
Abertura (11/04/1997)
Gulbenkian e Mia Couto
Registamos com agrado o facto de a Fundação Calouste Gulbenkian nos ter anunciado a decisão de cobrir parte dos custos da instalação de Ciberdúvidas. É, assim, a primeira fundação cultural a patrocinar este projecto sobre a Língua Portuguesa.
"Língua que aceita brincadeiras", como há semanas escreveu, num convite implícito, na Antologia, o romancista angolano Pepetela. O escritor moçambicano Mia Couto acaba de aceitar o convite com "Perguntas à Língua Portuguesa", um texto redigido propositadamente para Ciberdúvidas, em que o autor se recreia com tonalidades e sentidos do idioma comum, em mutação permanente.
Sinais desta mudança são registados em Controvérsias, num artigo do jornalista angolano Rui Ramos: "Luandês, a nova língua da lusofonia".
Dentro de algum tempo, após a reestruturação que vamos realizar em Ciberdúvidas, contamos incluir numa nova rubrica - Diversidades - textos como o de Rui Ramos, porque, antes de polémicos, eles são acima de tudo recolhas necessárias das diferenças que fazem do português uma língua viva.
Fernão do Pó
Qual é a grafia correcta: Ilha de Fernão Pó ou ilha de Fernão do Pó?
